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6 de abril de 2012

Caminhada Penitencial - 6ª Feira Santa

Fé no coração e muita disposição para acompanhar os Passos da Paixão de Cristo


A comunidade Santo Antônio de Igaratinga, como de costume, realizou na manhã desta sexta feira santa a via-sacra, à luz do tema da Campanha da Fraternidade, que neste ano de 2012 é "Fraternidade e Saúde Pública".
A caminhada iniciou-se na praça do bairro São Geraldo, seguindo em direção à igreja, passando pelo Lar dos idosos e rezando cada estação nas portas das casas dos idosos e enfermos.



O Objetivo Geral da CF-2012 é: "Refletir sobre a realidade da saúde no Brasil em vista de uma vida saudável, suscitando o espírito fraterno e comunitário das pessoas na atenção aos enfermos e mobilizar por melhoria no sistema público de saúde".


Sabemos que a melhoria na saúde pública está nas mãos dos governantes, porém, não podemos cruzar os braços diante do caos que estamos presenciando na área da saúde. 
É importante também, reconhecer o que está sendo feito para melhorar a saúde pública em nossa comunidade. Vejam que; a meditação de uma das estações da via-sacra aconteceu em frente à farmácia popular, criada pelo governo para a doação de medicamentos à toda população de Igaratinga, especialmente aos mais necessitados. 


O seminarista Lucas Vinícius conduziu a via-sacra rezando conosco e acolhendo com carinho e atenção especial todos os idosos e enfermos, indo ao encontro de cada um deles, abraçando-os e  dirigindo-lhes palavras de conforto. A alegria estampada no rosto deles naquele momento mostrou-nos o quanto é importante a atenção e o cuidado com aqueles que sofrem.


Chegando à igreja, o seminarista encerrou a via-sacra falando da importância da Pastoral da Saúde para a comunidade. Ainda não temos essa pastoral funcionando por aqui, mas ele deixou uma dica para que possamos pensar na possibilidade de criá-la.


A Via Sacra é uma oração que nos lembra o caminho da dor e do sofrimento de JESUS, no percurso de sua Divina missão Redentora, quando de modo perfeito e heroico, demonstrou uma profunda obediência ao PAI ETERNO e um infinito Amor à humanidade de todas as gerações.

30 de março de 2012

LAVA PÉS- HUMILDADE


Ora, se eu, Senhor e Mestre, vos lavei os pés, vós deveis também lavar os pés uns aos outros. João 13:14

Gostaria que você não verificasse o contexto, mas sim o fato: Jesus lavou os pés de seus discípulos.
Vamos falar um pouquinho sobre humildade?
Muitas vezes, distorcemos o significado; pensamos que ser humilde é uma pessoa que se veste mal, que tem pouca ou nenhuma instrução, que mora em uma casa sem conforto, entre outros.
Mas nos enganamos pensando dessa forma, ser humilde é nos despir de todo “eu”. É dar valor ao ser humano e não as coisas materiais, mas isso não quer dizer que é se vestir mal, por exemplo, mas vestir bem, sabendo que o nosso vizinho não é melhor ou pior que eu por se vestir de outra forma, não é ter uma casa sem conforto, mas da mesma forma, saber que o vizinho que mora no “barraco” não é melhor nem pior que eu. Ser humilde é saber que dinheiro e poder não torna uma pessoa melhor que a outra, mas o que diferencia pessoas é o caráter.
Ser humilde é respeitar o próximo e suas opiniões mesmo que as opiniões sejam divergentes. É OUVIR as palavras de nossos pais, que para alguns são caretas, mas o respeito e a honra a eles prolongam nossos dias (Ex 20:12). É respeitar os mais velhos, que mesmo com uma voz trêmula e pausada carregam em suas rugas o peso do tempo e da experiência.
Ser humilde é seguir o exemplo de Jesus é ter o CARÁTER DE JESUS, que se desfez de toda a Sua Glória para lavar os pés daqueles que O chamavam de Senhor e Mestre, inclusive daquele que O traiu.
Fiquem na Paz de Cristo!

29 de março de 2012

CRONOGRAMA DA PAIXÃO E MORTE DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO

QUINTA-FEIRA SANTA

20H: Jesus Despede-se de Maria, Sua Mãe, e prepara-se para a Santa Ceia.

Raiou o dia dos pães sem fermento, em que se devia imolar a Páscoa. Jesus enviou Pedro e João, dizendo: Ide e preparai-nos a ceia da Páscoa. Perguntaram-lhe eles: Onde queres que a preparemos? Ele respondeu: Ao entrardes na cidade, encontrareis um homem carregando uma bilha de água; segui-o até a casa em que ele entrar, e direis ao dono da casa: O Mestre pergunta-te: Onde está a sala em que comerei a Páscoa com os meus discípulos? Ele vos mostrará no andar superior uma grande sala mobiliada, e ali fazei os preparativos. Foram, pois, e acharam tudo como Jesus lhes dissera; e prepararam a Páscoa. (Lc 22, 7-13)


21H: Jesus lava os pés aos discípulos e institui o Santíssimo Sacramento.


Durante a ceia, - quando o demônio já tinha lançado no coração de Judas, filho de Simão Iscariotes, o propósito de traí-lo, sabendo Jesus que o Pai tudo lhe dera nas mãos, e que saíra de Deus e para Deus voltava, levantou-se da mesa, depôs as suas vestes e, pegando duma toalha, cingiu-se com ela. Em seguida, deitou água numa bacia e começou a lavar os pés dos discípulos e a enxugá-los com a toalha com que estava cingido. Depois de lhes lavar os pés e tomar as suas vestes, sentou-se novamente à mesa e perguntou-lhes: Sabeis o que vos fiz? Vós me chamais Mestre e Senhor, e dizeis bem, porque eu o sou. Logo, se eu, vosso Senhor e Mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar-vos os pés uns aos outros. Dei-vos o exemplo para que, como eu vos fiz, assim façais também vós. (Jo, 13, 2-5. 12-15)

24 de março de 2012

A SEMANA SANTA SE APROXIMA

Novamente nos aproximamos da principal semana do ano, a única que tem o adjetivo de santa e na qual revivemos os principais mistérios de nossa fé: paixão, morte e ressurreição de Jesus, o Filho de Deus que veio a este mundo, nascendo da Virgem Maria. A Semana Santa constitui-se em um grande retiro anual. A liturgia da Semana Santa apresenta muitos temas que nos ajudam a crescer espiritualmente.

Iniciamos a Semana Santa com o Domingo de Ramos, quando repetimos os gestos dos habitantes de Jerusalém que saúdam Jesus como o Messias, como Aquele que vem em nome do Senhor Onipotente. Os filhos dos hebreus estendem a Jesus tapetes, ostentam ramos de oliveira nas mãos e aclamam Jesus como Rei e Senhor, recordando-nos que todos estamos a caminho da casa do Pai.

Na Quinta-feira festejamos a instituição da Eucaristia, do Sacerdócio e do Mandamento do Amor. Na Eucaristia Jesus transforma o pão e o vinho em seu corpo e seu sangue. A instituição do sacerdócio católico acontece quando Jesus diz aos Apóstolos que façam isso em memória dele. O mandamento do amor, deixado por Jesus como herança, ensina a lavarmos os pés uns dos outros, como Ele, nosso Senhor e Mestre o fez.

Na Sexta-feira celebramos a paixão e morte de Jesus. Durante sua vida terrena, Jesus só fez o bem, ajudando as pessoas, mas é injustamente condenado, torturado e morto em uma cruz. No Sermão das Sete Palavras recordamos as últimas palavras de Jesus durante sua agonia. A cruz de sinal de condenação torna-se sinal de libertação. A Via-Sacra recorda a caminhada de Jesus rumo ao Calvário.

No Sábado Santo temos as bênçãos do fogo novo e do Círio Pascal, símbolo do Cristo ressuscitado. As leituras bíblicas recordam a história da Salvação. O canto solene do Glória mostra-nos a exaltação do ressuscitado: Jesus vence a morte e não morre mais. Também abençoamos a água, que é aspergida nos participantes como sinal da bênção divina e a água do batismo que usaremos para os batizados. 

O Domingo da Páscoa é o dia mais importante e solene do ano litúrgico. Na madrugada do domingo, Jesus ressuscita e aparece aos discípulos. Sua ressurreição é garantia da nossa ressurreição. A alegria e a esperança da ressurreição devem acompanhar-nos durante todo o ano. Em nossas comunidades, participemos ativamente das celebrações da Semana Santa. É o encontro da comunidade com Jesus vivo que quer atuar em nossas vidas. 

Desde já, feliz Páscoa a todos e a cada um dos nossos leitores!

Reitor do Santuário Nossa Senhora dos Prazeres em Piracicaba

23 de abril de 2011

VIGÍLIA PASCAL

A Vigília Pascal é um dos ritos mais antigos da liturgia e se celebra na noite do Sábado de Aleluia, que Santo Agostinho chamou de "mãe de todas as vigílias",em alusão à espera da Ressurreição do Filho de Deus. 

Em comunhão com todas as comunidades cristãs e com todo o universo, celebramos a Páscoa de Jesus, sua passagem da morte para a vida. O grande  e alegre anúncio desta noite é: JESUS RESSUSCITOU!
Fazendo memória das ações maravilhosas de Deus na história da humanidade, renovamos nossa fé. A Vigília Pascal consta de quatro partes:
  1. Celebração da Luz
  2. Liturgia da Palavra
  3. Liturgia Batismal
  4. Liturgia Eucarística

Celebração da Vigília Pascal na Matriz de Sto. Antônio /Igaratinga- 23/04/11

22 de abril de 2011

SEXTA FEIRA SANTA

O que está a acontecer hoje? Um grande silêncio reina sobre a terra. Um grande silêncio e uma grande solidão. Um grande silêncio, porque o Rei está a dormir; a terra estremeceu e ficou silenciosa, porque o Deus feito homem adormeceu e acordou os que dormiam há séculos. Deus morreu na carne e despertou a mansão dos mortos. 
( Retirado da Liturgia das Horas - uma antiga Homilia no grande Sábado Santo)

Encenação da Paixão de Cristo
Comunidade Santo Antônio de Igaratinga


Via-sacra

A Via-Sacra é um dos exercícios de oração mais tradicionais da Quaresma. Mediante a contemplação dos passos da paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo, somos convidados a seguir nosso Salvador no caminho de sua entrega total a Deus pela salvação da humanidade.
Ao mesmo tempo em que aprendemos a imitar Jesus, somos estimulados a agir para superar tudo aquilo que faz com que a dolorosa paixão de Cristo continue a se prolongar nos membros sofredores do seu corpo, que é a Igreja, e em qualquer irmão seu e nosso. (Blog do Pe. José Neto)

Na manhã do dia 22 de abril, Sexta-Feira Santa, a comunidade Santo Antônio de Igaratinga, promoveu uma Via-Sacra saindo da Praça do bairro São Geraldo em direção à igreja.
Durante o percurdo foi meditado, em cada estação, o tema da Campanha da Fraternidade, tendo como base a Palavra de Deus.

26 de março de 2011

SEMANA SANTA

INSTRUÇÕES SEGUNDO RUBRICAS DO MISSAL ROMANO

As escritas de preto foram tiradas do Missal Romano, a partir da Tradução Portuguesa da 2ª edição típica para o Brasil realizada e publicada pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil com acréscimos aprovados pela Sé Apostólica. 6ª ed. Paulus, 1992. Os textos tirados do Missal estão designados pela sigla “MR”, seguidas da página de onde foi tirada a citação.
As escritas em azul foram tiradas do Livro Semana Santa ABC, Edições Paulinas, 1989 e estão designadas pela sigla “ABC”, seguidas da página de onde foi tirada a citação.
As escritas de vermelho são comentários sobre a celebração ou citação da qual estão próximas.


DOMINGO DE RAMOS DA PAIXÃO DO SENHOR

Neste dia a Igreja recorda a entrada de Cristo em Jerusalém para realizar o seu mistério pascal. Por isso, em todas as Missas comemora-se esta entrada do Senhor: na missa principal, pela procissão ou pela entrada solene: em todas as outras, pela entrada simples. Em uma ou outra missa celebrada com grande número de fiéis, pode-se repetir a entrada solene, mas não a procissão (MR, p. 220).

Cada pessoa leve o seu ramo enfeitado para a procissão. Na hora da bênção, se há que não os tenha, a comunidade cuide que uns partilhem com os outros, assim todos podem ter ramos. Os coordenadores cuidem do visual, bonito, como forma de louvor a Deus (ABC, p. 8).


É bom que a procissão venha de uma capela para a matriz ou igreja maior. A unidade entre a procissão festiva e a missa marcada pela celebração da Paixão pode ser feita através da cruz processional que conduz a procissão e, na celebração eucarística, é colocada no altar (ABC, p. 9).

Procissão: Na hora conveniente, reúne-se a assembléia numa igreja menor ou outro lugar apropriado, fora da igreja para onde se dirige a procissão. Os fiéis trazem ramos nas mãos. O sacerdote e os ministros, com paramentos vermelhos para a Missa, aproximam-se do lugar onde o povo está reunido. O sacerdote poderá usar capa em vez de casula durante a procissão (MR, p. 220).

O sacerdote saúda o povo como de costume. Em seguida, por breve exortação, os fiéis são convidados a participar ativa e conscientemente da celebração deste dia. (ABC, p. 10). Após a oração da bênção, o sacerdote, sem nada dizer, asperge os ramos com água benta (MR, p. 221).

O diácono ou, na falta dele, o sacerdote, proclama, conforme o costume, o Evangelho da entrada de Jesus em Jerusalém (MR, p. 221).

Após o Evangelho, poderá haver breve homilia. O celebrante ou outro ministro idôneo dá inicio à procissão. Inicia-se a procissão para onde será celebrada a Missa. À frente, vai o turiferário, caso se julge oportuno o uso de incenso; em seguida o cruciferário com a cruz ornamentada, entre dois acólitos com velas acesas, depois, o sacerdote com os ministros, seguido pelo povo com seus ramos (MR, p. 225).

Durante a procissão, o coro e o povo entoam cantos apropriados (MR, p. 225).

Chegando ao altar, o sacerdote o saúda e, se for oportuno, o incensa. Dirige-se à cadeira (tira a capa e veste a casula) e, omitindo os ritos iniciais, diz a oração do dia da missa, prosseguindo como de costume (MR, p. 228).

Entrada solene: Onde não se possa realizar a procissão fora da igreja, a entrada do Senhor será celebrada dentro da Igreja, pela entrada solene da Missa principal (MR, p. 229).

Os fiéis reúnem-se à porta da igreja ou no seu interior, trazendo ramos nas mãos. O sacerdote, os ajudantes e uma delegação de fiéis dirigem-se para um ponto da igreja, fora do presbitério, de onde o rito possa ser visto pela maioria dos fiéis (MR, p. 229).

Realiza-se a bênção dos ramos e a proclamação do Evangelho da entrada de Jesus em Jerusalém, como delegação dos fiéis dirige-se processionalmente pela Igreja até o presbitério, enquanto se canta um canto apropriado (MR, p. 229).

Chegando ao altar, o sacerdote o saúda e, omitindo os ritos iniciais, diz a oração do dia da missa, prosseguindo como de costume (MR, p. 229).

Entrada simples: Em todas as outras Missas neste domingo, nas quais não haja entrada solene, faz-se a memória da entrada do Senhor em Jerusalém pela entrada simples (MR, p. 229).

Enquanto o sacerdote se dirige ao altar, canta-se a antífona de entrada ou um canto com o tema. Chegando ao altar o sacerdote o saúda, dirige-se à cadeira e cumprimenta o povo, prosseguindo a Missa como de costume. Nas outras Missas em que não se possa cantar a antífona da entrada, o celebrante saúda o altar, cumprimenta o povo e, após a recitação da antífona da entrada, prossegue a Missa como costume (MR, p. 229).

Onde não se possa celebrar a procissão nem a entrada solene, faça-se uma celebração da Palavra de Deus, sábado à tarde ou domingo à hora mais oportuna, tendo por tema a entrada do Messias e a paixão do Senhor (MR, p. 230).

O diácono ou, na falta dele, o sacerdote, lê a história da Paixão, sem velas, incenso, saudação ou sinal da cruz sobre o texto. Pode também ser lida por leigos, reservando-se a parte de Cristo para o sacerdote, se possível. Após a história da Paixão, se for oportuno, haja uma breve homilia. Diz-se o Creio (MR, p. 230).

Na despedida, o celebrante convida a assembléia a intensificar a oração e a vida comunitária nestes dias de preparação à Páscoa. Até a Vigília Pascoal, a nossa Igreja se priva de dizer ou cantar o aleluia, canto que voltaremos a entoar na Páscoa (ABC, p.44).

QUINTA-FEIRA SANTA – MISSA DA CEIA DO SENHOR


Esta é uma celebração festiva. A Igreja deve estar festivamente enfeitada e arrumada. O altar, com toalhas brancas. Que na medida do possível se pense na missa em ressaltar a verdade dos sinais eucarísticos, que se viva a relação entre Eucaristia e o serviço dos irmãos, que se manifeste no lava-pés e se concretize a cada ano na Campanha da Fraternidade (ABC, p. 67).

Na hora mais oportuna da tarde, seja celebrada a Missa da Ceia do Senhor com plena participação de toda comunidade local, desempenhando todos os sacerdotes e ministros suas respectivas funções (MR p. 247).

O tabernáculo esteja totalmente vazio. Para a comunhão do clero e do povo, hoje a amanhã, consagre-se na própria Missa a quantidade de pão suficiente (MR p. 247). A reserva eucarística deve ser levada para outro local antes do início da celebração.

Durante o canto do Glória, tocam-se os sinos, que permanecerão depois silenciosos até a Vigília Pascal (MR p. 247). Portanto, não se deve tocar o sino durante a consagração.

Após a homilia, [...] procede-se o lava-pés, se as razões pastorais aconselharem (MR p. 248). A escolha das pessoas cujos pés vão ser lavados pode estar ligada à Campanha da Fraternidade. Em várias comunidades têm participado do lava-pés tanto homens como mulheres. Outras têm feito, no primeiro momento com doze pessoas e depois ampliam para mais gente da comunidade – e até coordenadores e não só o celebrante fazem o gesto: no primeiro momento, só o padre; depois outros o fazem, na obediência a palavra do Senhor (ABC, p. 72).

Logo após o lava-pés, após a homilia, faz-se a oração dos fiéis. Omite-se o Creio (MR p. 249).

Dando início à liturgia eucarística, poder-se-á organizar uma procissão dos fiéis com donativos para os pobres, durante a qual se entoa um canto adequado (MR p. 249).

Liturgia Eucarística – a Oração Eucarística I tem dizeres próprios.

Distribuída a comunhão, a reserva eucarística para comunhão do dia seguinte é deixada sobre o altar, e conclui-se a Missa com a oração depois da comunhão (MR p. 251).

Transladação do Santíssimo Sacramento: Terminada a oração, o sacerdote, de pé ante o altar, põe incenso no turíbulo e, a ajoelhando-se, incensa três vezes o Santíssimo Sacramento. Recebendo o véu umeral, toma o cibório e o recobre com o véu (MR p. 252).

Forma-se a procissão, precedida pelo cruciferário, para conduzir o Santíssimo Sacramento, com tochas e incenso, pela Igreja até o local da reposição, preparando uma capela devidamente ornada. Durante a procissão, canta-se Vamos todos (exceto as duas últimas estrofes – Tão sublime sacramento – ou outro canto eucarístico (MR p. 252).

Quando a procissão chega ao local da reposição, o sacerdote deposita o cibório no tabernáculo. Colocado o incenso no turíbulo, ajoelha-se e incensa o Santíssimo Sacramento enquanto canta o Tão sublime sacramento. Em seguida fecha-se o tabernáculo (MR p. 253).

Após alguns momentos de adoração silenciosa, o sacerdote e os ministros fazem genunflexão e voltam à sacristia (MR p. 253).

Retiram-se as toalhas do altar e, se possível, as cruzes da Igreja. Convém velas as que não possam ser retiradas (MR p. 253). A desnudação do altar acontece porque o esposo não está lá, não vai haver o sacrifício eucarístico. Retiram-se as toalhas e, se possível, cobrem-se as imagens, para ressaltar a ausência.

Os fiéis sejam exortados a adorarem o Santíssimo Sacramento, durante algum tempo da noite, segundo as circunstâncias do lugar. Contudo, após a meia-noite esta adoração seja feita sem nenhuma solenidade (MR p. 253). A vigília é um momento de agradecimento, de estar com Jesus. Após a meia-noite a vigília é silenciosa.

SEXTA-FEIRA DA PAIXÃO DO SENHOR


Hoje e amanhã, segunda antiqüíssima tradição, a Igreja não celebra os sacramentos (MR p. 254).

O altar esteja totalmente despojado: sem cruz, castiçais ou toalha (MR p. 254).

Na tarde da sexta-feira, pelas três horas, [...] proceder-se-á à celebração da Paixão do Senhor, que consta de três partes: liturgia da Palavra, adoração a cruz e comunhão eucarística. Neste dia, a sagrada comunhão só pode ser distribuída aos fiéis durante a celebração da paixão do Senhor, mas poderá ser levada a qualquer hora aos doentes que não possam participar da celebração (MR p. 254).

O sacerdote e o diácono, de paramentos vermelhos como para a Missa, aproximam-se do altar, fazem-lhe reverência e prostam-se ou ajoelham-se. Todos rezam em silêncio por alguns instantes (MR p. 254). Não se deve cantar para a entrada (ABC, p. 80).

O sacerdote, com os ministros, dirige-se para a sua cadeira. Voltado para o povo de mãos unidas, diz a oração (MR p. 254).

I. Liturgia da Palavra e Oração Universal: a liturgia da Palavra é encerrada com a oração universal, do modo: o diácono, de pé junto aà mesa da palavra, propõe a intenção especial; todos oram um momento em silêncio; em seguida o sacerdote, de pé junto à cadeira ou se for oportuno, do altar, de braços abertos, diz a oração. Durante todo o tempo das orações, os fiéis podem permanecer de joelhos ou de pé (MR p. 255). Um ministro ou alguém da comunidade anuncia as intenções, todos se ajoelham em silêncio. Após alguns momentos, o celebrante se levanta e proclama a oração, enquanto a comunidade permanece ajoelhada. (ABC, p. 93).

As conferências episcopais podem propor aclamações do povo antes da oração do sacerdote, ou determinar que se mantenha o tradicional convite do diácono “Ajoelhomo-nos – Levantemo-nos”, ajoelhando-se todos para a oração em silêncio.

II. Adoração da Cruz: Terminada a oração universal, faz-se a solene adoração da santa Cruz, escolhendo-se, das duas formas propostas, a mais conveniente segundo razões pastorais (MR p. 256).

Primeira forma: A cruz velada é levada ao altar, acompanhada por dois ministros com velas acesas. O sacerdote, de pé diante do altar, recebe a cruz, descobre-lhe a parte superior e eleva um pouco, começando a antífona “Eis o lenho da cruz”, sendo ajudado, no canto, pelo diácono, ou mesmo se convier, pelo coro. Todos respondem: “Vinde adoremos!”. Terminado o canto, ajoelham-se e permanecem um momento adorando em silêncio, enquanto o sacerdote de pé, continua com a cruz erguida. Em seguida, o sacerdote descobre o braço direito da cruz, elevando-a de novo e começando a antífona “Eis o lenho da cruz”, tudo como a cima. Enfim, descobre toda a cruz e levantando-a, começa pela terceira vez a antífona “Eis o lenho da cruz”, prosseguindo como acima (MR p. 260).

Segunda forma: O sacerdote ou diácono, com os ministros (ou outro ministro idôneo), dirige-se à porta da Igreja, onde toma nas mãos a cruz sem véu. Acompanhado pelos ministros com velas acesas, vai em procissão pela nave até o presbitério. Junto à porta principal, no meio da igreja e à entrada do presbitério, de pé, ergue a cruz, cantando a antífona “Eis o lenho da cruz” a todos que respondem: “Vinde adoremos!” ajoelhando-se e adorando um momento em silêncio, como acima (MR p. 260).

Acompanhado de dois ministros com velas acesas, o sacerdote leva a cruz à entrada do presbitério ou a outro lugar conveniente, onde a coloca ou entrega aos ministros, que a sustentam, depondo os castiçais à direita e à esquerda. Faz-se então a adoração como adiante (MR p. 260).

Para a adoração da cruz aproximam-se, como em procissão, o sacerdote, o clero e os fiéis, exprimindo sua reverência pela genunflexão simples ou outro sinal apropriado, conforme costume da região, por exemplo, beijando a cruz. Durante a adoração, cantam-se cantos apropriados (MR p. 261).

Deve-se apresentar à adoração do povo uma só e mesma cruz. Se, por causa da grande quantidade de fiéis, não for possível aproximarem individualmente, o sacerdote toma a cruz e, de pé diante do altar, convida o povo em breves palavras a adorá-la em silêncio, mantendo-a erguida por um momento (MR p. 261).

Terminada a adoração, a cruz é levada para o altar, em seu lugar habitual. Os castiçais acesos são colocados perto do altar ou da cruz (MR p. 261).

III. Comunhão: Sobre o altar estende-se a toalha e colocam-se o corporal e o livro. Pelo caminho mais curto, o diácono ou, na falta dele, o sacerdote traz o Santíssimo Sacramento do local da reposição, pelo trajeto mais curto e coloca-o sobre o altar, estando todos de pé e em silêncio. Dois ministros com velas acesas acompanham o Santíssimo Sacramento e colocam os castiçais perto do altar ou sobre ele (MR p. 267). A toalha do altar deve ser branca.

Tendo o diácono colocado o Santíssimo Sacramento sobre o altar e descoberto o cibório, o sacerdote aproxima-se e, feita a genunflexão, sobe ao altar. Inicia-se o rito da comunhão, com a oração do Pai-Nosso.

O sacerdote comunga e dá a comunhão aos fiéis. Durante a comunhão pode-se entoar um canto apropriado (MR p. 268).

Terminada a comunhão o cibório é transportado por um ministro competente para um lugar preparado fora da igreja ou, se não for possível, para o próprio tabernáculo (MR p. 268).

Se oportuno, observa-se um momento de silêncio. E o sacerdote diz a oração depois da comunhão. À despedida, o sacerdote estende as mãos sobre o povo e diz a oração (MR p. 268).

Todos se retiram em silêncio. O altar é oportunamente desnudado. No sábado santo a Igreja permanece junto ao sepulcro do Senhor, meditando sua Paixão e Morte, e abstendo-se (desnudado o altar) do sacrifício da missa até que, após a solene Vigília em que espera a Ressurreição, se entregue às alegrias da Páscoa, que transbordarão por cinqüenta dias. Neste dia, a Sagrada Comunhão só pode ser dada como viático (MR p. 269).

VIGÍLIA PASCAL


“Esta vigília é a mãe de todas as vigílias da Igreja” (Santo Agostinho). Nenhuma comunidade cristã deveria deixar de se reunir e celebrar nesta noite o louvor ao Pai pela ressurreição de Jesus Cristo, nossa Páscoa. Mesmo as comunidades sem padre se reúnam, e da maneira que puderem se unam à alegria pascal de toda a Igreja nesta noite santa” (ABC, 102).

Segundo antiqüíssima tradição, esta noite é “uma vigília em honra do Senhor (Ex 12,42). Assim os fiéis, segundo a advertência do Evangelho (Lc 12,35ss), tendo nas mãos lâmpadas acesas, sejam como os que esperam o Senhor, para que ao voltar os encontre vigilantes e os faça sentar à sua mesa (MR p. 270).

Deste modo se realiza a vigília desta noite: após breve celebração da luz (primeira parte da vigília), medita a Igreja sobre as maravilhas que Deus realizou desde o início pelo seu povo, que confiou em sua palavra e sua promessa (segunda parte ou liturgia da palavra), até que, aproximando-se a manhã da ressurreição, seja convidado, com os membros que lhe nasceram pelo batismo (terceira parte), a participar da mesa que o Senhor lhe preparou por sua morte e ressurreição (quarta parte) (MR p. 270).

Toda vigília pascal seja celebrada durante a noite, de modo que não comece antes do anoitecer e sempre termine antes da aurora do domingo. Mesmo celebrada antes da meia-noite, a Missa da vigília é a verdadeira Missa do domingo da Páscoa. Quem participar da Missa da noite pode comungar também na segunda Missa da Páscoa (MR p. 270).

O sacerdote e os ministros vestem paramentos brancos, como para a Missa. Preparem-se velas para todos que participam da vigília (MR p. 270).

Bênção do Fogo: apagam-se as luzes da igreja. Em lugar conveniente, fora da igreja, prepara-se a fogueira. Estando o povo reunido em volta, aproxima-se o sacerdote com os ministros, trazendo um deles o círio pascal (MR p. 271-272).

A bênção do fogo e o rito da luz podem tomar o aspecto de verdadeira festa da luz. Se as condições permitem é bom que se faça fora, no pátio da igreja, ao redor de uma fogueira. Esta pode já estar preparada ou pode também ser armada na hora mesmo, como sinal litúrgico, por várias pessoas da comunidade. Há até experiências dos grupos e comunidades virem em procissão e trazerem, cada pessoa, um galho seco para o fogo, uma vela apagada e ainda rosa ou flor. As flores são recolhidas em bacias ou cestos e, no fim da vigília, abençoadas e distribuídas como sinal de alegria e união comunitária entre todos (ABC, p. 103-104).

Onde, por qualquer dificuldade, não se possa acender uma fogueira, a bênção do fogo seja adaptada às circunstâncias. Estando o povo reunido, como de costume, no interior da igreja, o sacerdote dirige-se à porta com os ministros, trazendo um deles o círio pascal. O povo, tanto quanto possível, volta-se para o sacerdote. Depois da saudação e da exortação como acima, benze-se o fogo e caso se prefira, pode-se preparar e acender o círio (MR p. 273).

Terminada a bênção do fogo novo, o acólito ou um dos ministros traz o círio pascal ao sacerdote o prepare conforme orientações do Missal Romano, p. 272.

Segue a procissão com o círio cantando “Eis a luz de Cristo”, orientações p. 273 do Missal Romano. Sugere-se que as luzes da igreja sejam acesas após o terceiro “Eis a luz de Cristo”.

Nas comunidades mais populares, é válido que a função de diácono do círio possa ser feita por agente de pastoral leigo preparado para esta função. É importante que esta procissão possa ser vivida pelo povo em sua cultura, como uma procissão alegre e não como um cortejo triste. Neste sentido é difícil o povo compreender por que procissão tão curta. Se a bênção do fogo foi feita no pátio, percorra-se certo itinerário para entrar na igreja (evitar percorrer diversas ruas). Em lugares onde tradicionalmente há procissão da Ressurreição, poder-se-á procurar, com o tempo, unificar essa devoção com a liturgia da luz e a procissão. Durante a procissão, enquanto não se chega dentro da igreja poder-se-ia cantar um ou dois cânticos de caminhada das comunidades que expressarem a continuidade da caminhada pascal (ABC, p. 107-108).

Proclamação da Páscoa: Chegando ao altar, o sacerdote vai para sua cadeira. O diácono coloca o círio pascal no candelabro no centro do presbitério ou junto dda mesa da palavra. Depois de colocado o incenso se for o caso, o diácono, como para o Evangelho da Missa, pede a bênção ao sacerdote (MR p. 273).

O diácono ou, na falta dele, o sacerdote, incensa, se for o caso, o livro e o círio. Faz a proclamação da Páscoa, dda mesa da palavra, ou no púlpito, estando todos de pé e com velas acesas (MR p. 274).

Esta proclamação, se necessário, poderá ser feita por cantor que não seja diácono, que omitirá as palavras “E vós, que estais aqui” até o fim do convite, como também a saudação “O Senhor esteja convosco” (MR p. 274).

Liturgia da Palavra: Nesta vigília, mãe de todas as vigílias, propõem-se nove leituras: sete do Antigo Testamento e duas do Novo Testamento (Epístola e Evangelho). Por razões de ordem pastoral, pode-se diminuir o número de leituras do Antigo Testamento, tendo-se porém em conta que a leitura da Palavra de Deus é o principal elemento desta vigília. Leiam-se pelo menos três leituras do Antigo Testamento ou, em casos especiais, ao menos duas. A leitura do Exôdo, cap. 14, nunca pode ser omitida (MR p. 279). Essa é a parte mais importante da celebração, seria apropriado colocar todas as leituras, escolhendo bem os leitores e os salmistas. Esse movimento (salmo – leitura – oração) não torna a celebração cansativa.

Apagando-se as velas, sentam-se todos. E antes de começarem as leituras, o sacerdote dirige-se ao povo falando sobre o mistério a ser proclamado nas leituras (MR p. 279).

Seguem-se as leituras. O leitor dirige-se à mesa da palavra, onde faz a primeira leitura. Em seguida, o salmista ou cantor diz o salmo, ao qual o povo se associa pelo refrão. Depois todos se levantam e o sacerdote diz “Oremos”. Após um momento de silêncio, diz a oração. Pode-se também substituir o salmo responsorial por um certo tempo de silêncio; neste caso, omite-se a pausa depois do oremos (MR p. 279).

Após a oração e o responsório da última leitura do Antigo Testamento, acendem-se as velas do altar e o sacerdote entoa o hino Glória a Deus nas alturas, que todos cantam, enquanto tocam os sinos, segundo o costume do lugar (MR p. 279).

Lê-se a epístola e logo após entoa-se solenemente o Aleluia (MR p. 283).

Ao evangelho não se levam velas, mas só o incenso, quando se usar (MR p. 283).

Após o Evangelho, faz-se homilia e procede-se à liturgia batismal (MR p. 283).

Liturgia Batismal: O sacerdote e os ministros dirigem-se ao batistério, se este pode ser visto pelos fiéis. Caso contrário, coloca-se o recipiente com água no próprio presbitério. Se houver batismo, chamam-se os catecúmenos, que são apresentados pelos padrinhos à Igreja reunida. Se houver crianças, serão apresentadas pelos pais e padrinhos (MR p. 283).

Dois cantores entoam a ladainha, à qual todos respondem de pé (por ser tempo pascal) (MR p. 284).

Se o batistério é distante, canta-se a ladainha durante a procissão, sendo-os antes chamados que vão receber o batismo. A procissão é precedida pelo círio pascal, seguido pelos catecúmenos e padrinhos, e depois pelo sacerdote e os ministros. Neste caso, a exortação é feita antes da bênção da água (MR p. 284).

Se não houver batismo nem bênção da água batismal, omite-se a ladainha e procede-se logo à benção da água para a aspersão (MR p. 284).

Observar orientações sobre o batismo de crianças ou catecúmenos, conforme e o Ritual para o Batismo e o Ritual da Iniciação Cristã de Adultos.

Após o rito do batismo (e confirmação – no caso dos catecúmenos), ou se não houver batismo, após a bênção da água, todos, de pé e com velas acesas, renovam as promessas do batismo (MR p. 287).

Após a renovação das promessas batismais, o sacerdote asperge o povo com a água benta, enquanto todos cantam (MR p. 290).

Enquanto isso, os neobatizados são conduzidos ao seu lugar entre os fiéis. Se a bênção da água batismal não foi feita no batistério, os ministros transportam-na ao batistério com reverência. Se não houver bênção da água batismal, a água para a aspersão será colocada em lugar conveniente. Terminada a aspersão o sacerdote volta à cadeira, onde omitido o Creio, preside a oração dos fiéis, da qual os neobatizados participam pela primeira vez (MR p. 290).

O sacerdote vai ao altar e começa a liturgia eucarística como de costume. Convém que o pão e o vinho sejam apresentados pelos neobatizados. (MR p. 290). Os neófitos devem fazer a procissão com as ofertas.

(Seminarista Rodrigo)