26 de agosto de 2012

CELEBRANDO O DIA DO CATEQUISTA

“Por vezes sentimos que aquilo que fazemos é senão uma gota de água no mar. Mas o mar seria menor se lhe faltasse uma gota”. (Madre Teresa de Calcutá)


Estamos celebrando o mês vocacional, este nos põe diante de nossa vocação de batizados, seguidores de Jesus Cristo. Portanto, avancemos por águas mais profundas, alarguemos nossas tendas, abramos os olhos e o coração para adentrar-nos nesse grande mistério de amor que o Pai tem por nós, amar-nos a tal ponto de nos entregar seu amado Filho, para fazer parte de nossa história.
Celebrando o dia do catequista, somos convidados, impulsionados a colocar mais azeite em nossas lâmpadas, para que ela não apague antes do Noivo chegar, para nos manter aquecidas, iluminadas e iluminar os que precisam de nós.
Caro amigo educador da fé, é um momento forte, maravilhoso para rever a caminhada catequética, agradecer ao Senhor pela coragem de sermos porta voz de sua Boa Nova. Tempo de reencantarmos pela vocação que nasce de nosso batismo. Somos parte da comunidade cristã, ao mesmo tempo falamos em seu nome, somos enviados por ela. A vocação catequética é essencialmente alicerçada no Cristo e em sua Palavra. Portanto cultivemos esta intimidade com Aquele que é razão maior de nosso existir humano e cristão.
Em meio a tantos desafios de ordem antropológica, religiosa, cultural, social, econômica e tantos outros que não conseguimos nomear, vale apena ser educador da fé, ser sinal para aqueles e aquelas que ainda não experimentaram a beleza de pertencer à comunidade cristã. Estamos fazendo um caminho, e este vem sendo fortalecido a cada dia que celebramos juntos, partilhamos, avaliamos e construímos rumos novos para nossa catequese.
Neste espírito celebrativo, parabenizo você pela coragem, persistência, dinamismo e fé. Deixe-se consumir como vela no altar do Senhor, para iluminar todos que fizeram parte desse processo catequético. Celebre seu dia, com entusiasmo, com vibração.Você é de fato um tijolo importante nessa construção, cujo alicerce é Jesus. Seja fiel a sua missão, pois “quem acende uma lâmpada para iluminar seu irmão é o primeiro a beneficiar-se de sua claridade”.
Que Maria nossa mãe nos acompanhe nesta caminhada rumo ao Reino definitivo. 
Fraternalmente:
Ir Luciana Márcia da Silva

Aqui em Igaratinga, aconteceu na manhã deste domingo(26-08),  a missa em ação de graças pelo dia do catequista, e logo em seguida uma confraternização, reunindo todos os catequistas da paróquia Santo Antônio. 


 Vídeo: Missa e confraternização 
Por Ernandes Almeida

25 de agosto de 2012

A ARTE DE SER CATEQUISTA

Ser Catequista é...
... viver em sintonia com Deus;
... ser discípulo/a de Jesus;
... deixar-se tocar pelo Espírito Santo;
... caminhar ao encontro do Cristo;
... mirar-se no exemplo de Maria;
... disponibilizar-se ante o chamado;
... comprometer-se com a construção do Reino;
... estar ciente do seu papel no anúncio da Boa Nova;
... assumir com amor a própria missão;
... colocar-se a serviço da comunidade;
... dedicar-se com amor ao seu ministério;
... ter a sabedoria dos profetas;
... compreender o sentido da Palavra;
... dar testemunho de fé na vida;
... ter o coração aberto para acolher os irmãos;
... ir ao encontro dos mais pobres;
... converter-se todos os dias;
... ter a certeza do amor de Deus por nós;
... saber discernir entre o bem e o mal;
... alimentar-se de esperança; 
... viver a caridade em cada gesto.

-Para ser catequista é preciso ter uma fé madura, que leve ao compromisso com o próximo;
-Ter confiança nos desígnios de Deus, para entregar-se por inteiro à ação missionária; 
-Ter coragem para anunciar o projeto do Reino e denunciar toda forma de injustiça. 
-A arte de ser catequista está em deixar-se amar por Deus e envolver-se em seu plano de amor para com a humanidade.

6 de agosto de 2012

Um grande Pai!

Uma linda História de amor entre um pai amoroso e seu filho, com uma doença rara, a Gangliosidose GN1 tipo 2. Esse pai teve fé, e acreditou que ele poderia de alguma forma ajudar seu filho,tanto que por causa desse problema de saúde do filho, ele contraiu muitas dívidas, chegou a ter a casa em leilão, mas Deus esteve com ele.


Pai de Verdade

Pai de verdade mesmo sabe que ser pai não é simplesmente recolher o fruto de um momento de prazer, mas sim perceber o quanto pode ainda estar verde e ajudá-lo a amadurecer.
Pai de verdade mesmo não só ergue o filho do chão quando ele cai, mas também o faz perceber que a cada queda é possível levantar. Ele não é simplesmente quem atende a caprichos: ele sabe perceber quando existe verdadeira necessidade nos pedidos.
Pai de verdade mesmo não é aquele que providencia as melhores escolas, mas o que ensina o quanto é necessário o conhecimento. Ele não orienta com base nas próprias experiências, mas demonstra que em cada experiência existe uma lição a ser aprendida.
Pai de verdade mesmo não coloca modelos de conduta, mas aponta aqueles cujas condutas não devem ser seguidas. Ele não sonha com determinada profissão para o filho, mas deseja grande e verdadeiro sucesso com sua real vocação. Ele não quer que o filho tenha tudo que ele não teve, mas que tenha tudo aquilo que merecer e realmente desejar.
Pai de verdade mesmo não está ali só para colocar a mão no bolso para pagar as despesas: ele coloca a mão na consciência e percebe até que ponto está alimentando um espírito de dependência. Ele não é um condutor de destinos, mas sim o farol que aponta para um caminho de honestidade e de Bem.
Pai de verdade mesmo não diz " Faça isto " ou " faça aquilo " , mas sim " tente fazer o melhor de acordo com o que você já sabe ". Ele não acusa de erros e nem sempre aplaude os acertos, mas pergunta
se houve percepção dos caminhos que levaram o filho a esses fins.
Pai de verdade mesmo é o Amigo sempre presente, atento e amoroso - com a alma de joelhos - pedindo a Deus que o oriente na hora de dar conselhos ...

Texto de Silvia Schmidt
*Humancat*

4 de agosto de 2012

Parabéns a todos os padres!

Hoje eu quero rezar, Senhor,
por alguns homens especiais,
que nada têm a mais,
que todos os Teus outros filhos…

Quero rezar por homens corajosos,
que largaram tudo, que arriscaram muito,
ao ouvir o Teu chamado…
Que abandonaram a segurança de suas casas
e puseram-se a caminho, ainda que cheios de medo.
Que se fizeram surdos aos apelos do mundo
e vestiram-se com a couraça da renúncia,
para a entrega que seus corações pedia.
Que vislumbraram uma tênue luz, ao longe,
na estrada por onde se embrenharam
e acreditaram que, caminhando para ela,
haveriam de sabê-la fortemente acesa,
capaz de envolvê-los completamente
da claridade que nasce da certeza,

Hoje eu quero pedir, Senhor,
por esses homens comuns, no corpo e na alma,
tão semelhantes a milhares de outros homens,
mas que possuem uma marca, um sinal,
uma destinação honrosa e necessária!

Quero pedir por esses homens despojados,
que se fizeram pobres, em busca da riqueza celeste,
assumindo compromissos nada compreensíveis,
pelo tanto que precisaram abrir mão,
pelas aparentes perdas a que foram levados…

Quero pedir por esses vitoriosos homens,
capazes de despojarem-se de suas covardias
e se entregarem absolutamente certos
de que o Teu regaço de Pai os transformaria
em Pastores de almas e de sonhos.

Quero pedir por esses homens de todo o mundo,
que renunciaram às alegrias da família constituída,
para adotarem, no coração, os filhos dos outros como seus
e usaram seus cajados para orientá-los,
em todos os caminhos e com todo o amor possível!

Hoje, Senhor, eu quero rezar
muito especialmente e com toda a gratidão,
pelos Teus PADRES, pelos Teus PASTORES, pelo nosso querido Padre Adilson.
e pedir por esses homens que – em um dia abençoado -
foram capazes de dizer SIM, para sempre!
Amém.

(contido no livro “No silêncio do coração” – Ed. Catolicanet/ SP)

3 de agosto de 2012

AGOSTO - MÊS DAS VOCAÇÕES

O mês de agosto abre-se com a celebração do Dia do Padre e a festa de São João Maria Vianney, o santo Sacerdote que foi pároco na cidadezinha de Ars, perto de Lyon, na França. Daí o cognome, pelo qual também é conhecido, de Cura d’Ars, e o título de padroeiro dos párocos, vigários e capelães.
A missão do padre se reveste de dois aspectos de uma mesma realidade: o povo para o padre e o padre para o povo. O povo, para o padre, é a sua maior riqueza. Ele deixa a família na qual nasceu e abre mão da perspectiva de formar uma nova família, para assumir todos os seres humanos como seus irmãos, suas irmãs e sua mãe, conforme Jesus ensina no Evangelho (cf. Mt 12,48-50 e paralelos). O padre vendeu tudo para adquirir esse tesouro, não com o objetivo de possuí-lo, mas de conduzi-lo ao encontro de Deus, na prática da comunhão fraterna com o próximo e guiado pelos verdadeiros valores.
A Igreja é a família de Deus aqui no tempo. Onde quer que se encontre esta comunidade, lá se estende a paternidade do Pai, a fraternidade de Cristo e a comunhão de amor no Espírito Santo. O próprio Senhor confiou-a aos seus ministros: “Ide, pois, e ensinai a todas as nações; batizai-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo” (Mt 28,19).
Portanto, a capacidade de liderar é dom de Deus, que o concede através do chamado vocacional. Mas, ser líder de uma porção desse povo exige dedicação total, santidade de vida e senso pastoral. Além disso, é preciso aprimorar a competência humana, para enfrentar os desafios do mundo atual, sobretudo no que se refere à cura das almas, como se afirma. 
O Concílio Vaticano II dedicou grande empenho ao tema da Igreja, legando-nos um documento fundamental sobre ela - a Constituição dogmática Lumen Gentium (“Luz dos Povos”). O documento nos apresenta a Igreja como povo de Deus, sem, no entanto, obscurecer a sua dimensão hierárquica. Estabelece, assim, o correto equilíbrio entre ambas as instâncias, corrigindo exageros ou omissões, cometidos por alguns, chamados peritos, no passado.
A imagem do povo de Deus surge, também, nas Conferências Episcopais Latino-Americanas. O Documento de Medellin (IIª Conferência, 1968) retratou um período difícil para a Igreja, devido aos problemas com a Teologia da Libertação ou, pelo menos, com algumas de suas linhas, ideologizadas pela esquerda, que defende a luta de classes e diversos outros aspectos negativos, contrários ao Evangelho e à unidade do povo de Deus.
A IIIª Conferência (Puebla, 1979) mostrou-se bem mais eloqüente: definiu melhores critérios, esclarecendo as relações entre o povo de Deus e a hierarquia, e destacando a missão das paróquias, junto às populações das cidades onde se encontram. Foi um período maravilhoso para a Igreja na América Latina, quando se atribuiu a devida importância à correta formação do povo de Deus, segundo a orientação do Vaticano II.
A seguir, a IVª Conferência (Santo Domingo, 1992) elaborou uma excelente síntese sobre a complexa e multiforme realidade do povo de Deus na América Latina, dentro da necessidade de uma Nova Evangelização, que parte da promoção humana integral.
Finalmente, a Vª Conferência Latino-Americana e do Caribe (Aparecida, 2007) pontualizou a realidade do povo de Deus, como discípulo e missionário, chamado a anunciar o Evangelho em meio às vozes do pluralismo cultural do nosso tempo. A presença do Papa entre nós, naquela ocasião, também reavivou a relação filial do povo de Deus com seu supremo Pastor, responsável por todos e cada um de nós.
Quem tem o povo, tem Deus em sua comunidade. E se o povo está distante do líder, acaba distante de Deus, em busca de uma autonomia ilusória. Aí começam os verdadeiros problemas de uma comunidade. O Papa João Paulo II dizia que a melhor maneira de se concretizar a Igreja em uma comunidade é sempre a paróquia. Embora configurada de maneira nova, é ela que aglutina, que reúne, que congraça, verdadeiramente, esse povo de Deus, a caminho da eternidade.
Guiar um povo pode acarretar tristezas e, até, angústia, para o padre, mas também lhe proporciona incontáveis alegrias. O que o padre deve ser para o povo? No desempenho dessa missão, ele deve incentivar o aprimoramento de certas qualidades, fundamentais para que as ovelhas se configurem ao Bom Pastor.
Em primeiro lugar, o povo precisa estar aberto à Palavra inspirada, que o padre transmite, em nome de Cristo. Tal abertura é condição essencial à santidade, pois o fiel torna-se santo pela própria força da Palavra que lhe é comunicada, semeada no seu íntimo, como falam os profetas.
O povo também é profético. Catequistas, membros de Pastorais e Movimentos, líderes da caridade social, desde que não se tornem ideologizados, são uma bênção para a Igreja de Deus. Conscientes de sua condição de batizados, são autênticas testemunhas, que anunciam a presença do Reino onde quer que vão, pelo seu modo de agir, sobretudo lá onde o padre não pode chegar, como em ambientes de política, de trabalho, de lazer e outros mais.  
Esse povo deve ser orante, um povo que reza, que sabe dialogar com Deus e que, assim, é capaz de dialogar em comunidade. Acentuo, aqui, a importância da oração da comunidade, enquanto paróquia: o povo que reza, que canta, que se expressa num diálogo de amizade com Deus, através do culto litúrgico. Esse clima, verdadeiramente familiar e acolhedor, deve acontecer na paróquia, e quem lidera tudo isso é o padre.
Observemos que, para realizar tudo isso, o padre precisaria ser alguém de qualidades excepcionais. Conforta-nos a certeza de que o dom de Deus jamais nos falta, e é nele que se fundamenta a nossa esperança. Mas a dedicação pessoal, corroborando a ação divina, não pode faltar. Para isso, o próprio Deus também cuida de nos deixar exemplos luminosos, de gente como nós, que nos antecedeu na missão. Assim é que os padres, sobretudo os párocos, têm diante de si o modelo do Pároco de Ars.
São João Maria Vianney não foi um sacerdote brilhante, do ponto de vista da ciência humana, mas foi um homem de Deus, no sentido mais perfeito do termo. Recebeu o pastoreio, a “cura”, como tradicionalmente se diz, de uns 300 fiéis, naquela pequena aldeia. A princípio, não quiseram lhe confiar mais. Ele, porém, veio a se tornar o maior confessor de seu tempo, a ponto de ser procurado para ministrar o Sacramento da Penitência a gente de todas as partes da França, e mesmo da Europa.
O padre deve ser, antes de tudo, um homem de oração e de ascese, como o Cura d’Ars. Deve santificar e fortalecer os fiéis com o ensinamento da Palavra e a graça dos Sacramentos. Enfim, deve reconhecer, como único fundamento de sua obra, o próprio Cristo, que lhe concedeu o privilégio imerecido de torná-lo presente junto ao seu povo. Rezemos para que nossos padres cumpram, com fidelidade e entusiasmo, esta sublime missão que lhes foi confiada por Deus, através da Igreja visível.

CARDEAL D. EUSÉBIO OSCAR SCHEID
Arcebispo da Arquidiocese do Rio de Janeiro

1 de agosto de 2012

PAPA NOMEIA DOM TARCÍSIO PARA ASSUMIR A DIOCESE DE DUQUE DE CAXIAS/RJ

Na manhã desta quarta-feira, 1º de agosto, o papa Bento XVI nomeou, para a diocese vacante de Duque de Caxias (RJ), um novo bispo. O nome designado pelo Santo Padre foi o de dom Tarcísio Nascentes dos Santos, transferindo-o da sede episcopal de Divinópolis (MG), onde era bispo diocesano.

Dom Tarcísio Nascentes dos Santos nasceu no dia 27 de fevereiro de 1954, em Niterói (RJ). Sua ordenação episcopal foi no dia 18 de abriu de 2009. Filósofo e doutor em Teologia, o novo bispo, antes do episcopado, atuou como pároco de diversas paróquias, como a de São Domingos, em Niterói (RJ), a de Nossa Senhora de Nazaré (RJ), a de Nossa Senhora da Conceição, dentre outras.

Também exerceu atividades administrativas na Igreja. Foi Sócio da Sociedade Brasileira de Canonistas, e diretor do Instituto Filosófico e Teológico do Seminário São José (RJ). E na Faculdade de São Bento, do Mosteiro do Rio de Janeiro, ministrou os cursos de Teologia Fundamental e Teologia Sistemática. Seu lema é: “Spe salvi” (Salvos na esperança).

Bispo Dom Tarcisio se despede da diocese de Divinópolis