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18 de junho de 2012

ENCONTRO DE CATEQUISTAS

Tema Bíblico para este encontro: 
Os Discípulos de Emaus

Aconteceu na manhã de domingo, dia 17/06/2012, na comunidade de Nossa Senhora das Dores em Antunes um Encontro de Espiritualidade para todos os catequistas da Paróquia Santo Antônio de Igaratinga. 


O animador do encontro foi o palestrante Reni, de Pará de Minas, que desenvolve um belo trabalho de formação para catequistas.

Estavam presentes também os seminaristas, Rodrigo, Juliano e Lucas.

Foi uma manhã muito agradável e proveitosa, pois todos participaram com alegria das dinâmicas, dos momentos de reflexão e partilha.
Logo após a recepção, cafezinho, apresentação e oração inicial teve uma dinâmica para descontração e entrosamento do grupo. Foi ótima essa dinâmica onde o apresentador convidou três catequistas para irem até  à frente e deu para cada um deles um papel, onde estava escrito o que o grupo todo deveria fazer. No 1º papel estava escrito "beijo grátis", no 2º "aperto de mão grátis" e no 3º "abraço grátis". Todos se abraçaram, se beijaram e apertaram as mãos uns dos outros. Foi super divertido!

Meditando a Palavra de Deus

Em seguida, foi apresentado o texto Bíblico, Os discípulos de Emaús, com reflexões muito profundas comparando nossa missão catequética com a caminhada dos dois discípulos.
O texto foi meditado baseando-se em três palavras: 


O CAMINHO: Os discípulos percorreram um caminho. Neste caminho eles sentiram medo, solidão, angústia, etc. Em nossa caminhada de catequese acontece o mesmo, quando fraquejamos e deixamos que os obstáculos nos impeçam de anunciar com entusiasmo a Palavra de Deus.

O ENCONTRO: Enquanto iam andando pelo caminho os discípulos encontram com Jesus, mas estavam com o coração tão fechado que não o reconheceram. Nós também temos dificuldade de enxergar Jesus no rosto de cada irmão, porque muitas vezes nos tornamos cegos diante dos mistérios de Deus.

A PALAVRA: Os dois discípulos conversavam pelo caminho. Quando se caminha sozinho, a distancia parece que fica maior, diferente de quando se caminha na companhia de alguém. Durante uma caminhada as pessoas falam sobre diversos assuntos, trocam ideias, colocam as "fofocas" em dia, e o tempo voa. Foi o que aconteceu com aqueles dois discípulos. Eles discutiam sobre o que tinha acontecido com Jesus, e estavam tão distraídos que nem perceberam que falavam daquele que se aproximou e começou a caminhar com eles. A princípio, Jesus não interrompeu a conversa. Só depois de ouvir atentamente o que eles falavam ele perguntou o que eles andavam falando pelo caminho. Em momento algum Ele se apresentou àqueles dois discípulos. Eles O reconheceram quando Ele partiu o pão e disseram: Não ardia nosso coração quando Ele caminhava conosco?
É isso aí. Coração de catequista tem que arder, abrasar, para que possa cumprir a missão com entusiasmo e transmitir o amor  de Cristo através de palavras e atitudes.


Dinâmicas

Houve muitas brincadeiras durante o encontro e algumas destas,  podemos adaptar à catequese tornando mais atraente nossos encontros semanais.  Essas dinâmicas envolvem muitos valores como cooperação, confiança, amizade, solidariedade, etc.

Nesta brincadeira os participantes formam em círculo  observando bem os colegas que estão à direita e à esquerda. O coordenador dita as regras.
Alguém liga o som e todos têm que soltar as mãos e dançar. Quando a música parar, todos param como se fossem estátuas.
Agora todos tem que segurar novamente as mãos dos colegas da direita e da esquerda, sem sair do lugar.
Quando todos conseguem vem a parte mais difícil:  Desenrolar o bolo sem soltar as mãos. 
Ficou quase perfeito!

Em nossa vida diária convivemos com várias pessoas, no trabalho, na escola, onde quer que estejamos, mas quando voltamos pra casa, junto de nossa família, nos sentimos seguros, protegidos, felizes, pois temos confiança naqueles que nos amam de verdade. Confiança é tudo!

Guia de cego

Não pode deixar cair.
Em grupos de cinco pessoas revezando para que todos participem.
Quem está no centro da roda fecha os olhos e amolece o corpo pendendo-se  para todos os lados. Nesta dinâmica podemos perceber a dificuldade que temos de confiar uns nos outros. 

Outra dinâmica legal e de muita responsabilidade para os participantes foi essa: algumas pessoas foram convidadas a irem até à frente e tinham que falar sobre "A Missão Catequética" durante 30 segundos, e o próximo teria que dar continuidade ao assunto.
Foi muito bom!


A caminhada


Assim como os discípulos de Emaús fizeram, nós também percorremos todos juntos um caminho dentro do salão, que foi preparado com muita criatividade, onde havia pontos com símbolos importantíssimos, que nos levavam a refletir a partir de comparações,  nossa missão catequética. Veja algumas imagens:

Pedras e espinhos
Vela acesa
A Bíblia Sagrada
Sandálias em várias direções
 Quadro de Jesus Misericordioso
Imagem de Nossa Senhora
Livros catequéticos

Para finalizar a caminhada, chegamos a um lugar muito especial. Uma sala escura, cheia de luzes decorativas e cadeiras onde os catequistas iam entrando e se acomodando. Quando todos entraram, acenderam-se as luzes e todos foram surpreendidos com um banquete que haviam preparado para os participantes do encontro. Olhe aí: Pão, Mel, Vinho e Ervas amargas.


Muito obrigada Mariane, você é muito gentil, mas eu prefiro o mel!


Momento de partir e repartir o pão 

Convidaram um catequista novato, um que tenha mais tempo na catequese e o mais antigo na catequese para partir o pão. Falando em catequista mais antigo, adivinhe pra quem sobrou essa?
Alguém tire as fotos por favor!


Momentos finais
Agradecimentos 

Ao palestrante Reni.

Ao seminarista Rodrigo que tanto apoia nossa catequese.
(Nesta foto estão a Silésia e a Cristina, que fazem parte da equipe de coordenação da catequese da paróquia S. Antônio).

E às cozinheira, pelo cafezinho e almoço tão deliciosos,  que elas prepararam com tanto amor e dedicação!

Momento de parabenizar a aniversariante do dia
Parabéns minha querida cunhada!

Momento de silêncio 
Hora do almoço! 

Ao Senhor agradecemos, aleluia!
O alimento que teremos, aleluia.




28 de março de 2012

REUNIÃO DE PAIS NA CATEQUESE

Propostas para os encontros com os pais de crianças de catequese

Na Catequese, uma Reunião de Pais deve ser um encontro onde se:
– construa um ambiente evangelizador;
– sensibilize os pais sobre o seu papel na catequese.

Nestes encontros, devemos reforçar o que o Concílio Vaticano II afirmou: “a família é a primeira escola de virtudes sociais, de que todas as sociedades precisam. Este dever da educação familiar é de tal importância que, quando falta, dificilmente pode ser substituído”(GS 3; cf DGC 179).
Precisamos de sublinhar sempre que os pais são “os primeiros e principais educadores”(GS 3), pois “a família constitui para a criança a primeira comunidade na qual vai desenvolver-se a sua fé” (Pio XII). A catequese tem de manter uma ligação constante com os pais e outros agentes educativos (como a escola).

Como organizar uma reunião de pais?
Em primeiro lugar, deve-se ter em conta questões relativas ao encontro propriamente dito:

1. Convocatória / convite – Esta convocatória/convite deve ser: enviada atempadamente, com linguagem clara e simples, mas suscitar curiosidade e interesse pelo tema a ser apresentado; explícita quanto ao local e hora onde se realiza.

2. Ordem de trabalhos – Deve indicar de forma objectiva quais os momentos em que a reunião se vai desenrolar. Por exemplo: oração inicial, tema principal e sub-temas, oração final.

3. Acolhimento – Como na catequese, também o acolhimento aos pais é muito importante. O ambiente deve ser cuidado: sala limpa, bem iluminada, com cadeiras para todos, dispostas de maneira adequada às estratégias que se vão desenvolver; com arranjos florais, música de fundo, etc.. Os catequistas devem estar disponíveis para um bom acolhimento humano, recebendo os pais e, à medida que vão chegando, identificando-os como os pais de …, cumprimentando-os, suscitando avontade, saudando-os cordialmente todos e dando as boas vindas.

4. Apresentação do Tema – Na apresentação do tema, sugerimos que se siga o itinerário catequético, isto é, partir da vida dos pais, iluminá-la com a Palavra (desenvolvimento do tema) e, por fim, levar à conversão em ordem a um agir novo. O animador (pároco, catequista ou convidado) deve recorrer a métodos activos que incluam (se conveniente) dinâmicas de grupo e audiovisuais.

5. Oração e cântico final – Devem ser escolhidos de acordo com o tema, com letra e música fáceis (ensaiado atempadamente por exemplo durante o acolhimento).

6. Breve convívio – Onde se crie espaço para os pais dialogarem com os catequistas dos seus filhos. Se se puder terminar a reunião com um pequeno convívio à volta de uma mesa com um chá e alguma coisa a acompanhar, isso pode “quebrar algum gelo” e predispor para próximas iniciativas.

Ligação entre os pais e a catequese paroquial
Lembrar a existência de momentos nos quais é imprescindível a colaboração dos pais com a catequese paroquial:
– perguntando aos filhos o que deram na catequese;
– utilizando o espaço "em família" nos novos catecismos da infância;
– rezando com os seus filhos (de manhã e à noite, antes e depois das refeições);
– chamando-lhes a atenção para o tema do encontro da semana em ocasiões oportunas, etc.

Articulação entre Paróquia e Família
Esta articulação deve possuir algumas características que se podem apresentar em quatro verbos:

Ser – os filhos precisam de “dar conta” da correspondência entre o que dizemos e o que fazemos, o que exigimos e o que somos.
Falar – tendo em conta as suas perguntas, devemos apresentar a fé como uma realidade dinâmica e prática.
Interessar-se – nada do que se passa na catequese paroquial deve estar fora do interesse dos pais…
Celebrar – celebrar e viver cristãmente as diversas realidades familiares… oração… Eucaristia… sacramentos…festas…

Temas para reuniões com pais
Proposta de temas para reuniões de pais:

 * As características psicológicas da idade
 * O conteúdo do programa de catequese e do catecismo
 * As festas de final de ano
 * Relacionar o tema do ano pastoral da Diocese com o tema do catecismo


2 de março de 2012

10 COISAS QUE TODO CANDIDATO A CATEQUISTA DEVERIA SABER

1ª – Você está sendo convidado para uma missão e não para uma simples tarefa que qualquer um executa. Encare a catequese como algo sério, comprometedor, útil. Suas palavras e suas ações como catequista terão efeito multiplicador se forem realizadas com ânimo e compromisso; 

2ª – Sorria ao encontrar seus catequizandos. Um catequista precisa sorrir mesmo quando tudo parece desabar. Execute sua tarefa com alegria e não encare os encontros de catequese como um fardo e ser carregado; 

3ª – Se no primeiro contratempo que aparecer você desistir, é melhor nem começar. A catequese, assim como qualquer outra atividade, apresenta situações difíceis. Mas que graça teria a missão de um catequista se tudo fosse muito fácil? Seja insistente e que sua teimosia lhe permita continuar nesta missão e não abandonar o barco na primeira situação adversa; 

4ª – Torne os pais de seus catequizandos aliados e não inimigos. Existem muitos pais que não querem nada com nada na catequese. Mas procure centrar o seu foco naqueles que estão empolgados, interessados e são participantes ativos. Não fiquei apenas reclamando as ausências. Vibre com as presenças daqueles que são compromissados com a catequese e interessados pela vida religiosa de seus filhos; 

5ª – Lembre-se sempre que você é um catequista da Igreja Católica. Por isso você precisa defender as doutrinas e os ensinamentos católicos. Alguns catequistas que se aventuram da tarefa da catequese, as vezes, por falta de preparo, acabam fazendo, nos encontros, um papel contrário aquilo que a Igreja prega sobre diversos assuntos. Isso é incoerência das maiores; 

6ª – Não esqueça da sua vida pessoal. Por ser catequista, a visibilidade é maior. Então cuide muito dos seus atos fora da Igreja. Não precisa ser um crente, mas é preciso falar uma coisa e agir da mesma forma. A incoerência nas ações de qualquer cristão, passa a ser um tiro no pé; 

7ª – Saiba que você faz parte de um grupo de catequistas e não é um ser isolado no mundo. Por isso, se esforce para participar das reuniões propostas pela equipe da sua catequese. Procure se atualizar dos assuntos discutidos e analisados nestas reuniões. Esta visão comunitária é essencial na catequese. Catequista que aceita a mudar catequese e acha que o seu trabalho é apenas com os encontros, está fora de uma realidade de vivência em grupo; 

8ª – Freqüente a missa. Falamos tanto nisso nos encontros, reuniões e retiros de catequese e cobramos que os jovens e os pais não frequentam as celebrações no final de semana. O pior é que muitos catequistas também não vão à missa. Como exigir alguma coisa se não damos o exemplo?

9ª – Seja receptivo com todos, acolhedor, interessado. Mas isso não significa ser flexível demais. Tenha regras de conduta, acompanhe a freqüência de cada um de seus jovens, deixe claro que você possui comando. Fale alto, tenha postura corporal nos encontros, chegue no horário marcado, avise com antecedência quando precisar se ausentar, mantenha contato com os pais pelo menos uma vez por mês. Você é o catequista e, através de você, o reino de Deus está sendo divulgado. Por isso, você precisa não apenas “aparentar”, mas ser catequista por inteiro;

10ª – Seja humilde para aprender. Troque idéias com os seus colegas catequistas. Peça ajuda se for necessário. Ouça as sugestões e nunca pense que você é o melhor catequista do mundo. Não privilegie ninguém e trate todos com igualdade. Somos apenas instrumentos nas mãos de Deus. É Ele quem opera quem nos conduz e, através de nós, evangeliza. Seja simples, humilde e ao mesmo tempo forte e guerreiro para desempenhar a sua missão.

Seja grato ao Senhor pelo presente que Ele lhe concedeu!  

18 de fevereiro de 2012

Missão Catequética: viver e aprender a evangelizar


Olhar no olho de uma criança e observar a alegria deles em vir à catequese é o objetivo de todo catequista. Um sorriso de uma criança no final do encontro é motivo de toda a igreja bater palmas, pois temos uma catequese evangelizadora.O ideal desse trabalho evangelizador é gratificante a medida que nos mesmos percebemos que não estamos fazendo nada obrigado e muito menos por compaixão, mais sim por que amamos a Cristo e sua proposta evangelizadora. Ser Catequista é amar, amar e amar de novo. É algo muito prazeroso. Evangelizar não é apenas passar os evangelhos. Evangelizar é sentir o outro, ou ainda melhor, é ver a alegria do outro e de nós mesmos no encontro com Deus. É o mesmo que mergulhar num oceano imenso, onde apenas podemos afogar do amor divino. Mergulhar em Deus é assim, afogamos de amor, de tranqüilidade, de paz e a conseqüência de tudo isso é que não conseguimos deixar de dar um empurrãozinho para que também o outro mergulhe nesse oceano imenso de tranqüilidade. Portanto, quando na caminhada evangelizadora o medo predomina, tem sempre uma mão que nos levanta e nos ajuda. Pedro, quando Jesus está caminhando sobre as águas no evangelho de São Mateus também teve medo. Vejamos; “ como o vento estava muito forte, teve medo e começou afundar e gritou: senhor, salva-me, e no mesmo instante Jesus estendeu-lhe as mãos” (Mt14,30 31).Essa mesma mão que levantou Pedro das águas, também nos levanta e nos salva de todo desânimo.“ide e evangelize a toda criatura”( Mt28,19)

Samuel Garcia de Morais
Catequista – Diocese de Caratinga

26 de janeiro de 2012

A DISCIPLINA NA CATEQUESE

A questão da disciplina é um desafio no mundo atual. Já se foi aquele tempo em que as crianças eram dóceis e obedientes, cheias de motivação para o aprendizado das coisas de Deus. A falta de motivação talvez seja a principal causa da indisciplina. Isso não se verifica só na catequese. As escolas enfrentam o mesmo problema e as famílias também não escapam da questão. Até na convivência social se nota mais indisciplina e menos respeito. Além da falta de motivação, o que se constata largamente é a falta de educação. Isto mesmo. A maioria dos psicólogos concordam em afirmar que as famílias de hoje estão, muitas vezes, com problemas na educação de suas crianças, que não sabem respeitar, nem obedecer, nem se comportar publicamente. Uma das preocupações da catequese precisa ser esta: formar para a convivência sadia. Então, é preciso enfrentar a questão da indisciplina. É um tema extremamente difícil. 

Focos de problemas disciplinares na catequese

A indisciplina é um fenômeno generalizado, em todas as turmas e idades. Não é fácil resumir suas causas. Mas podemos apontar alguns focos, ou seja, situações ou realidades que ajudam a provocar a indisciplina.
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