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15 de janeiro de 2013

Falar de Deus aos pequeninos desde a concepção

 Escrito por Rachel Abdalla. Publicado em Catequese

É muito importante caminhar lado a lado com Jesus para o crescimento da fé, desde pequenino. É no dia a dia que as crianças aprendem os valores cristãos e desenvolvem a sua fé na pessoa de Jesus Cristo, através dos exemplos que observam de seus pais e orientadores.

Os sete primeiros anos de vida tratam de uma fase fundamental da existência humana e é considerado o momento mais importante da formação do caráter, da personalidade, da afetividade e dos valores; momento em que a formação psicológica da criança é desenvolvida e todas as suas experiências vividas até então serão assimiladas e servirão de base para suas condutas durante o resto da vida.

Mas, como fazer essa caminhada cristã enquanto a criança está sendo gerada?

Tudo começa desde a concepção! O bebê está sendo formado nas entranhas de sua mãe, ou seja, no mais íntimo do seu ser, onde reside o Sopro Divino do amor, que está gerando esta nova vida. Neste tempo de formação, a mãe é responsável pelo desenvolvimento não só físico do seu bebê, alimentando-se adequadamente para que ele seja nutrido; mas, é responsável, também, pela nutrição emocional e espiritual que inicia-se neste tempo. A fé é algo que transcende o entendimento, mas que pode ser sentida e vivenciada desde a concepção do ser humano, pois a criatura é fruto do Criador e, portanto, fala e compreende a mesma linguagem. Por isso, rezar todos os dias para que o bebê ouça a voz de sua mãe e o seu louvor a Deus, faz com que ele também louve o Senhor por seu intermédio.

A mamãe deve conversar com o seu bebê, contar a ele tudo o que vê, com os olhos e com o coração, sobre as maravilhas feitas pelo Criador! Tentar explicar as cores do céu, como é a natureza, o arco-íris; falar sobre os passarinhos que voam, a variedade de peixinhos nos mares e a beleza dos animais. Falar também, da sensação de frio e de calor; da chuva que cai do céu e das nuvens que lá se formam... e principalmente, falar do amor que sente pelo seu bebê e o quanto ele é esperado. O bebê vai conhecer o mundo, primeiramente, por tudo o que a mãe conta, principalmente através da emoção que ela passa ao descrevê-lo. Esta percepção vai existir sempre e isso fará com que ele, durante a sua vida, acredite naquilo que não pode ver, mas que de fato existe, porque ele aprendeu a ter fé, a esperar para ver o que ainda não é visível aos olhos, mas que já pode ser sentido no coração. Esse exercício deve acontecer também após o nascimento. Desta forma o vínculo entre mãe, filho e Deus com certeza será fortalecido.

Rachel Lemos Abdalla é Fundadora e presidente da Associação católica Pequeninos do Senhor e Coordenadora da Catequese de família da paróquia Nossa Senhora das Dores em Campinas, São Paulo.
Fonte: ZENIT

2 de novembro de 2012

DIA DE FINADOS

A celebração do Dia de Finados reaviva em cada um de nós as recordações de irmãs e irmãos, pai, mãe, amigos, pessoas que nos precederam no caminho para a vida definitiva em Deus. Este dia é oportunidade para agradecer ao Senhor o dom da vida e a história dos que faleceram, o bem que eles realizaram, a herança amorosa que nos deixaram.
Na oração e na saudade, nós cristãos reconhecemos que na morte “a vida não é tirada, mas transformada”. Renovemos nossa fé lembrando as palavras de Jesus Cristo à Marta: “Teu irmão ressuscitará” (João 11,23). E contemplemos o mistério de Jesus Cristo que assumiu a condição humana até a morte, e morte de cruz. Mas Ele ressuscitou e abriu para todos nós as portas da vida eterna: “Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, mesmo que morra viverá. E todo aquele que vive e crê em mim, não morrerá jamais. Crês nisto?” (João 11,24-25). Nós cremos. Cristo Jesus, Ressuscitado, é nossa esperança, a certeza da vida plena.
Lembranças e saudades, gratidão e reverência, aos nossos entes que já estão em Deus, de forma a nos sensibilizar e a se transformar em fonte de sabedoria amorosa para conduzirmos bem nossa vida, para fazê-la produzir frutos de fraternidade, solidariedade e justiça. O bem que os nossos falecidos nos fizeram deve nos inspirar na convicção de que bom é ser bom.
Oremos juntos: “Ó Deus, fizestes o vosso Filho único vencer a morte e subir aos céus. Concedei a vossos filhos e filhas (lembrar aqui seus familiares e amigos falecidos) superar a mortalidade desta vida e contemplar eternamente a vós, Criador e Redentor de todos. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo”.
Com meu fraterno abraço, suplico ao Pai que derrame bênçãos de saúde e paz sobre você e sobre sua família.
Dom Walmor Oliveira de Azevedo
Arcebispo Metropolitano

21 de setembro de 2012

SETEMBRO-MÊS DA BÍBLIA

O mês de setembro é tradicionalmente conhecido como o mês da Bíblia. São milhares de encontros, cursos, palestras sobre este tema. A presença da bíblia é realçada nas comunidades e nos encontros litúrgicos. Tudo isto para nos mostrar que sua mensagem é sempre nova e atual.

Bíblia é Deus caminhando com os homens, pois a Bíblia nos mostra Deus caminhando com o homem ao longo de toda a história - pela sua presença se transforma em "história da salvação".

Deus falando e criando: Faça-se a luz ... Brilhem os astros, o sol, a lua, as estrelas... Surjam as plantas... Nasçam os animais. E - no fim - façamos o homem. E que ele reine sobre toda a terra.-.." É Deus ensinando-nos na Bíblia entre a clareza da verdade e a sombra das figuras, tudo o que se refere ao destino do homem, a sua dignidade, a sua Liberdade, sua convocação para construir o mundo, continuando a obra de Deus.

E, depois, Deus chamando Abraão e fazendo-o pai de um grande povo. Guiando este povo com carinho, apesar de suas repetidas infidelidades, através de todos os acontecimentos da história: as doze tribos, a escravidão do Egito, a vocação de Moisés, o caminho pelo deserto, a aliança de Deus com o seu povo, a terra da promissão, os juizes, os reis, os profetas. e a divisão do povo, o exílio, a volta, a reconstrução do templo e as lutas até o domínio grego e romano.

E, junto com tudo isto, o culto de Deus; a liturgia do templo, o cântico dos salmos, a sabedoria dos grandes escritores que escutaram a voz de Deus. E, em tudo isto, manifestando-se "a divina condescendência", pela qual Ele permitiu que a Majestade de sua simplicidade se multiplicasse em todas as formas da linguagem e do estilo dos homens, para traduzir, a mensagem apropriada para cada lugar e cada época .
E, depois, toda a riqueza do Novo Testamento, sobretudo, no Evangelho, que é o coração da Bíblia, fazendo-se homem e vivendo em nosso mundo. entre a pobreza de Belém o despojamento absoluto do calvário.

E sua doutrina: Jamais ninguém falou como Ele"! E a bondade: "Vinde a mim, todos vós que sofreis e estais oprimidos !" E a misericórdia: "Mulher, ninguém te condenou? Nem Eu te condeno: Vai e não peques mais!"
E a cruz, e a morte, a sepultura, e a vitória sobre a morte! E a vida nova que por sua ressurreição ele trouxe ao mundo. O Reino de Deus anunciado, agora inaugurado, crescendo.

Como cresce a planta nascida de uma semente pequenina. E os Atos dos Apóstolos...
O nascer da Igreja... As primeiras lutas, a incompreensão que o Evangelho suscita no mundo pagão. E a sabedoria das cartas de São Paulo, a doutrina pastoral de Pedro, e os demais livros. Até as misteriosas luzes do Apocalipse.

É a história, que no princípio, era a história de um povo e que se torna a história do mundo inteiro, convidado a pertencer ao Novo Povo de Deus. Com este povo Deus caminha, como o descobrimos, lendo a Bíblia. Caminha hoje conosco. Como caminhou com o povo antigo. E quem caminha com Deus não erra o caminho, nem perde a esperança: " Senhor, tua palavra é lâmpada para os meus passos, uma luz no meu caminho ", como se canta nos salmos (Sl 118, 105).

O mundo encontrará seu caminho, se acolher a Palavra de Deus.
Ela não lhe ditará receitas prontas para cada situação; mas dará sabedoria para analisar os problemas e confiança em Deus, para resolvê-los, porque Deus caminha com a gente. É bom guardar estes três avisos:

a) Ler a Bíblia como se estivéssemos lendo uma carta de Deus, pois é para nós que Ele escreveu .
b) Ler a Bíblia sob a orientação da Igreja. ..Como filhos a quem a Mãe ensina a bem entender o que estão lendo. ..
c) Acompanhar a leitura da Bíblia com a oração. Porque, Assim se estabelece um proveitoso diálogo: Deus falando a nós pela Bíblia; nós falando a Ele pela voz da oração " (Santo Ambrósio}.

Por Pe. Lucas de Paula Almeida - Belo Horizonte (MG)

POSTAGEM DE 2011

15 de fevereiro de 2012

TEMPO DE PREPARAÇÃO PARA A QUARESMA

Nos primeiros séculos da era cristã, perto do século IV a Quaresma era um período de penitência e renovação interior para toda a Igreja, com a prática do jejum e da abstinência. O jejum é canonicamente imposto ainda hoje aos fiéis capacitados, na Quarta-Feira de Cinzas e na Sexta-Feira Santa; a abstinência, em todas as sextas-feiras da Quaresma.

Na liturgia, o tempo quaresmal é marcado por paramentos e vestes roxas e pela omissão do "Glória" e do"Aleluia" na celebração da missa, cujos acompanhamentos musicais são bem discretos nessa época. A Quaresma católica se inicia na Quarta-Feira de Cinzas também no início ou no final da missa, quando o sacerdote põe sobre a cabeça dos fiéis, que se aproximam em procissão, um pouco de cinza, dizendo:"Porque tu és pó e ao pó hás de voltar" (Gn 3,19), ou, como atualmente alguns preferem: "Convertei-vos e crede na Boa Nova" (Mc 1,15).

Antigamente, o ato de salpicar cinzas era reservado apenas para os que desejassem assumir o arrependimento publicamente. Depois, a partir do século XI, o papa Urbano II, inspirado, estendeu a prática a todos os cristãos, porque todos nós somos pecadores. A partir do recebimento das cinzas, ocorre a conscientização pelo arrependimento que, associado à penitência do período quaresmal, possibilita a conversão cristã total, quando sincera. As cinzas simbolizam o nada da criatura em relação a seu Criador; são obtidas por meio da queima dos ramos de palmeira e de oliveira bentos no Domingo de Ramos do ano anterior.

O lecionário dominical divide-se em três leituras extraídas dos textos do Antigo Testamento sobre a história da salvação: ciclo A: uma quaresma batismal, segundo o livro do Êxodo; ciclo B: uma quaresma cristocêntrica, segundo o profeta Ezequiel; ciclo C: uma quaresma penitencial, segundo os profetas Oséias e Amós.

A Quaresma não é apenas um ritual de tradição; é o período de fortalecimento da Igreja, de retiro espiritual para toda a Igreja, no qual a liturgia chama à conversão, ao retorno a Deus, pois, embora a Páscoa de Cristo isso já tenha acontecido, o cristão está ainda a caminho do Reino. Isso quer dizer que Jesus cumpriu sua missão na Terra, foi crucificado para nos salvar e retornou aos braços de Deus-Pai. Mas nós - toda a humanidade -, para merecermos o Reino do Pai, devemos aceitar Cristo como seu Filho, que nos enviou o Espírito Santo; só assim faremos parte do rebanho escolhido. Por isso, a quaresma é um tempo nosso, de pessoal sinceridade e penitência, em que ocorre a libertação interior do que nos afasta da obediência à Santíssima Trindade e da caridade para nossos irmãos.

Na Quaresma, a Igreja peregrina é convidada a seguir o exemplo bíblico de Jesus, que viveu no deserto por quarenta dias, durante os quais ele que rejeitou a tentação de Satanás e afirmou ser o Filho de Deus.

Fonte: Paulinas

11 de fevereiro de 2012

Dia Mundial dos Enfermos


"Levanta-te e vai, a tua fé te salvou" (Lc 17,19)

Com esta citação de Jesus demonstrando que o sinal da cura ia mais além, o papa Bento XVI inicia a sua mensagem para o XX Dia Mundial do Doente, celebrado no dia de Nossa Senhora de Lourdes, 11 de fevereiro.

Para nós no Brasil, este dia se reveste de maior solenidade ainda, pois estamos a poucos dias da abertura da Campanha da Fraternidade, que justamente nos demonstrará um dos aspectos da importante Pastoral da Saúde, que é a questão da saúde pública. Além das visitas aos enfermos nas paróquias e nos hospitais, e das campanhas de esclarecimentos e de conscientização da responsabilidade pela saúde das pessoas, a preocupação com uma assistência sanitária digna do ser humano para os brasileiros clama nos corações de todos. 

Neste dia, unimos a nossa reflexão para que as pessoas experimentem a diferença que faz a fé em suas vidas quando se defrontam com a fragilidade da doença e da dor. O papa recorda os sacramentos de “cura”, ou seja, o sacramento da Penitência ou da Reconciliação e o sacramento da Unção dos Enfermos, que encontram seu cumprimento natural na comunhão eucarística. 

O tema mundial escolhido visa também ao Ano da Fé, que deverá ser “ocasião propícia e preciosa para redescobrir a força e a beleza da fé”. O papa recorda que “deseja encorajar os doentes e quantos sofrem a encontrar sempre uma âncora segura na fé, alimentada pela escuta da Palavra de Deus, da oração pessoal e dos sacramentos”. É fato que a doença, e suas consequências, afeta a todos. Torna-se, assim, uma dor comum de toda a humanidade, de todos os homens e mulheres. A doença envolve toda a pessoa, seja no seu aspecto físico – o mais sentido, certamente, – mas também no âmbito psicológico e mesmo espiritual. É assim um mistério que envolve o ser humano. 

A Igreja louva os progressos da medicina, e mesmo os apoia, visto que são no seu cerne uma manifestação do poder criador de Deus. Porém, sempre fazendo a ressalva de que acima de qualquer avanço tecnológico está a dignidade do ser humano. Jesus, ao curar, não o faz apenas e tão somente para eliminar a doença. Ele cura para libertar, salvar a pessoa. Libertar principalmente daquilo que a impede de realizar-se como pessoa, como filha de Deus.

Assim, na cura Jesus manifesta-se como o Salvador, o Messias. A cura das doenças por Jesus é um sinal de sua ressurreição, que é a primícia da nossa própria ressurreição. Portanto, seguindo os caminhos de Cristo, vencedor do pecado e da morte, a Igreja está solidária e unida a todos os doentes. 

Ao celebramos o Dia Mundial dos Enfermos, na memória da Virgem de Lourdes, a Igreja no Brasil também quer refletir sobre a questão da Saúde Pública na Campanha da Fraternidade 2012, e incentivar a todos para que se engajem na Pastoral da Saúde e trabalhem em todos os seus âmbitos. Com isso, a Igreja demonstra a sua solicitude constante para com os doentes, anunciando e testemunhando o Evangelho do sofrimento, iluminada pela fé. 

Sabemos da enorme contribuição que a Igreja dá em todos os cantos do mundo ao cuidado em relação aos enfermos. Seja no campo material, com seus inúmeros centros de assistência aos doentes — hospitais, casas de saúde, e outros — principalmente e sobretudo, no atendimento aos mais carentes e pobres.

Fazendo eco ao papa Bento XVI, também agradeço “àqueles que trabalham no mundo da saúde, assim como às famílias que nos seus próprios entes queridos veem a face sofredora do Senhor Jesus”. Em suma, queridos diocesanos, a Igreja quer e deseja promover e testemunhar o Evangelho de Jesus, não só em palavras mas com iniciativas concretas de assistência e cuidados para as multidões incontáveis de sofredores com os males da dor e das doenças. 

Que Nossa Senhora de Lourdes, Maria, Mãe de Misericórdia e Saúde dos Enfermos, interceda por todos os doentes, os profissionais da saúde, os enfermeiros e os dirigentes hospitalares a colocarem a pessoa humana e a sua dignidade de filhos de Deus acima de qualquer outra cultura, “para que a saúde se difunda sobre a Terra” (cf. Eclo 38.8).

Dom Orani João Tempesta, cisterciense, arcebispo do Rio de Janeiro
Jornal do Brasil - http://www.jb.com.br/

26 de janeiro de 2012

A DISCIPLINA NA CATEQUESE

A questão da disciplina é um desafio no mundo atual. Já se foi aquele tempo em que as crianças eram dóceis e obedientes, cheias de motivação para o aprendizado das coisas de Deus. A falta de motivação talvez seja a principal causa da indisciplina. Isso não se verifica só na catequese. As escolas enfrentam o mesmo problema e as famílias também não escapam da questão. Até na convivência social se nota mais indisciplina e menos respeito. Além da falta de motivação, o que se constata largamente é a falta de educação. Isto mesmo. A maioria dos psicólogos concordam em afirmar que as famílias de hoje estão, muitas vezes, com problemas na educação de suas crianças, que não sabem respeitar, nem obedecer, nem se comportar publicamente. Uma das preocupações da catequese precisa ser esta: formar para a convivência sadia. Então, é preciso enfrentar a questão da indisciplina. É um tema extremamente difícil. 

Focos de problemas disciplinares na catequese

A indisciplina é um fenômeno generalizado, em todas as turmas e idades. Não é fácil resumir suas causas. Mas podemos apontar alguns focos, ou seja, situações ou realidades que ajudam a provocar a indisciplina.
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25 de janeiro de 2012

E DEUS OS CRIOU, HOMEM E MULHER


POR QUE HOMENS E MULHERES SÃO TÃO DIFERENTES?

A grande opção
Apesar de todas as dificuldades e desafios que a relação a dois envolve, as pessoas continuam encontrando boas razões para se casarem, que vão desde o medo de estar só (Gn.2.18), até os desencadeados pelos temores da vida contemporânea, de construir um lar que funcione como porto seguro num mundo cada vez mais cheio de incertezas, além de outros.

As diferentes motivações e necessidades
Homem e mulher são dois modos de ser. Têm estruturas cerebrais diferentes, estruturas emocionais diferentes e diferentes campos perceptuais da dimensão espiritual, ainda que em essência, sejam seres humanos. 
Em face dessas diferenças fica mais fácil compreender que, em se tratando de casamento, as razões do homem parecem não ser as mesmas da mulher, de modo que, ao realizarem o matrimônio, ambos o fazem por diferentes necessidades e motivações.

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11 de setembro de 2011

LIBERDADE


Existe uma liberdade inteligente e uma liberdade imatura. A liberdade inteligente é a de quem se sente livre, mas aceita normas. A imatura é a do cabeçudo e teimoso que afirma que ninguém lhe diz o que fazer.
Faz tudo por conta própria e não aceita nem normas, nem conselhos. O estado prolongado desse tipo de teimosia é uma enfermidade mental. Quem estabelece suas próprias regras torna-se um problema para si e para os outros. Ele atravessa a rua quando quer e não quando pode, inventa suas próprias leis de trânsito e suas leis de viver. Por isso mesmo não sabe conviver. Tais pessoas sao anormais. Não se adaptam a costume algum que não seja o seu. O outro não existe para elas. Seu enorme egoísmo só vê suas necessidades. Faz parte desse grupo o adepto do 'cada um por si e Deus por todos' ou o do 'salve-se quem puder', ou ainda o cultuador do jeitinho brasileiro de conseguir as coisas fora da lei.

LIBERDADE DE ESCOLHA

Não existe liberdade total de escolha. Se eu escolher ir a pé até Roma, faço uma escolha errada e para isso não tenho liberdade, porque entre o Brasil e a Itália existe um oceano. Terei de renunciar a minha escolha errada de ir a pé. Posso escolher sempre dentro de um limite. Escolhe-se dentro do possível. Por isso aquele que cultua a liberdade total é louco. Ela não existe! Só o louco atravesa a rua quando quer. Os outros atravessam quando podem. Toda liberdade humana têm limites. Todo homem verdadeiramente livre sabe lidar com os limites. Por isso é que ele voa quando o tempo permite, nada quando o oceano permite e vai de carro quando a estrada permite. Se não der, ele se adapta, exatamente porque é livre. O outro que pensa ser livre, insiste no proibido ou no impossível e, se der certo, vira herói; se não der, ou morre ou enlouquece. A grande maioria das pessoas prefere ser livre com limites. Não posso quer o sinal verde para mim o tempo todo. Sou livre também quando aceito o vermelho.

Os textos acima são de autoria de José Fernandes de Oliveira (Padre Zezinho) e fazem parte do livro 'Católicos serenos e felizes'.  (Do site: http://salvemaria.sites.uol.com.br/atitude.htm)

23 de agosto de 2011

Encontro pessoal com Jesus

O nosso homem novo em Jesus precisa ser fortalecido nos encontros pessoais com este Jesus. Na oração pessoal, na conversa com Jesus, na confissão, na Eucaristia. Todos estes e muitos outros são e devem ser encontros pessoais com Jesus, mas todos devem acontecer não somente como um cumprimento de tabela, mas com um verdadeiro reconhecimento de que o homem depende de Deus, precisa d’Ele.

Nada disso é impossível, pois como vimos, o homem foi criado pouco abaixo de Deus (cf. Sl. 8, 6) e por isso já temos a graça que é a vontade de Deus. A verdadeira conversão só se dará quando o homem, mesmo sabendo que é um ser livre, dotado de inteligência e vontade, se reconhecer dependente de Deus, pois só Deus pode enchê-lo, pois Deus é eterno e todo o resto um dia vai passar. Como diz o catecismo "livres da mentira, devem rejeitar toda a maldade, toda mentira, todas as formas de hipocrisia, de inveja e maledicência". Pois como está no Gênesis "Deus viu que tudo que havia criado era bom" (Gn 1, 30), inclusive o homem e a mulher.

O encontro pessoal com Jesus acontece não de forma estabelecida pelo homem e sim por Deus. O papel do homem é aceitar concretamente a sua condição de criatura, dependente, e até mesmo de fraco diante da grandiosa presença de Deus e querer se encontrar com Jesus. Deus é muito simples e quer se relacionar com cada pessoa humana. Cabe à pessoa querer relacionar-se com Ele através de sua vida, sendo um verdadeiro testemunho de conversão e santidade.

(artigo escrito por Anderson Marçal - site http://www.cancaonova.com/)

3 de julho de 2011

Respeitar e ser respeitado

por D. Odilo Scherer

Eu não queria escrever sobre esse assunto; mas diante das provocações e ofensas ostensivas à comunidade católica e cristã, durante a Parada Gay deste último domingo, não posso deixar de me manifestar em defesa das pessoas que tiveram seus sentimentos e convicções religiosas, seus símbolos e convicções de fé ultrajados.
Ficamos entristecidos quando vemos usados com deboche imagens de santos, deliberadamente associados a práticas que a moral cristã desaprova e que os próprios santos desaprovariam também. Histórias romanceadas ou fantasias criadas para fazer filmes sobre santos e personalidades que honraram a fé cristã não podem servir de base para associá-los a práticas alheias ao seu testemunho de vida. São Sebastião foi um mártir dos inícios do Cristianismo; a tela produzida por um artista cerca de 15 séculos após a vida do santo, não pode ser usada para passar uma suposta identidade homossexual do corajoso mártir. Por que não falar, antes, que ele preferiu heroicamente sofrer as torturas e a morte a ultrajar o bom nome e a dignidade de cristão e filho de Deus?!“Nem santo salva do vírus da AIDS”. Pois é verdade. O que pode salvar mesmo é uma vida sexual regrada e digna. É o que a Igreja defende e convida todos a fazer. O uso desrespeitoso da imagem dos santos populares é uma ofensa aos próprios santos, que viveram dignamente; e ofende também os sentimentos religiosos do povo. Ninguém gosta de ver vilipendiados os símbolos e imagens de sua fé e seus sentimentos e convicções religiosas. Da mesma forma, também é lamentável o uso desrespeitoso da Sagrada Escritura e das palavras de Jesus – “amai-vos uns aos outros” – como se ele justificasse, aprovasse e incentivasse qualquer forma de “amor”; o “mandamento novo” foi instrumentalizado para justificar práticas contrárias ao ensinamento do próprio Jesus.A Igreja católica refuta a acusação de “homofóbica”. Investiguem-se os fatos de violência contra homossexuais, para ver se estão relacionados com grupos religiosos católicos. A Igreja Católica desaprova a violência contra quem quer que seja; não apoia, não incentiva e não justifica a violência contra homossexuais. E na história da luta contra o vírus HIV, a Igreja foi pioneira no acolhimento e tratamento de soro-positivos, sem questionar suas opções sexuais; muitos deles são homossexuais e todos são acolhidos com profundo respeito. Grande parte das estruturas de tratamento de aidéticos está ligada à Igreja. Mas ela ensina e defende que a melhor forma de prevenção contra as doenças sexualmente transmissíveis é uma vida sexual regrada e digna.Quem apela para a Constituição Nacional para afirmar e defender seus direitos, não deve esquecer que a mesma Constituição garante o respeito aos direitos dos outros, aos seus símbolos e organizações religiosas. Quem luta por reconhecimento e respeito, deve aprender a respeitar. Como cristãos, respeitamos a livre manifestação de quem pensa diversamente de nós. Mas o respeito às nossas convicções de fé e moral, às organizações religiosas, símbolos e textos sagrados, é a contrapartida que se requer.A Igreja Católica tem suas convicções e fala delas abertamente, usando do direito de liberdade de pensamento e de expressão. Embora respeitando as pessoas homossexuais e procurando acolhê-las e tratá-las com respeito, compreensão e caridade, ela afirma que as práticas homossexuais vão contra a natureza; essa não errou ao moldar o ser humano como homem e mulher. Afirma ainda que a sexualidade não depende de “opção”, mas é um fato de natureza e dom de Deus, com um significado próprio, que precisa ser reconhecido, acolhido e vivido coerentemente pelo homem e pela mulher.Causa preocupação a crescente ambiguidade e confusão em relação à identidade sexual, que vai tomando conta da cultura. Antes de ser um problema moral, é um problema antropológico, que merece uma séria reflexão, em vez de um tratamento superficial e debochado, sob a pressão de organizações interessadas em impor a todos um determinado pensamento sobre a identidade do ser humano. Mais do que nunca, hoje todos concordam que o desrespeito às leis da natureza biológica dos seres introduz neles a desordem e o descontrole nos ecossistemas; produz doenças e desastres ambientais e compromete o futuro e a sustentabilidade da vida. Ora, não seria o caso de fazer semelhante raciocínio, quando se trata das leis inerentes à natureza e à identidade do ser humano? Ignorar e desrespeitar o significado profundo da condição humana não terá consequências? Será sustentável para o futuro da civilização e da humanidade?As ofensas dirigidas não só à Igreja Católica, mas a tantos outros grupos cristãos e tradições religiosas não são construtivas e não fazem bem aos próprios homossexuais, criando condições para aumentar o fosso da incompreensão e do preconceito contra eles. E não é isso que a Igreja Católica deseja para eles, pois também os ama e tem uma boa nova para eles; e são filhos muito amados pelo Pai do céu, que os chama a viver com dignidade e em paz consigo mesmos e com os outros.

Arcebispo de São Paulo

18 de maio de 2011

O SEXO NOS PLANOS DE DEUS

 (Ivan R7)
O livro do Gênesis assegura que, ao criar todas as coisas, “Deus viu que tudo era bom” (Gen 1,25). Portanto, tudo o que o Criador fez é belo. O mal, muitas vezes, consiste no uso mau das coisas boas. Por exemplo, uma faca é uma coisa boa; sem ela a cozinheira não faz o seu trabalho. Mas, se um criminoso usá-la para tirar a vida de alguém, nem por isso a faca se torna má. Não. O mal é o uso errado que se fez dela. Da mesma forma, o sexo é algo criado por Deus e maravilhoso. É por ele que a criança inocente vem ao mundo.
Como Deus deu ao casal humano a missão de gerar os filhos, “crescei e multiplicai” (Gen 1,28), providenciou o sexo como instrumento de procriação. E mais, para fortalecer a união e o amor do casal fez do sexo também o meio mais profundo da “manifestação” do amor conjugal.
Podemos dizer que o ato sexual é a celebração do amor, como que a “liturgia do amor conjugal”. E é no ápice desta celebração do amor que o filho é concebido. Isto é, ele não é somente a carne e o sangue do casal, mas principalmente, o fruto do seu amor. É por isso que a vida sexual de um casal que não se ama de verdade nunca é harmoniosa.
O sexo é manifestação do amor. Sem este, ele fica vazio, desvirtuado e perigoso como aquela faca na mão do assassino. Faz muitas vítimas… O que é a prostituição, senão o sexo sem amor? É apenas um ato de prazer, comprado, com dinheiro ou outros meios. No plano de Deus a vida sexual só tem lugar no casamento.
São Paulo, há dois mil anos, já ensinava aos coríntios: “A mulher não pode dispor do seu corpo: ele pertence ao seu marido. E também o marido não pode dispor do seu corpo: ele pertence à sua esposa” (I Cor 7,4). O apóstolo dos gentios não diz que o corpo da namorada pertence ao namorado, nem que o corpo da noiva pertence ao noivo.
A união sexual só tem sentido no casamento, porque só ali existe um “comprometimento” de vida conjugal, vida a dois, no qual cada um assumiu um compromisso de fidelidade com o outro. Cada um é “responsável pelo outro” até a morte, em todas as circunstâncias fáceis e difíceis da vida. Sem esse compromisso de vida o ato sexual não tem sentido e se torna perigoso.
As consequências do sexo vivido fora do casamento são terríveis: mães e pais solteiros; filhos abandonados, criados pelos avós ou em orfanatos. Muitos desses se tornam os “trombadinhas” e “delinquentes” que, cada vez mais, enchem as nossas ruas, buscando nas drogas e no crime a compensação de suas dores. Quantos abortos são cometidos porque se busca apenas e egoisticamente o prazer do sexo, e depois se elimina o fruto: a criança!
As doenças venéreas são outro flagelo do sexo fora do casamento. Ainda hoje convivemos com os horrores da sífilis, blenorragia, cancro, sem falar do flagelo moderno da AIDS. O remédio contra a AIDS é a vivência sexual apenas no casamento; e não, como se propõe, irresponsavelmente, o uso de “camisinhas”, em vez de se eliminar o vício pela raiz.
É urgente que os cristãos, pais, professores e educadores tenhamos a coragem de ensinar novamente a castidade aos jovens.
Um jovem que se mantém casto até o casamento, além de tudo, prepara a sua vontade e exercita seu autodomínio para ser fiel ao seu cônjuge no casamento. É preciso mostrar urgentemente aos jovens os valores da castidade, tanto em pensamentos como em atos.
A televisão, os filmes pornográficos, as revistas eróticas abundantes e asquerosas injetam pólvora no sangue de nossos filhos, fazendo-os escravos do sexo. E por causa disso estamos vendo meninas de 13, 14 anos, grávidas, sem o menor preparo e maturidade para serem mães. Temos que acordar. Temos que ter a coragem de oferecer aos jovens a opção da pureza que Jesus nos legou: “Bem-aventurados os puros de coração porque verão a Deus” (Mt 5,8). Neste assunto Cristo foi exigente e não deixou margens à dúvida: “Todo aquele que olhar para uma mulher com desejo de cobiça, já adulterou com ela em seu coração” (Mt 5,27).
Fonte. Canção Nova

25 de março de 2011

A Força da Ressurreição

D. Demétrio Valentini

O dia de páscoa celebra a ressurreição de Cristo. Nisto está toda sua força, e toda sua importância. Sem a ressurreição de Cristo, não teria havido história de Cristo, nem teria existido história do cristianismo.
Se tudo tivesse terminado na cruz, a morte de Cristo teria sido esquecida. Teria se perdido no turbilhão de tantas outras, anônimas, inúteis e igualmente injustas.
Mas tudo mudou com sua ressurreição. A partir dela, inclusive, passou a tomar sentido novo tudo o que a precedeu, e passam a receber significado diferente todas as mortes, mesmo que continuem parecendo anônimas e injustas.
A ressurreição de Cristo é o fato fundante da fé cristã. Fato tão verdadeiro, que sem ele não se explica a grande transformação ocorrida nos apóstolos, e o surpreendente processo desencadeado na história.
Nunca é demais enfatizar o impacto causado pela constatação objetiva do túmulo vazio, na madrugada daquele "primeiro dia da semana", com os subseqüentes desdobramentos vivenciados pelos apóstolos ao longo daquele mesmo dia.
Aquele "primeiro dia da semana", se tornou, na realidade, em símbolo da própria missão da Igreja, em símbolo também da história humana, que muda de sentido a partir da ressurreição de Cristo.
O que os Evangelhos narram daquele dia, tudo é muito verdadeiro, mas também tudo é muito simbólico. Pois a verdade testemunhada é maior do que a realidade onde ela se reflete. Ela ultrapassa os acontecimentos onde se revela. Por isto, os fatos são verdadeiros. Mas não se limitam àquele dia. Projetam seu significado para toda a história humana.
Foi um dia intenso, da madrugada até a noite. Impressiona constatar como os Evangelhos carregam o dia com episódios, que costurados cobrem por inteiro, tanto a madrugada, como a manhã, a tarde e a noite do dia da Páscoa.
Nada mais escapa à luz da ressurreição.
Começa pelo símbolo da madrugada. Jesus morreu no entardecer. Mas ressurgiu de madrugada. Pela frente estava a longa jornada, a ser preenchida com intensa atividade.
A partir de Cristo a história toma novo alento. Não é que ela termina com Cristo. Ela recomeça. Há muito que fazer. Existe uma grande empreitada a assumir. 0s que madrugam, como as mulheres naquele dia, descobrem o segredo da história, e são alentados pela certeza esperança.
Depois da madrugada, vem a manhã. Para usar a palavra em voga hoje na pastoral, a manhã foi toda ela dedicada ao "anúncio". Assim como a paciente caminhada dos discípulos de Emaús, naquela tarde, pode ser identificada com o desafio da "formação", do amadurecimento na fé, da busca de consistência e de maturidade. E as aparições de Jesus à naquela noite simbolizam a "celebração", onde Cristo é reconhecido na partilha do pão.
Todas etapas indispensáveis, a serem percorridas por aqueles que guardam a memória do Cristo ressuscitado. Foi assim que ele se mostrou naquele primeiro dia.
Portanto, cada momento deste dia simboliza uma dimensão da Igreja, simboliza igualmente um aspecto da história humana.
Em meio a tantas ameaças de morte, a Páscoa nos diz que podemos confiar na força da vida.
Em meio a tantas incertezas, que hoje levam as pessoas a se sentirem inseguras e perdidas, o episódio de Emaús nos adverte a necessidade de buscar as razões de nossa esperança.
A refeição do Ressuscitado com seus discípulos, a quem transmite a paz e renova a missão, nos mostra a urgência de refazer o ambiente de segurança e de confiança no íntimo de nossos corações e no seio de nossas instituições iluminadas pela fé cristã.
O dia de Páscoa é paradigma de todos os dias. "Páscoa não é só hoje, Páscoa é todo dia!"

19 de março de 2011

Oração de Fé

de Mozart Correia Lima
Você já foi interrompido subitamente no meio de uma oração? Foi o que aconteceu comigo, quando orava por um homem no hospital. Ele era jovem, mas muito doente. Ele foi internado com AIDS. Eu fui visitar o rapaz a pedido do irmão dele. Preocupado com seu estado de saúde e mais preocupado ainda com sua alma, o irmão do enfermo me chamou para fazer uma visita.

Depois de conversar por algum tempo com o jovem, eu perguntei se ele queria que fizesse uma oração por ele. Ele disse que queria e aí eu comecei a orar.
Enquanto orava por sua cura, tudo bem. O rapaz evidentemente gostou do meu pedido para que ele fosse curado. Mas, como é meu costume, sempre peço a Deus que Ele faça o que é melhor. Mal pronunciei as palavras: “Senhor, seja feita a tua vontade”, e o jovem me interrompeu bruscamente. Seu semblante estava visivelmente transtornado. Ele exclamou “Não quero essa oração, pois está errada. Está faltando fé!”
O jovem queria que orasse apenas para que ele fosse curado, e mais nada. Nada de “se for da vontade do Senhor”. Nenhuma palavra para Deus de “seja feita a tua vontade”. Para este jovem, qualquer reconhecimento da possibilidade dele não ser curado seria uma falta de fé. Para ele Deus não iria responder a tal tipo de oração.
Será que ele estava certo? Há pessoas que entendem que Deus só responde a orações feitas com plena convicção que Ele fará o que o orador pedir. Qualquer dúvida quanto a isso é falta de fé e motivo para Deus não responder àquela oração. Há pessoas que até alegam que outros não foram curados porque faltou a plena fé que era isso mesmo que Deus queria.
Jesus ao passar por um momento crucial da sua vida, orou assim, lá no jardim do Getsêmani: “Pai, se queres, passa de mim este cálice; contudo, não se faça a minha vontade, e sim a tua” (Lucas 22.42 ARA). Será que estava faltando fé em Jesus? O que é realmente orar com fé?
Observamos ainda Hebreus 5.7 “Durante os seus dias de vida na terra, Jesus ofereceu orações e súplicas, em alta voz e com lágrimas, àquele que o podia salvar da morte, sendo ouvido por causa da sua reverente submissão.” (NVI)
Como podemos orar assim como Jesus orou: com toda fé e ao mesmo tempo com toda submissão à vontade de Deus? O que requer mais fé ¬ pedir um milagre, ou se submeter e aceitar a vontade de Deus quando aquela vontade pode significar a ausência do milagre? O que foi mais difícil para Jesus: Acreditar no poder do Pai, ou aceitar o cálice amargo da cruz?
Porque Jesus orou assim, ele levantou-se pronto para fazer a sua parte. E você, como tem orado a Deus? Com essa fé submissa?
Se estivermos orando assim, não ficaremos revoltados como aquele homem no hospital. E sim, estaremos prontos para aceitar e fazer a vontade de Deus, não como um peso, mas com aquela certeza resoluta e gratificante, com a qual Jesus se levantou do jardim para abraçar a cruz.
Que o Senhor nos ajude a sermos tão confiantes em nosso Deus e Pai como Jesus foi; e ao mesmo tempo, submissos, obedientes e resolutos para aceitar a sua vontade. E assim o nosso Deus seja glorificado por essa fé que, sem imposições ou exigências, confia e se submete sempre à vontade de Deus. Pessoas que possuem essa fé, realmente confiam em Deus e fazem a oração de fé.

18 de março de 2011

"Senhor, ensina-nos a orar”.

A oração do Senhor no jardim de Getsêmani

Jesus era um homem de oração e freqüentemente fazia súplica a seu Pai em favor de outros. No jardim de Getsêmani, poucas horas antes de sua morte, encontramo-lo orando por si mesmo, mostrando-nos que é certo descarregarmos nossas mais profundas inquietações e ansiedades sobre um carinhoso Pai Celestial.
Nosso Senhor, além de ser divino era um ser humano. Nossas mentes frágeis não podem compreender como pode existir tal ser nem como esta dupla natureza se encaixou em sua vida. Simplesmente acreditamos que é assim. Uma das peças de evidência que Jesus foi realmente humano foi aquele choro angustiado na tranqüila noite no Getsêmani: "Aba, Pai... passa de mim este cálice". Quando ele enfrentava a horrível perspectiva da crucificação, ele chorou profundamente e orou fervorosamente para que não precisasse beber o cálice amargo do sofrimento. Sua humanidade, naquela cena, deveria ficar impressa definitivamente em nossos corações.
Quando ele continua a orar, ele reconhece que todas as coisas são possíveis para o Pai, entretanto sua atitude é: "Contudo, não seja o que eu quero, e sim o que tu queres". Ele reconhece que na boa providência de Deus não pode haver modo de escapar da crucificação, entretanto, em sua humanidade, ele anseia pela possibilidade remota. Ele repete a oração três vezes e não é vã repetição. Seu coração está profundamente perturbado, e seu pedido em lágrimas enche o silêncio da noite.
Não há afirmação definitiva, mas sabemos qual foi a resposta de Deus. Sua resposta foi: “Não, Filho, não pode escapar desta experiência horrível”. Tem que beber o cálice até o fim. Embora Deus amasse seu Filho unigênito, ele não o pouparia deste grande trauma. O plano da eternidade para a redenção do homem estava em jogo e não poderia haver nenhum ponto de retorno agora. Pelo bem-estar do mundo, Deus disse "não" a Jesus naquela noite fatídica. E devemos ser gratos.
Ao dizer "não" ao seu Filho, ele estava dizendo "sim" a nós!
Isso também me faz lembrar que, algumas vezes, Deus pode ter que me dizer "não". Há provações e aflições que preferiria não experimentar. Eu peço ao Pai para afastá-las, mas algumas vezes ele diz "não".
Façamos como Jesus fez! Ele se levantou de sua posição de oração, estendeu suas mãos para serem atadas e pregadas, e completou a tarefa que seu Pai lhe havia dado para fazer. Obrigado, Jesus, por nos mostrar como aceitar o "não" de Deus com dignidade e graça.

17 de março de 2011

O BEM ESTAR DOS OUTROS

Alegrar-se com o bem-estar e o sucesso dos outros eis que traz paz interior e felicidade profunda. Querer o bem-estar dos outros faz bem para nós próprios. É a suprema emoção, é a satisfação mais plena, cuja lei máxima é “não prejudicar”. Precisamos de treino, esforço, disciplina e conduta ética para o desapego de nós mesmos e colocar em primeiro lugar os interesses e o bem-estar dos outros. É assim que nos tornamos altruístas. Para que experimentamos a felicidade pelo bem-estar alheio precisamos de: paciência, compaixão, humildade, tolerância, perdão. Estas virtudes facilitam a empatia que nos leva a ocupar-nos com outros. Que adianta sermos religiosos e não ocuparmo-nos com o bem-estar dos outros?
A lei é esta; “quanto mais consideração pelos outros, tanto mais felicidade genuína teremos”. O altruísmo é componente essencial da felicidade. A sensibilidade, a compaixão, a ternura e a compreensão, fortalecem em nós o sentimento de confiança, isso tudo traz as maiores alegrias e satisfações.
Cada vez que acordamos para começar um novo dia, precisamos reavivar a decisão de querer o bem dos outros. O que pensamos, dizemos, fazemos, desejamos, omitimos é que condiciona a paz interior ou gera emoções aflitivas. Quem desvia o foco de atenção de si mesmo para os outros, conquista a liberdade e a paz. A preocupação excessiva consigo mesmo, aumenta o sofrimento.
Para viver bem o tempo e sentir o significado na vida, é preciso tratar os outros como irmãos, não prejudicar a vida, fazer tudo pelo seu bem. As religiões que ajudam a amar o próximo, a ter atitudes altruístas, a ter compaixão e respeito, são remédio para as dores da vida e chave para um mundo melhor.
A nossa realização pessoal é fruto da saída de nós mesmos, da transcendência até ao outro, do altruísmo, do voluntariado e da gratuidade. A atenção exagerada sobre nós mesmos alimenta a hipertensão e a depressão. O amor altruísta é remédio que faz nossa vida saudável, salva e santa. Quem faz da sua existência, uma pró-existência, faz de sua vida um monumento. Todo o bem que fazemos aos outros, não morre. Portanto, é o bem e o amor que conferem sentido à vida e nos enchem de esperança, nos projetam na eternidade.
Querer o bem estar dos outros é ajudar os quer perderam o rumo, servir os necessitados, consolar os aflitos, dar abrigo aos peregrinos, proteger os desamparados, socorrer os que estão em perigo. Esta é a lógica da gratuidade que traz a felicidade e o sentido da vida. Nascemos para ajudar os outros a viverem bem. Mais que vizinhos ou amigos, somos irmãos. A maior pobreza da vida é a reclusão sobre nós mesmos, o fechamento, o isolamento, o egocentrismo.
No mundo somos uma grande família, cujo segredo está na interação, na relação, na integração e reciprocidade entre as pessoas e os povos. Somos uma só carne. O capital mais precioso e autêntico é o ser humano. É preciso então criar riqueza para todos porque as desigualdades sociais indicam que somos egoístas, dominadores, exploradores. Os povos da fome se dirigem de modo dramático aos povos da opulência, para que se implante a prática do bem comum, que leva ao cuidado do outro e pelo outro. A lógica da dádiva e o principio da gratuidade superam o espírito mercantil agressivo e destruidor dos fracos. Toda a questão social e econômica é antes de tudo uma questão antropológica cujo principio é a dignidade e a centralidade da pessoa. Temos tanta tecnologia e pouca sabedoria, tanto hiperdesenvolviemento material e tanto subdesenvolvimento ético, espiritual e humanitário.
Quem pensa no bem estar dos outros, não destrói o meio ambiente, não se vale da corrupção, não explora nem exclui. A miséria maior é aquela espiritual que desconhece e rejeita a verdade e o amor. Não haverá bem comum, nem o bem-estar dos outros, sem o desenvolvimento ético e espiritual. O amor nos dá coragem para procurar o bem de todos e por todos sofrer e lutar.

Dom Orlando Brandes

24 de fevereiro de 2011

DIA MUNDIAL DE ORAÇÃO PELAS VOCAÇÕES

Queridos irmãos e irmãs!

O 48.º Dia Mundial de Oração pelas Vocações, que será celebrado no dia 15 de Maio de 2011, IV Domingo de Páscoa, convida-nos a refletir sobre o tema: «Propor as vocações na Igreja local». Há sessenta anos, o Venerável Papa Pio XII instituiu a Pontifícia Obra para as Vocações Sacerdotais. Depois, em muitas dioceses, foram fundadas pelos Bispos obras semelhantes, animadas por sacerdotes e leigos, correspondendo ao convite do Bom Pastor, quando, «ao ver as multidões, encheu-Se de compaixão por elas, por andarem fatigadas e abatidas como ovelhas sem pastor» e disse: «A messe é grande, mas os trabalhadores são poucos. Pedi, pois, ao dono da messe que mande trabalhadores para a sua messe» (Mt 9, 36-38).
A arte de promover e cuidar das vocações encontra um luminoso ponto de referência nas páginas do Evangelho, onde Jesus chama os seus discípulos para O seguir e educa-os com amor e solicitude. Objeto particular da nossa atenção é o modo como Jesus chamou os seus mais íntimos colaboradores a anunciar o Reino de Deus (cf. Lc 10, 9). Para começar, vê-se claramente que o primeiro ato foi a oração por eles: antes de os chamar, Jesus passou a noite sozinho, em oração, à escuta da vontade do Pai (cf. Lc 6, 12), numa elevação interior acima das coisas de todos os dias. A vocação dos discípulos nasce, precisamente, no diálogo íntimo de Jesus com o Pai. As vocações ao ministério sacerdotal e à vida consagrada são fruto, primariamente, de um contacto constante com o Deus vivo e de uma oração insistente que se eleva ao «Dono da messe» quer nas comunidades paroquiais, quer nas famílias cristãs, quer nos cenáculos vocacionais.
O Senhor, no início da sua vida pública, chamou alguns pescadores, que estavam a trabalhar nas margens do lago da Galileia: «Vinde e segui-Me, e farei de vós pescadores de homens» (Mt 4, 19). Mostrou-lhes a sua missão messiânica com numerosos «sinais», que indicavam o seu amor pelos homens e o dom da misericórdia do Pai; educou-os com a palavra e com a vida, de modo a estarem prontos para ser os continuadores da sua obra de salvação; por fim, «sabendo Jesus que chegara a sua hora de passar deste mundo para o Pai» (Jo 13, 1), confiou-lhes o memorial da sua morte e ressurreição e, antes de subir ao Céu, enviou-os por todo o mundo com este mandato: «Ide, pois, fazer discípulos de todas as nações» (Mt 28, 19).
A proposta, que Jesus faz às pessoas ao dizer-lhes «Segue-Me!», é exigente e exaltante: convida-as a entrar na sua amizade, a escutar de perto a sua Palavra e a viver com Ele; ensina-lhes a dedicação total a Deus e à propagação do seu Reino, segundo a lei do Evangelho: «Se o grão de trigo cair na terra e não morrer, fica só ele; mas, se morrer, dá muito fruto» (Jo 12, 24); convida-as a sair da sua vontade fechada, da sua ideia de auto-realização, para embrenhar-se noutra vontade, a de Deus, deixando-se guiar por ela; faz-lhes viver em fraternidade, que nasce desta disponibilidade total a Deus (cf. Mt 12, 49-50) e se torna o sinal distintivo da comunidade de Jesus: «O sinal por que todos vos hão-de reconhecer como meus discípulos é terdes amor uns aos outros» (Jo 13, 35).
Também hoje, o seguimento de Cristo é exigente; significa aprender a ter o olhar fixo em Jesus, a conhecê-Lo intimamente, a escutá-Lo na Palavra e a encontrá-Lo nos Sacramentos; significa aprender a conformar a própria vontade à d’Ele. Trata-se de uma verdadeira e própria escola de formação para quantos se preparam para o ministério sacerdotal e a vida consagrada, sob a orientação das autoridades eclesiásticas competentes. O Senhor não deixa de chamar, em todas as estações da vida, para partilhar a sua missão e servir a Igreja no ministério ordenado e na vida consagrada; e a Igreja «é chamada a proteger este dom, a estimá-lo e amá-lo: ela é responsável pelo nascimento e pela maturação das vocações sacerdotais» (JOÃO PAULO II, Exort. ap. pós-sinodal Pastores dabo vobis, 41). Especialmente neste tempo, em que a voz do Senhor parece sufocada por «outras vozes» e a proposta de O seguir oferecendo a própria vida pode parecer demasiado difícil, cada comunidade cristã, cada fiel, deveria assumir, conscientemente, o compromisso de promover as vocações. É importante encorajar e apoiar aqueles que mostram claros sinais de vocação à vida sacerdotal e à consagração religiosa, de modo que sintam o entusiasmo da comunidade inteira quando dizem o seu «sim» a Deus e à Igreja. Da minha parte, sempre os encorajo como fiz quando escrevi aos que se decidiram entrar no Seminário: «Fizestes bem [em tomar essa decisão], porque os homens sempre terão necessidade de Deus – mesmo na época do predomínio da técnica no mundo e da globalização –, do Deus que Se mostrou a nós em Jesus Cristo e nos reúne na Igreja universal, para aprender, com Ele e por meio d’Ele, a verdadeira vida e manter presentes e tornar eficazes os critérios da verdadeira humanidade» (Carta aos Seminaristas, 18 de Outubro de 2010).
É preciso que cada Igreja local se torne cada vez mais sensível e atenta à pastoral vocacional, educando a nível familiar, paroquial e associativo, sobretudo os adolescentes e os jovens – como Jesus fez com os discípulos – para maturarem uma amizade genuína e afetuosa com o Senhor, cultivada na oração pessoal e litúrgica; para aprenderem a escuta atenta e frutuosa da Palavra de Deus, através de uma familiaridade crescente com as Sagradas Escrituras; para compreenderem que entrar na vontade de Deus não aniquila nem destrói a pessoa, mas permite descobrir e seguir a verdade mais profunda de si mesmos; para viverem a gratuidade e a fraternidade nas relações com os outros, porque só abrindo-se ao amor de Deus é que se encontra a verdadeira alegria e a plena realização das próprias aspirações. «Propor as vocações na Igreja local» significa ter a coragem de indicar, através de uma pastoral vocacional atenta e adequada, este caminho exigente do seguimento de Cristo, que, rico de sentido, é capaz de envolver toda a vida.
Dirijo-me particularmente a vós, queridos Irmãos no Episcopado. Para dar continuidade e difusão à vossa missão de salvação em Cristo, «promovam o mais possível as vocações sacerdotais e religiosas, e de modo particular as missionárias» (Decr. Christus Dominus, 15). O Senhor precisa da vossa colaboração, para que o seu chamamento possa chegar aos corações de quem Ele escolheu. Cuidadosamente escolhei os dinamizadores do Centro Diocesano de Vocações, instrumento precioso de promoção e organização da pastoral vocacional e da oração que a sustenta e garante a sua eficácia. Quero também recordar-vos, amados Irmãos Bispos, a solicitude da Igreja universal por uma distribuição equitativa dos sacerdotes no mundo. A vossa disponibilidade face a dioceses com escassez de vocações torna-se uma bênção de Deus para as vossas comunidades e constitui, para os fiéis, o testemunho de um serviço sacerdotal que se abre generosamente às necessidades da Igreja inteira.
O Concílio Vaticano II recordou, explicitamente, que o «dever de fomentar as vocações pertence a toda a comunidade cristã, que as deve promover, sobretudo mediante uma vida plenamente cristã» (Decr. Optatam totius, 2). Por isso, desejo dirigir uma fraterna saudação de especial encorajamento a quantos colaboram de vários modos nas paróquias com os sacerdotes. Em particular, dirijo-me àqueles que podem oferecer a própria contribuição para a pastoral das vocações: os sacerdotes, as famílias, os catequistas, os animadores. Aos sacerdotes recomendo que sejam capazes de dar um testemunho de comunhão com o Bispo e com os outros irmãos no sacerdócio, para garantirem o húmus vital aos novos rebentos de vocações sacerdotais. Que as famílias sejam «animadas pelo espírito de fé, de caridade e piedade» (Ibid., 2), capazes de ajudar os filhos e as filhas a acolherem, com generosidade, o chamamento ao sacerdócio e à vida consagrada. Convictos da sua missão educativa, os catequistas e os animadores das associações católicas e dos movimentos eclesiais «de tal forma procurem cultivar o espírito dos adolescentes a si confiados, que eles possam sentir e seguir de bom grado a vocação divina» (Ibid., 2).
Queridos irmãos e irmãs, o vosso empenho na promoção e cuidado das vocações adquire plenitude de sentido e de eficácia pastoral, quando se realiza na unidade da Igreja e visa servir a comunhão. É por isso que todos os momentos da vida da comunidade eclesial – a catequese, os encontros de formação, a oração litúrgica, as peregrinações aos santuários – são uma ocasião preciosa para suscitar no Povo de Deus, em particular nos menores e nos jovens, o sentido de pertença à Igreja e a responsabilidade em responder, com uma opção livre e consciente, ao chamamento para o sacerdócio e a vida consagrada.
A capacidade de cultivar as vocações é sinal característico da vitalidade de uma Igreja local. Invoquemos, com confiança e insistência, a ajuda da Virgem Maria, para que, seguindo o seu exemplo de acolhimento do plano divino da salvação e com a sua eficaz intercessão, se possa difundir no âmbito de cada comunidade a disponibilidade para dizer «sim» ao Senhor, que não cessa de chamar novos trabalhadores para a sua messe. Com estes votos, de coração concedo a todos a minha Bênção Apostólica.
Vaticano, 15 de Novembro de 2010.
BENEDICTUS PP. XVI

ORAÇÃO VOCACIONAL

“Senhor da Messe e Pastor do rebanho, faze ressoar em nossos ouvidos teu forte e suave convite: ‘Vem e Segue-me’! Derrama sobre nós o teu Espírito, que Ele nos dê sabedoria para ver o caminho e generosidade para seguir tua voz. Senhor, que a Messe não se perca por falta de operários. Desperta nossas comunidades para a Missão. Ensina nossa vida a ser serviço. Fortalece os que desejam dedicar-se ao Reino na diversidade dos ministérios e carismas. Amém”

22 de fevereiro de 2011

O SINAL DA CRUZ



No dia do batismo, o sacerdote nos marcou com o sinal da cruz. Foi logo no início da celebração. Depois do acolhimento e após o diálogo com os pais e padrinhos. Aqueles disseram estar conscientes do dever de nos educar na fé católica. Estes prometeram ajudá-los, com a palavra e com o exemplo.
Mas, o que é o sinal da cruz? Por que devemos fazê-lo? Quando e como realizá-lo? Estas e outras questões nos ajudarão a compreender e valorizar, devidamente, este sinal sagrado.
O sinal da cruz, conforme ensina o catecismo, é o sinal do cristão. Lembra-nos o grande amor de Deus para conosco. Deus nos amou tanto que deu seu filho para nos salvar. Lembra-nos, também, o nosso amor para com Deus e para com o próximo.
A cruz é formada de duas partes: uma vertical e outra horizontal. A vertical nos orienta para o céu: é o nosso amor para com Deus. A horizontal se volta para os que estão ao nosso lado: é o amor para com o próximo. Aquele que está mais perto de nós. Os dois amores se entrelaçam um no outro, como as duas hastes da cruz. Um não pode existir sem o outro. Não existe o pedestal da cruz sem os braços e nem os braços sem o pedestal. Os dois se completam. Assim acontece com o amor cristão. Não se pode amar a Deus sem amar o próximo e nem se pode amar o próximo sem o amor a Deus.
Amar o próximo sem amar a Deus é mera filantropia. Amar a Deus sem amar o próximo é algo vazio e abstrato. O próprio evangelho afirma: quem diz amar a Deus e não ama seu irmão é um mentiroso (1 Jo 4, 2 0-21) . O irmão manifesta o rosto humano de Deus.
Fazemos o sinal da cruz na testa para que Deus coloque em nossa mente pensamentos bons, nobres, verdadeiros e justos. Agimos de acordo com aquilo que pensamos. São as idéias que movem o mundo. Daí, a necessidade de termos idéias nobres e uma mente arejada.
Outrossim, fazemos este sinal, na testa, para retirar os maus pensamentos. As maquinações perversas. Os maus intentos. As falsas ilusões. Para despoluir a mente. Fazer que ela se torne serena, equilibrada e transparente. Arquitetar raciocínios retos e proveitosos.
Fazemos o sinal da cruz na boca para que Deus purifique nossos lábios como purificou os de Isaías (Is 6, 1-7). Assim, poderemos cantar seus louvores e anunciar sua santa palavra. Dar conselhos sábios e dizer aquilo que é da vontade de Deus, na hora certa, no momento adequado e com palavras apropriadas. Possamos destilar de nossos lábios canções e sorrisos que alegrem o coração das pessoas que nos cercam.
Pedimos, também, que o Senhor não nos permita dizer palavras más, ofensivas, injuriosas. Palavras que escandalizam, que magoam e que ferem o irmão. Não pronunciar o nome de Deus em vão, nem dizer imprecações contra o céu.
Fazemos o sinal da cruz no peito, pedindo a Deus colocar em nosso coração o amor puro e verdadeiro. Aquele que brota do coração de Deus e se confunde com Deus, pois, Deus é amor (1 Jo 4, 7-9). Que não nos deixe confundir amor com sentimentalismo vazio ou paixão desordenada. Isso é caricatura de amor.
Suplicamos, ainda, que tire de nosso interior, todo sentimento de ódio, de vingança, de raiva. Todo desejo de ganância, de avareza e de apego excessivo aos bens materiais. Dê-nos um coração sensível, terno, cheio de compaixão e de misericórdia. Semelhante ao coração manso e humilde de Jesus (Mt 11, 28-30).
Para isso, precisamos fazer o sinal da cruz, sempre. Frequentemente. Várias vezes no dia, sobretudo, ao se levantar e ao se deitar. No início e no final do dia, para que a graça de Deus nos acompanhe, em todas as nossas ações.
Antes e depois das refeições, no começo e no término dos nossos trabalhos, nas tentações e nas dificuldades, fazemos o sinal da cruz, na sua forma mais abreviada, invocando as três pessoas divinas, louvando, agradecendo e pedindo os auxílios de que tanto necessitamos.
E tudo, com muito respeito, com muita devoção, com muita piedade. Sem pressa e sem distração. Pensando nas palavras que pronunciamos e nos gestos que fazemos. É ao Deus uno e trino que nos dirigimos.
Possam estas reflexões, ajudar-nos a entender melhor o significado do Sinal da Cruz, sua finalidade e a maneira correta de realizá-lo ao longo do dia. Esta breve oração tornar-se-á agradável a Deus e muito valiosa para quem a realiza de maneira correta e atenciosa. Será um sinal luminoso do nosso amor a Deus e ao próximo.
Pe. José Cassimiro Sobrinho
* Capelão do Mosteiro Mãe de Deus, em Viçosa. Vigário Paroquial da Paróquia de Santa Rita. Doutor em Direito Canônico
 
O SIGNIFICADO DO SINAL DA CRUZ
 
O Sinal da Cruz bem feito é riquíssimo em significado. Por Ele expressamos três verdades ou dogmas fundamentais da nossa fé: o Dogma da Santíssima Trindade, da Encarnação e da Morte de Jesus Cristo. Quando se diz: "em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo", você está proclamando o Mistério da Santíssima Trindade. Quando você leva à testa a mão direita aberta, dizendo: "Em nome do Pai" e desce com a mão na vertical e toca na altura do estômago continuando: "e do Filho", você está indicando o mistério da Encarnação: o Filho de Deus desceu ao seio da virgem Maria. Depois, levando a mão direita para o ombro esquerdo completando a cruz tocando o ombro direito, está se indicando a morte de Jesus na Cruz.

Na proclamação do Evangelho, aquele que proclama faz uma cruz com o polegar no livro dos evangelhos e três cruzes sobre si, na testa, na boca e no peito. A assembleia também faz as três cruzes sobre si. A cruz na testa lembra que o Evangelho deve ser entendido, estudado, conhecido; a cruz nos lábios lembra que o Evangelho deve ser proclamado, anunciado (missão de todo cristão); e a cruz no peito, à altura do coração, nos indica que o Evangelho, acima de tudo, deve ser vivido, pregado e testemunhado. A piedade popular também explica que a cruz na testa é para nos livrar dos maus pensamentos; na boca, para nos livrar das más palavras; e, no peito, para nos livrar das más ações.
FONTE:http://acaminhoteologia.blogspot.com/2009/05/o-significado-do-sinal-da-cruz.html

A IMPORTÂNCIA DO SINAL DA CRUZ

(†) Pelo sinal da Santa Cruz, (†) livrai-nos Deus, Nosso Senhor, (†) dos nossos inimigos, (†) Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém.

O Sinal da Cruz é uma oração importante que deve ser rezada logo que acordamos, como a nossa primeira oração, para que Deus, pelos méritos da Cruz de Seu Divino Filho, nos proteja durante todo o dia.
Com este Sinal, que é o sinal do cristão, nós pedimos proteção contra os nossos inimigos.
Que inimigos?

† Pelo sinal da Santa Cruz: ao traçarmos a primeira cruz em nossa testa, nós estamos pedindo a Deus que proteja a nossa mente dos maus pensamentos, das ideologias malsãs e das heresias, que tanto nos tentam nos dias de hoje e mantendo a nossa inteligência alerta contra todos os embustes e ciladas do demônio;
† Livrai-nos Deus, Nosso Senhor: com esta segunda cruz sobre os lábios, estamos pedindo para que de nossa boca só saiam palavras de louvor: louvor a Deus, louvor aos Seus Santos e aos Seus Anjos; de agradecimento a Deus, pois tudo o que somos e temos são frutos da Sua misericórdia e do Seu amor e não dos nossos méritos; que as nossas palavras jamais sejam ditas para ofender o nosso irmão.
† Dos nossos inimigos: esta terceira cruz tem como objetivo proteger o nosso coração contra os maus sentimentos: contra o ódio, a vaidade, a inveja, a luxúria e outros vícios; fazer dele uma fonte inesgotável de amor a Deus, a nós mesmos e ao nosso próximo; um coração doce, como o de Maria e manso e humilde como o de Jesus.
Fonte: http://catequizarte.blogspot.com/2010_08_01_archive.html

16 de fevereiro de 2011

É POSSÍVEL SER SANTO?

A santidade é uma possibilidade para todos

“Sou santo!” Quando ouvimos uma declaração dessas nos assustamos ou achamos presunção, orgulho, vaidade. Facilmente retrucamos afirmando: “Santo de pau oco?!”
A santidade nos parece algo tão distante ou quem sabe meio impossível. Por isso nem pensamos em persegui-la para alcançá-la. Embora Jesus nos tenha ordenado: “Sede perfeitos (santos), assim como vosso Pai celeste é perfeito” (Mateus 5, 48).
Podemos mesmo pensar que a santidade seja um chamado e uma possibilidade apenas para algumas pessoas especiais como papas, bispos, fundadores de comunidades e congregações religiosas. Mas não é assim. A santidade é uma possibilidade para todos, de modo especial para os batizados.
No batismo, recebemos o Espírito Santo. Não costumamos dizer “fogo quente”, pois, trata-se de uma redundância, já que só será fogo se for quente; nem “gelo frio”, pelo mesmo motivo. Mas, podemos afirmar que o Espírito que recebemos no Batismo é Santo, pois este tem como função santificar. A função do fogo é aquecer. A do gelo, esfriar. A do Espírito, santificar.
No livro do Êxodo vemos uma bela passagem que nos pode ajudar a entender a santidade: “Moisés notou que sarça estava em chamas, mas não se consumia” (Êxodo 3, 2). Deus disse a esse profeta: “Tira as sandálias dos pés, porque o lugar onde estás é uma terra santa” (Êxodo, 3, 5).
Passemos o Novo Testamento à nossa vida.

1. A chama que queima e não se consome é o Espírito Santo, que recebemos em nosso batismo. Ele é Deus. Está em nós. É uma chama divina que habita em nosso interior e jamais se consome. Quando acendemos um fogo, se não pusermos lenha sempre que necessário, ele apagará. Consumida a lenha, termina o fogo. A chama do fogo do Espírito Santo é esta “sarça” que queima sem parar em nosso interior. Ela é capaz de queimar o tempo todo e não se consumir. Isso ocorre porque se trata de uma chama divina, portanto, não necessita que “se reponha a lenha”.

2. Esta terra é santa. Quem a santifica é a presença da chama ardente, que não se consome. Que permanece acessa. A terra torna-se santa devido à chama que nela está queimando. Aqui nos damos conta de que há verdadeiramente a possibilidade de sermos santos. A santidade é possível não porque sejamos uma terra santa por nós mesmos. Somos e continuamos pecadores, mas em nós arde uma chama, “a chama do amor”, a chama do Espírito Santo. Quem se deixa iluminar, é aquecido por ela. Quem segue este conselho da Palavra de Deus “deixai-vos conduzir pelo Espírito e não satisfareis os apetites da carne” (cf. Gálatas 5,16), crescerá em santidade, tornar-se-á “uma terra santa”.
Santidade é uma obra do Espírito Santo em nós. Assim como o fruto é uma “obra” da árvore; a pintura, do pintor; a escultura, do escultor; a santidade é uma ação do Espírito Santo Paráclito. Esta santidade poderá ser percebida pelos frutos daquela “terra” na qual arde a “sarça” do Espírito: “o fruto do Espírito é caridade, alegria, paz, paciência, afabilidade, bondade, fidelidade, brandura, temperança” (cf. Gálatas 5, 22).

3. “Tira as sandálias dos pés”. Posso pisar sobre um fio elétrico e levar um grande choque ou não. Depende do isolante que eu tenha em meu calçado. Deus diz a Moisés: “Tira o 'isolante' dos teus pés”. Tira as sandálias! Pisa na terra! Entra em contado direto com ela. Sente o calor da terra. Deus deu-nos o Espírito Santo. Quis colocá-Lo tão em contato conosco que acabou colocando-O dentro de nós. Somos por Ele habitados para estarmos em contato direto o tempo todo e totalmente com Ele. Onde há isolante, a energia não chega. A cinza que se acumula sobre a brasa não permite que ela aqueça o churrasco. É preciso soprá-la. Jesus “soprou sobre eles dizendo-lhes: recebei o Espírito Santo” (cf. João 20, 22). O calor do Espírito nos aquece. Com esta força podemos progredir na santidade.

Se até hoje buscamos a santidade pelas nossas boas obras, renúncias, sacrifícios, podemos continuar. Mas, vamos acrescentar nessa busca a súplica constante para que o Pai dos Céus, que nos adotou como filhos, continuamente, sopre sobre “as brasas do Espírito” que recebemos no batismo. Que a chama da sarça do Espírito cresça sempre mais nesta terra, templos do Espírito, que somos, como nos diz a Palavra: “Não sabeis que o vosso corpo é templo do Espírito Santo, que habita em vós, o qual recebestes de Deus e que, por isso mesmo, já não vos pertenceis?” (I Coríntios 6,19). Desta forma nos tornaremos cada dia mais santos, porque possuídos, fortificados e guiados pelo Espírito Santo.
Peçamos todos os dias: Sarça ardente do Divino Espírito, que habitas em mim, e que me tornastes santo pelo Batismo, ajuda-me a progredir no caminho da santidade e a produzir os frutos do Espírito. Então não precisarei dizer para ninguém: “sou santo!”. Essa declaração vai se tornar dispensável, pois, “pelos seus frutos os conhecereis. Colhem-se, porventura, uvas dos espinhos e figos dos abrolhos?” (Mateus 7,16).

Padre Alir Sanagiotto, SCJ

24 de janeiro de 2011

Carta de um sacerdote

Segue carta do padre salesiano uruguaio Martín Lasarte, que trabalha em Angola, de 06 de abril e endereçada ao jornal norte-americano The New York Times. Nela expressa seus sentimentos diante da onda midiática despertada pelos abusos sexuais de alguns sacerdotes enquanto surpreende o desinteresse que o trabalho de milhares religiosos suscita nos meios de comunicação.

Eis a carta.

“Querido irmão e irmã jornalista: sou um simples sacerdote católico. Me sinto orgulhoso e feliz com a minha vocação. Há vinte anos vivo em Angola como missionário. Sinto grande dor pelo profundo mal que pessoas, que deveriam ser sinais do amor de Deus, sejam um punhal na vida de inocentes. Não há palavras que justifiquem estes atos. Não há dúvida de que a Igreja só pode estar do lado dos mais frágeis, dos mais indefesos. Portanto, todas as medidas que sejam tomadas para a proteção e prevenção da dignidade das crianças será sempre uma prioridade absoluta. Vejo em muitos meios de informação, sobretudo em vosso jornal, a ampliação do tema de forma excitante, investigando detalhadamente a vida de algum sacerdote pedófilo. Assim aparece um de uma cidade dos Estados Unidos, da década de 70, outro na Austrália dos anos 80 e assim por diante, outros casos mais recentes…
Certamente, tudo condenável! Algumas matérias jornalísticas são ponderadas e equilibradas, outras exageradas, cheias de preconceitos e até ódio. É curiosa a pouca notícia e desinteresse por milhares de sacerdotes que consomem a sua vida no serviço de milhões de crianças, de adolescentes e dos mais desfavorecidos pelos quatro cantos do mundo!
Penso que ao vosso meio de informação não interessa que eu precisei transportar, por caminhos minados, em 2002, muitas crianças desnutridas de Cangumbe a Lwena (Angola), pois nem o governo se dispunha a isso e as ONGs não estavam autorizadas; que tive que enterrar dezenas de pequenos mortos entre os deslocados de guerra e os que retornaram; que tenhamos salvo a vida de milhares de pessoas no México com apenas um único posto médico em 90.000 km2, assim como com a distribuição de alimentos e sementes; que tenhamos dado a oportunidade de educação nestes 10 anos e escolas para mais de 110.000 crianças…
Não é do interesse que, com outros sacerdotes, tivemos que socorrer a crise humanitária de cerca de 15.000 pessoas nos aquartelamentos da guerrilha, depois de sua rendição, porque os alimentos do Governo e da ONU não estavam chegando ao seu destino. Não é notícia que um sacerdote de 75 anos, o padre Roberto, percorra, à noite, a cidade de Luanda curando os meninos de rua, levando-os a uma casa de acolhida, para que se desintoxiquem da gasolina, que alfabetize centenas de presos; que outros sacerdotes, como o padre Stefano, tenham casas de passagem para os menores que sofrem maus tratos e até violências e que procuram um refúgio. Tampouco que Frei Maiato com seus 80 anos, passe casa por casa confortando os doentes e desesperados. Não é notícia que mais de 60.000 dos 400.000 sacerdotes e religiosos tenham deixado sua terra natal e sua família para servir os seus irmãos em um leprosário, em hospitais, campos de refugiados, orfanatos para crianças acusadas de feiticeiros ou órfãos de pais que morreram de Aids, em escolas para os mais pobres, em centros de formação profissional, em centros de atenção a soropositivos… ou, sobretudo, em paróquias e missões dando motivações às pessoas para viver e amar.
Não é notícia que meu amigo, o padre Marcos Aurelio, por salvar jovens durante a guerra de Angola, os tenha transportado de Kalulo a Dondo, e ao voltar à sua missão tenha sido metralhado no caminho; que o irmão Francisco, com cinco senhoras catequistas, tenham morrido em um acidente na estrada quando iam prestar ajuda nas áreas rurais mais recônditas; que dezenas de missionários em Angola tenham morrido de uma simples malária por falta de atendimento médico; que outros tenham saltado pelos ares por causa de uma mina, ao visitarem o seu pessoal. No cemitério de Kalulo estão os túmulos dos primeiros sacerdotes que chegaram à região… Nenhum passa dos 40 anos.
Não é notícia acompanhar a vida de um Sacerdote “normal” em seu dia a dia, em suas dificuldades e alegrias consumindo sem barulho a sua vida a favor da comunidade que serve. A verdade é que não procuramos ser notícia, mas simplesmente levar a Boa-Notícia, essa notícia que sem estardalhaço começou na noite da Páscoa. Uma árvore que cai faz mais barulho do que uma floresta que cresce. Não pretendo fazer uma apologia da Igreja e dos sacerdotes. O sacerdote não é nem um herói nem um neurótico. É um homem simples, que com sua humanidade busca seguir Jesus e servir os seus irmãos. Há misérias, pobrezas e fragilidades como em cada ser humano; e também beleza e bondade como em cada criatura…
Insistir de forma obsessiva e perseguidora em um tema perdendo a visão de conjunto cria verdadeiramente caricaturas ofensivas do sacerdócio católico na qual me sinto ofendido. Só lhe peço, amigo jornalista, que busque a Verdade, o Bem e a Beleza. Isso o fará nobre em sua profissão.

Em Cristo,
Pe. Martín Lasarte, SDB.
“Católico Romano, com muito orgulho”