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3 de abril de 2012

A CRUZ PROIBIDA - Vale a pena ler de novo


“Sou Padre católico e concordo plenamente com o Ministério Público de São Paulo, por querer retirar os símbolos religiosos das repartições públicas…

Nosso Estado é laico e não deve favorecer esta ou aquela religião. A Cruz deve ser retirada! 
Aliás, nunca gostei de ver a Cruz em Tribunais, onde os pobres têm menos direitos que os ricos e onde sentenças são barganhadas, vendidas e compradas. 
Não quero mais ver a Cruz nas Câmaras legislativas, onde a corrupção é a moeda mais forte. 
Não quero ver, também, a Cruz em delegacias, cadeias e quartéis, onde os pequenos são constrangidos e torturados. 
Não quero ver, muito menos, a Cruz em prontos-socorros e hospitais, onde pessoas pobres morrem sem atendimento. 
É preciso retirar a Cruz das repartições públicas, porque Cristo não abençoa a sórdida política brasileira, causa das desgraças, das misérias e sofrimentos dos pequenos, dos pobres e dos menos favorecidos”. 

Frade Demetrius dos Santos Silva * São Paulo/SP 
Fonte: FOLHA de SÃO PAULO, de 09/08/2009

30 de março de 2012

LAVA PÉS- HUMILDADE


Ora, se eu, Senhor e Mestre, vos lavei os pés, vós deveis também lavar os pés uns aos outros. João 13:14

Gostaria que você não verificasse o contexto, mas sim o fato: Jesus lavou os pés de seus discípulos.
Vamos falar um pouquinho sobre humildade?
Muitas vezes, distorcemos o significado; pensamos que ser humilde é uma pessoa que se veste mal, que tem pouca ou nenhuma instrução, que mora em uma casa sem conforto, entre outros.
Mas nos enganamos pensando dessa forma, ser humilde é nos despir de todo “eu”. É dar valor ao ser humano e não as coisas materiais, mas isso não quer dizer que é se vestir mal, por exemplo, mas vestir bem, sabendo que o nosso vizinho não é melhor ou pior que eu por se vestir de outra forma, não é ter uma casa sem conforto, mas da mesma forma, saber que o vizinho que mora no “barraco” não é melhor nem pior que eu. Ser humilde é saber que dinheiro e poder não torna uma pessoa melhor que a outra, mas o que diferencia pessoas é o caráter.
Ser humilde é respeitar o próximo e suas opiniões mesmo que as opiniões sejam divergentes. É OUVIR as palavras de nossos pais, que para alguns são caretas, mas o respeito e a honra a eles prolongam nossos dias (Ex 20:12). É respeitar os mais velhos, que mesmo com uma voz trêmula e pausada carregam em suas rugas o peso do tempo e da experiência.
Ser humilde é seguir o exemplo de Jesus é ter o CARÁTER DE JESUS, que se desfez de toda a Sua Glória para lavar os pés daqueles que O chamavam de Senhor e Mestre, inclusive daquele que O traiu.
Fiquem na Paz de Cristo!

8 de março de 2012

Mulheres no plano de Deus

O que Deus quer das Mulheres nos dias de Hoje ?
O que o Mundo tem ensinado ?
Lamentavelmente, nos tempos atuais temos visto muitas mulheres sendo expostas como mercadorias, como objeto de venda e de prazer. Vemos belas mulheres que saem para festas e boates com roupas cada vez mais insinuantes e com seus exuberantes corpos quase totalmente descobertos e no popular muitas ainda dizem : ” Hoje eu vou sair pronta para matar …” e é justamente isso o que acontece. Muitos foram os que já se perderam em meio à beleza da mulher maliciosa. Quando estas saem prontas para matar, são muitos os que realmente morrem, caindo no pecado. Afinal, na sua Palavra Deus nos diz que o “salário do pecado é a morte”.

Estamos vivendo em pleno tempo da Quaresma e vale a pena cada mulher se perguntar: o que desejo ser hoje ? Certa vez ouvi uma frase que ficou gravada em meu coração : “Uma mulher levar o homem a perdição é fácil. Difícil é levá-lo à salvação.” E são muitas as formas da mulher levar um homem à perdição. Eu ainda era solteira quando ouvi isto e desde então passei a observar atentamente todas as minhas atitudes e mudei a minha postura como mulher. Mas é bom lembrar que essa mudança só acontece com a Graça de Deus. É o Seu Espírito Santo que nos ilumina e nos direciona para um caminho totalmente diferente, um caminho de santidade, que não nos deixa ser levadas pelos atrativos enganadores desse mundo.

Deus nos diz: ” A graça é falaz e a beleza é vã; a mulher inteligente é a que se deve louvar” (Pro 31, 30 ). No plano de Deus, a mulher inteligente não é aquela que sabe conquistar posições profissionais e seduzir os homens com o seu charme e beleza, mas aquela que vive segundo os seus ensinamentos. O mundo nos ensina que temos que ser atraentes e sedutoras mas Deus, ao contrário, nos ensina que devemos ser virtuosas e edificantes. ” Toda mulher sábia edifica sua casa” ( Pro14,1).

O mundo tem apresentado muitas mulheres como modelo, que seguidas, destroem a vida de muita gente. Mas, para combater os modelos do mundo, Deus nos deu muitas mulheres para serem imitadas. Dentre tantas, podemos citar Maria, mãe de Jesus, a mais bela e a mais simples, a Cheia de Graça, exemplo de obediência, oração, e entrega absoluta ao plano de Deus. Maria Madalena, uma mulher que ao conhecer o Amor de Jesus, desprezou todos os amores do mundo para seguir o seu Mestre. Foi a primeira discípula de Jesus. A Samaritana, que já tinha possuído cinco maridos e não estava com nenhum, mas que a partir do encontro com Jesus, no poço de Jacó, largou tudo para seguir Jesus e como se isto já não bastasse, saiu pelas ruas anunciando Jesus a todas as pessoas, inclusive aos seus ex-maridos. E muitos foram os samaritanos daquela cidade que creram em Jesus por causa da palavra daquela mulher (Jo 4,39). Nós mulheres não podemos nos deixar ser seduzidas pelo mundo. “Filhinhos, ninguém vos seduza: aquele que pratica a justiça é justo, como também Jesus é justo. Aquele que peca é do demônio, porque o demônio peca desde o princípio” ( 1 Jo 3,7-8).

Como as mulheres da Bíblia, só podemos seguir Jesus. A santidade precisa começar nas mulheres, independentemente do estado civil. As pernas que se dobram para atrair olhares maliciosos, precisam dobrar de joelhos, em oração pela santificação das famílias. No Plano de Deus não há espaço para o pecado. As mulheres só têm uma opção: ou santa, ou santa. Vale a pena lutar.
Que Deus nos dê a Graça da santidade.

Um abraço Fraterno e Feliz dia da Mulher

18 de fevereiro de 2012

Missão Catequética: viver e aprender a evangelizar


Olhar no olho de uma criança e observar a alegria deles em vir à catequese é o objetivo de todo catequista. Um sorriso de uma criança no final do encontro é motivo de toda a igreja bater palmas, pois temos uma catequese evangelizadora.O ideal desse trabalho evangelizador é gratificante a medida que nos mesmos percebemos que não estamos fazendo nada obrigado e muito menos por compaixão, mais sim por que amamos a Cristo e sua proposta evangelizadora. Ser Catequista é amar, amar e amar de novo. É algo muito prazeroso. Evangelizar não é apenas passar os evangelhos. Evangelizar é sentir o outro, ou ainda melhor, é ver a alegria do outro e de nós mesmos no encontro com Deus. É o mesmo que mergulhar num oceano imenso, onde apenas podemos afogar do amor divino. Mergulhar em Deus é assim, afogamos de amor, de tranqüilidade, de paz e a conseqüência de tudo isso é que não conseguimos deixar de dar um empurrãozinho para que também o outro mergulhe nesse oceano imenso de tranqüilidade. Portanto, quando na caminhada evangelizadora o medo predomina, tem sempre uma mão que nos levanta e nos ajuda. Pedro, quando Jesus está caminhando sobre as águas no evangelho de São Mateus também teve medo. Vejamos; “ como o vento estava muito forte, teve medo e começou afundar e gritou: senhor, salva-me, e no mesmo instante Jesus estendeu-lhe as mãos” (Mt14,30 31).Essa mesma mão que levantou Pedro das águas, também nos levanta e nos salva de todo desânimo.“ide e evangelize a toda criatura”( Mt28,19)

Samuel Garcia de Morais
Catequista – Diocese de Caratinga

15 de fevereiro de 2012

TEMPO DE PREPARAÇÃO PARA A QUARESMA

Nos primeiros séculos da era cristã, perto do século IV a Quaresma era um período de penitência e renovação interior para toda a Igreja, com a prática do jejum e da abstinência. O jejum é canonicamente imposto ainda hoje aos fiéis capacitados, na Quarta-Feira de Cinzas e na Sexta-Feira Santa; a abstinência, em todas as sextas-feiras da Quaresma.

Na liturgia, o tempo quaresmal é marcado por paramentos e vestes roxas e pela omissão do "Glória" e do"Aleluia" na celebração da missa, cujos acompanhamentos musicais são bem discretos nessa época. A Quaresma católica se inicia na Quarta-Feira de Cinzas também no início ou no final da missa, quando o sacerdote põe sobre a cabeça dos fiéis, que se aproximam em procissão, um pouco de cinza, dizendo:"Porque tu és pó e ao pó hás de voltar" (Gn 3,19), ou, como atualmente alguns preferem: "Convertei-vos e crede na Boa Nova" (Mc 1,15).

Antigamente, o ato de salpicar cinzas era reservado apenas para os que desejassem assumir o arrependimento publicamente. Depois, a partir do século XI, o papa Urbano II, inspirado, estendeu a prática a todos os cristãos, porque todos nós somos pecadores. A partir do recebimento das cinzas, ocorre a conscientização pelo arrependimento que, associado à penitência do período quaresmal, possibilita a conversão cristã total, quando sincera. As cinzas simbolizam o nada da criatura em relação a seu Criador; são obtidas por meio da queima dos ramos de palmeira e de oliveira bentos no Domingo de Ramos do ano anterior.

O lecionário dominical divide-se em três leituras extraídas dos textos do Antigo Testamento sobre a história da salvação: ciclo A: uma quaresma batismal, segundo o livro do Êxodo; ciclo B: uma quaresma cristocêntrica, segundo o profeta Ezequiel; ciclo C: uma quaresma penitencial, segundo os profetas Oséias e Amós.

A Quaresma não é apenas um ritual de tradição; é o período de fortalecimento da Igreja, de retiro espiritual para toda a Igreja, no qual a liturgia chama à conversão, ao retorno a Deus, pois, embora a Páscoa de Cristo isso já tenha acontecido, o cristão está ainda a caminho do Reino. Isso quer dizer que Jesus cumpriu sua missão na Terra, foi crucificado para nos salvar e retornou aos braços de Deus-Pai. Mas nós - toda a humanidade -, para merecermos o Reino do Pai, devemos aceitar Cristo como seu Filho, que nos enviou o Espírito Santo; só assim faremos parte do rebanho escolhido. Por isso, a quaresma é um tempo nosso, de pessoal sinceridade e penitência, em que ocorre a libertação interior do que nos afasta da obediência à Santíssima Trindade e da caridade para nossos irmãos.

Na Quaresma, a Igreja peregrina é convidada a seguir o exemplo bíblico de Jesus, que viveu no deserto por quarenta dias, durante os quais ele que rejeitou a tentação de Satanás e afirmou ser o Filho de Deus.

Fonte: Paulinas

11 de fevereiro de 2012

Dia Mundial dos Enfermos


"Levanta-te e vai, a tua fé te salvou" (Lc 17,19)

Com esta citação de Jesus demonstrando que o sinal da cura ia mais além, o papa Bento XVI inicia a sua mensagem para o XX Dia Mundial do Doente, celebrado no dia de Nossa Senhora de Lourdes, 11 de fevereiro.

Para nós no Brasil, este dia se reveste de maior solenidade ainda, pois estamos a poucos dias da abertura da Campanha da Fraternidade, que justamente nos demonstrará um dos aspectos da importante Pastoral da Saúde, que é a questão da saúde pública. Além das visitas aos enfermos nas paróquias e nos hospitais, e das campanhas de esclarecimentos e de conscientização da responsabilidade pela saúde das pessoas, a preocupação com uma assistência sanitária digna do ser humano para os brasileiros clama nos corações de todos. 

Neste dia, unimos a nossa reflexão para que as pessoas experimentem a diferença que faz a fé em suas vidas quando se defrontam com a fragilidade da doença e da dor. O papa recorda os sacramentos de “cura”, ou seja, o sacramento da Penitência ou da Reconciliação e o sacramento da Unção dos Enfermos, que encontram seu cumprimento natural na comunhão eucarística. 

O tema mundial escolhido visa também ao Ano da Fé, que deverá ser “ocasião propícia e preciosa para redescobrir a força e a beleza da fé”. O papa recorda que “deseja encorajar os doentes e quantos sofrem a encontrar sempre uma âncora segura na fé, alimentada pela escuta da Palavra de Deus, da oração pessoal e dos sacramentos”. É fato que a doença, e suas consequências, afeta a todos. Torna-se, assim, uma dor comum de toda a humanidade, de todos os homens e mulheres. A doença envolve toda a pessoa, seja no seu aspecto físico – o mais sentido, certamente, – mas também no âmbito psicológico e mesmo espiritual. É assim um mistério que envolve o ser humano. 

A Igreja louva os progressos da medicina, e mesmo os apoia, visto que são no seu cerne uma manifestação do poder criador de Deus. Porém, sempre fazendo a ressalva de que acima de qualquer avanço tecnológico está a dignidade do ser humano. Jesus, ao curar, não o faz apenas e tão somente para eliminar a doença. Ele cura para libertar, salvar a pessoa. Libertar principalmente daquilo que a impede de realizar-se como pessoa, como filha de Deus.

Assim, na cura Jesus manifesta-se como o Salvador, o Messias. A cura das doenças por Jesus é um sinal de sua ressurreição, que é a primícia da nossa própria ressurreição. Portanto, seguindo os caminhos de Cristo, vencedor do pecado e da morte, a Igreja está solidária e unida a todos os doentes. 

Ao celebramos o Dia Mundial dos Enfermos, na memória da Virgem de Lourdes, a Igreja no Brasil também quer refletir sobre a questão da Saúde Pública na Campanha da Fraternidade 2012, e incentivar a todos para que se engajem na Pastoral da Saúde e trabalhem em todos os seus âmbitos. Com isso, a Igreja demonstra a sua solicitude constante para com os doentes, anunciando e testemunhando o Evangelho do sofrimento, iluminada pela fé. 

Sabemos da enorme contribuição que a Igreja dá em todos os cantos do mundo ao cuidado em relação aos enfermos. Seja no campo material, com seus inúmeros centros de assistência aos doentes — hospitais, casas de saúde, e outros — principalmente e sobretudo, no atendimento aos mais carentes e pobres.

Fazendo eco ao papa Bento XVI, também agradeço “àqueles que trabalham no mundo da saúde, assim como às famílias que nos seus próprios entes queridos veem a face sofredora do Senhor Jesus”. Em suma, queridos diocesanos, a Igreja quer e deseja promover e testemunhar o Evangelho de Jesus, não só em palavras mas com iniciativas concretas de assistência e cuidados para as multidões incontáveis de sofredores com os males da dor e das doenças. 

Que Nossa Senhora de Lourdes, Maria, Mãe de Misericórdia e Saúde dos Enfermos, interceda por todos os doentes, os profissionais da saúde, os enfermeiros e os dirigentes hospitalares a colocarem a pessoa humana e a sua dignidade de filhos de Deus acima de qualquer outra cultura, “para que a saúde se difunda sobre a Terra” (cf. Eclo 38.8).

Dom Orani João Tempesta, cisterciense, arcebispo do Rio de Janeiro
Jornal do Brasil - http://www.jb.com.br/

7 de fevereiro de 2012

DEUS É AMIGO DO SILÊNCIO

A oração começa pelo silêncio interior. Se queremos rezar, temos de aprender a escutar primeiro, porque Deus fala no silêncio do coração. E para sermos capa­zes de viver este silêncio e ouvir Deus, temos de ter um coração límpido, pois só um coração límpido pode vê-Lo, pode ouvi-Lo, pode escutá-Lo. E Ele escuta. Mas nós não podemos falar antes de O escutar no silêncio dos nossos corações. 
A oração não é sofrimento, nem pode constranger-nos ou perturbar-nos. A oração é um manancial de alegria. Regozijo­-me ao falar com o meu Pai, falar com Jesus, a quem per­tenço de corpo e alma, de espírito e coração. 
Reflitamos, então, no silêncio do espírito, dos olhos e das palavras. 
Silêncio do espírito e do coração: Lembrai-vos de Maria, que nunca lamentou fosse o que fosse. Lembrai-vos de São José quando estava perturbado. Apenas uma palavra sua teria podido dissi­par qualquer dúvida, mas Maria não a pronunciou, esperando que Nosso Senhor realizasse o milagre de provar a sua inocência. Se ao menos estivéssemos assim tão convencidos da necessidade de silêncio! Creio, então, que um cami­nho em direção à união íntima com Deus se abriria na nossa vida de crentes. 
O silêncio dos olhos, aquele silêncio que nos ajuda sempre a ver Deus. Os nossos olhos são como janelas através das quais Cristo ou o mundo chegam ao nosso coração. Precisamos frequentemente de muita coragem para os man­ter fechados. Não dizemos frequentemente: "Se não tives­se visto isto ou aquilo!"? E, no entanto, esforçamo-nos tão pouco para vencer o desejo de ver tudo. 
Com o silêncio da palavra aprendemos muito - a falar com Cristo, a permanecer sempre alegres e a ter uma quantidade de coisas para Lhe dizer. E Ele fala-nos por intermédio das outras pessoas e, quando meditamos, fala diretamente connosco. 
Deus é amigo do silêncio. Temos sede de encontrar Deus, mas Ele não se deixa descobrir nem no ruído nem na agitação. Vede como a natureza, as árvores, as flores e a erva crescem num silêncio pro­fundo. Vede como as estrelas, a lua e o sol se deslocam em silêncio. Quanto mais recebermos numa oração silenciosa, mais poderemos dar na nossa vida ativa. O silêncio dá-nos um olhar novo sobre todas as coisas. Temos necessidade deste silêncio para podermos tocar as almas dos outros. O essencial não está naquilo que dizemos, mas naquilo que Deus nos diz e naquilo que Ele transmite por nosso intermédio. 
Jesus ouve-nos sempre no silêncio. Nesse silêncio Ele escu­tar-nos-á; é aí que Ele fala às nossas almas e que nós escu­taremos a sua voz. No silêncio encontraremos uma energia nova e uma verdadeira unidade. A energia de Deus será a nossa a fim de realizarmos todas as coisas na união dos nos­sos pensamentos com os seus, na união das nossas orações com as suas, na união das nossas ações com as suas, da nossa vida com a sua" 

Beata Madre Teresa de Calcutá 

25 de dezembro de 2011

Dia Mundial da Paz de 2012

TEMA: “Educar os jovens para a justiça e para a paz”

Foi divulgado dia 16/12, o texto da Mensagem de Bento XVI para o Dia Mundial da Paz 2012, que se celebra em 1º de janeiro. Todos os anos o Santo Padre envia ao mundo a sua mensagem de esperança e paz. A mensagem do Papa Bento XVI para o 45º Dia Mundial da Paz é dedicada este ano ao tema “Educar os jovens para a justiça e para a paz”. O tema escolhido aborda “uma questão urgente no mundo de hoje: escutar e valorizar as novas gerações na realização do bem comum e na afirmação de uma ordem social justa e pacífica, na qual possam ser plenamente manifestados e realizados os direitos e liberdades fundamentais do ser humano”.

Desde sua eleição em abril de 2005, Bento XVI escolheu como temas para a celebração anual do dia 1º de Janeiro, a verdade, a dignidade da pessoa, a unidade da família humana, o combate contra a pobreza, o meio ambiente e a liberdade religiosa.

O Dia Mundial da Paz, inicialmente chamado simplesmente de Dia da Paz foi criado pelo Papa Paulo VI, com uma mensagem datada do dia 8 de dezembro de 1967, para que fosse celebrado sempre no primeiro dia do ano civil (1º de janeiro), a partir de 1968, o que acontece até hoje.

Dizia o Papa Paulo VI em sua primeira mensagem para este dia: “Dirigimo-nos a todos os homens de boa vontade, para exortá-los a celebrar o Dia da Paz, em todo o mundo, no primeiro dia do ano civil, 1 de Janeiro de 1968. Desejaríamos que depois, cada ano, esta celebração se viesse a repetir, como augúrio e promessa, no início do calendário que mede e traça o caminho da vida humana no tempo que seja a Paz, com o seu justo e benéfico equilíbrio, a dominar o processar-se da história no futuro”.

A proposta de dedicar à Paz o primeiro dia do novo ano não tem a pretensão de ser qualificada como exclusivamente religiosa ou católica. Antes, seria para desejar que ela encontrasse a adesão de todos os verdadeiros amigos da Paz, como se se tratasse de uma iniciativa sua própria. “A Igreja católica, dizia então Paulo VI, com intenção de servir e de dar exemplo, pretende simplesmente lançar a idéia, com a esperança de que ela venha não só a receber o mais amplo consenso no mundo civil, mas que também encontre por toda a parte muitos promotores audazes, que imprimam ao Dia da Paz, um caráter sincero e forte, de uma humanidade consciente e liberta dos seus tristes e fatais conflitos bélicos, que quer dar à história do mundo um futuro mais feliz, ordenado e civil".

O Dia Internacional da Paz deve ser também, para a comunidade internacional em geral, uma pausa para reflexão sobre as ameaças e desafios que enfrentamos. Em algumas partes do mundo, há a percepção de que as principais ameaças à paz e à segurança são as novas e potencialmente mais virulentas formas de terrorismo, a proliferação das armas não convencionais, a difusão de redes criminosas internacionais e as maneiras como todos estes problemas se juntam e reforçam mutuamente. Mas, para muitos outros habitantes do nosso planeta, a pobreza, a doença, a privação e a guerra civil continuam a ser as grandes prioridades.

Para alguns de nós, a paz é uma realidade quotidiana. As nossas ruas são seguras e os nossos filhos vão à escola. Quando o tecido social é sólido, os preciosos dons da paz quase passam despercebidos. Mas, para um número demasiado elevado de pessoas, no mundo de hoje, esses dons não passam de um sonho irrealizável. Vivem prisioneiras da insegurança e do medo.

Na sua mensagem para o Dia Internacional da Paz 2012 “EDUCAR OS JOVENS PARA A JUSTIÇA E A PAZ”, Bento XVI convida a olhar o 2012 com uma atitude de confiança, mesmo se no último ano “cresceu o sentido de frustração por causa da crise que aflige a sociedade, o mundo do trabalho e a economia”; uma crise cujas raízes são primariamente culturais e antropológicas. Quase parece que um manto de escuridão teria descido sobre o nosso tempo, impedindo de ver com clareza a luz do dia. O Papa se dirige diretamente aos jovens na convicção de que eles podem, com o seu entusiasmo e idealismo, oferecer uma nova esperança ao mundo.

As preocupações manifestadas por muitos jovens nestes últimos tempos, em várias regiões do mundo, exprimem o desejo de poder olhar para o futuro com fundada esperança. É importante que estes fermentos e o idealismo que encerram encontrem a devida atenção em todas as componentes da sociedade. A Igreja – destaca ainda o Santo Padre na sua mensagem - olha para os jovens com esperança, tem confiança neles e encoraja-os a procurarem a verdade, a defenderem o bem comum, a possuírem perspectivas abertas sobre o mundo e olhos capazes de ver “coisas novas”.

Depois de recordar a necessidade de “educar à liberdade e verdade” Bento XVI reafirma que “não são as ideologias que salvam o mundo, mas unicamente o voltar-se para o Deus vivo que é amor. E que mais nos poderia salvar senão o amor?”. O Pontífice convida então a olhar com mais esperança para o futuro e lança enfim um premente apelo aos jovens: “não se deixem tomar pelo desânimo diante das dificuldades nem se abandonem a falsas soluções, que frequentemente se apresentam como o caminho mais fácil para superar os problemas. Não tenham medo de se empenhar, de enfrentar a fadiga e o sacrifício. A Igreja confia em vocês, acompanha-os, encoraja-os e deseja oferecer-lhes o que tem de mais precioso: a possibilidade de levantar os olhos para Deus, de encontrar Jesus Cristo – Ele que é a justiça e a paz”.

A educação é a aventura mais fascinante e difícil da vida. Educar significa conduzir para fora de si mesmo ao encontro da realidade, rumo a uma plenitude que faz crescer a pessoa. Esse é o grande desafio dos dias hoje para a nossa juventude. (Silvonei José)

1 de julho de 2011

São Pedro e São Paulo, os pregadores da Verdade

Que preço tem a Verdade? Muitas vezes a Verdade tem o “preço da vida”. Quando fazemos essa afirmação, não estamos nos referindo somente ao passado. Estamos também olhando com calma para o presente, para tudo aquilo que acontece ao nosso redor. Dar a vida pela Verdade não é algo ultrapassado, mas é apelo cotidiano no coração de cada cristão da pós-modernidade.
Justamente por isso, celebrar São Pedro e São Paulo nesta semana é olhar para o início da Igreja e encontrar não só o exemplo, mas o modelo de testemunho que nós somos chamados a viver. Em meio a um mundo secularizado, que não acredita mais em nada nem em si mesmo, a fé de Pedro nos motiva. Um homem que na sua simplicidade e no reconhecimento de suas limitações não teve medo de assumir a sua culpa, os seus erros.
Pedro teve ainda a coragem de oferecer tudo o que tinha pela Verdade e recomeçar confiando Naquele que era maior do que ele. Um homem frágil, mas que foi capaz de se tornar, pela graça de Deus, pedra, fundamento da fé de seus irmãos, fundamento da fé da Igreja Católica. Apenas um homem como muitos de nós, sem aptidões especiais ou formação intelectual, mas que se tornou pelo amor ao Senhor ponto de unidade na fé para a Igreja espalhada pelo mundo.
Paulo era um tanto diferente de Pedro, mas também muito próximo de alguns de nós. Não era um homem simples, mas um letrado, alguém com uma grande capacidade intelectual, com uma formação altamente qualificada em seu tempo. Um homem com um ardor profundo por aquilo que acreditava; ardor que o cegava e o impedia de ver além de suas concepções intelectuais, além daquilo que dominava. O encontro com o Senhor revelou a sua cegueira, abriu seu coração para a novidade do Evangelho, que o fez apóstolo daqueles que não conheciam a Verdade. Um homem incansável em anunciar, em levar todos os povos à mesma experiência que ele teve, pois sabia que só isso seria capaz de converter os corações mais duros. Em Paulo, a universalidade da Igreja toma corpo, demonstrando que a grande Verdade não é para um grupo seleto, mas para todos.
Pedro e Paulo morreram pela Verdade. O mundo, os homens do seu tempo não foram capazes de suportar as suas vidas, pois elas haviam se tornado um anúncio explícito da paixão, morte e ressurreição do Senhor. A vida deles era a vida do Senhor, era um Evangelho vivo que arrastava multidões para a Verdade. O sangue derramado por eles não somente se tornou semente de novos cristãos, mas constituiu o alicerce da Igreja Católica. São Pedro e São Paulo são as colunas da Igreja não somente pela sua morte, mas pela sua vida dedicada ao anúncio da Verdade.
O exemplo dessas duas grandes colunas não pode ficar restrito ao passado, mas precisa se tornar modelo de vida para nós que, mais de dois milênios depois, continuamos enfrentando as mesmas dificuldades. Como os apóstolos, não podemos nos isentar de lutar, anunciar e viver pela Verdade. Verdade que para nós não é um conceito abstrato ou relativo, mas que é uma pessoa: Jesus Cristo.
Deus não nos deixa sem exemplos, sem pastores que sejam capazes de nos guiar em meio à agitação de cada tempo, em meio à agitação do mundo em que vivemos. Celebrar São Pedro e São Paulo é motivo de louvor também pela vida daquele que Jesus Cristo constituiu, pela sua graça, Pastor Supremo da Sua Igreja: o Papa.
Em nosso tempo, Deus suscitou para a Igreja o papa Bento XVI como esse exemplo concreto de fé fervorosa, de coragem apostólica, exemplo de alguém que não tem medo de denunciar a mentira e lutar pela Verdade, de anunciar com a sua vida Jesus Cristo. Um homem que sofre pelos erros dos filhos da Igreja, mas não se deixa abater porque sabe que é o Espírito Santo quem a conduz. Apenas um homem, mas que assim como Pedro e Paulo assumiu a responsabilidade de dar a sua vida pela Verdade.
Louvemos então ao Senhor por São Pedro e São Paulo, mas também pelo dom da vida do Santo Padre, o papa Bento XVI, que neste ano, na festa dessas duas grandes colunas da Igreja, celebra 60 anos de sacerdócio. Peçamos a Deus que fortifique a sua fé, o seu ardor apostólico, mas que acima de tudo seja para nós exemplo de homem que luta pela Verdade, de alguém capaz de dar a vida por Jesus Cristo.

Renan Félix / Bacharel em história, missionário e seminarista da Comunidade Canção Nova

7 de março de 2011

"Quando chegou a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de uma mulher..."(Gl 4,4)

É o único texto, que fala de Maria, Mãe de Jesus, de forma tão explícita.
Maria aparece como testemunha de que Jesus, nascido de uma mulher, é o próprio Filho de Deus. Sendo Filho de Deus, recebe a humanidade de uma mulher.
A plenitude dos tempos é o centro da história. Maria pertence a essa plenitude. É a mulher que ofereceu seu corpo e sua vida para realizar o plano da salvação.
Maria realiza a própria maternidade divina com a força do amor vivido na mais pura modalidade feminina. A sua presença feminina cria o ambiente familiar, o desejo de acolhimento, o amor e o respeito à vida. É uma realidade humana e santa que desperta em nossas orações ternura, confiança e esperança.
Tudo isso aumenta a nossa estima, devoção e culto à mulher Maria de Nazaré - que é a mãe de Jesus e também a nossa mãe na ordem da graça - e justifica nossa estima por toda mulher e mãe.
Que Maria, a "Bendita entre todas as mulheres", não nos deixe esquecer as outras mulheres às quais devemos nossa solidariedade, assumindo com elas a prática do Estatuto da Mulher na defesa de seus direitos e de seu espaço na sociedade e na igreja.
Fonte: Revista Ecoando/ ano VII  /nº 25

 MULHER!

Sede como MARIA - Mãe de Jesus - Bem Aventurada

Bem aventurada a mulher que cuida do próprio perfil interior e exterior, porque a harmonia da pessoa faz mais bela a convivência humana.
Bem aventurada a mulher que, ao lado do homem, exercita a própria insubstituível responsabilidade na família, na sociedade, na história e no universo inteiro.
Bem aventurada a mulher chamada a transmitir e a guardar a vida de maneira humilde e grande.
Bem aventurada quando nela e ao redor dela acolhe faz crescer e protege a vida.
Bem aventurada a mulher que põe a inteligência, a sensibilidade e a cultura a serviço dela, onde ela venha a ser diminuída ou deturpada.
Bem aventurada a mulher que se empenha em promover um mundo mais justo e mais humano.
Bem aventurada a mulher que, em seu caminho, encontra Cristo: escuta-O, acolhe-O, segue-O, como tantas mulheres do evangelho, e se deixa iluminar por Ele na opção de vida.
Bem aventurada a mulher que, dia após dia, com pequenos gestos, com palavras e atenções que nascem do coração, traça sendas de esperança para a humanidade.
                                                                                                        G. Quablini
8 de março- Dia internacional da Mulher

5 de março de 2011

O cristão pode brincar o carnaval?

Quero responder citando um dos maiores santos da Igreja:
"Ame a Deus e faça o que quiseres" 
- S. Agostinho.
Quando temos nossa vida centrada em Jesus Cristo como nossa opção fundamental e primeira, nosso agir moral será todo ele o reflexo dessa opção. Sigo a Jesus e o seu Evangelho. Esforço-me por praticar os mandamentos da Lei de Deus em minha vida. Tenho claro que o pecado ofende a Deus, a mim mesmo e o próximo. Portanto, a resposta é clara: sim, posso brincar o Carnaval... desde que esse Carnaval não seja razão para deixar o pecado dominar o meu ser.
São João Bosco dizia: "Nós fazemos consistir a santidade em estarmos
sempre alegres".
A verdadeira alegria é fruto de um consciência que está serena em Deus.
Sim. Podemos valorizar a beleza da arte e das tradições carnavalescas.
Podemos nos divertir em família ou entre amigos... mas jamais troquemos Jesus pelo pecado.

Pe. Sérgio Lúcio Alho da Costa - sdb
Coordenador Diocesano de Pastoral

16 de fevereiro de 2011

É POSSÍVEL SER SANTO?

A santidade é uma possibilidade para todos

“Sou santo!” Quando ouvimos uma declaração dessas nos assustamos ou achamos presunção, orgulho, vaidade. Facilmente retrucamos afirmando: “Santo de pau oco?!”
A santidade nos parece algo tão distante ou quem sabe meio impossível. Por isso nem pensamos em persegui-la para alcançá-la. Embora Jesus nos tenha ordenado: “Sede perfeitos (santos), assim como vosso Pai celeste é perfeito” (Mateus 5, 48).
Podemos mesmo pensar que a santidade seja um chamado e uma possibilidade apenas para algumas pessoas especiais como papas, bispos, fundadores de comunidades e congregações religiosas. Mas não é assim. A santidade é uma possibilidade para todos, de modo especial para os batizados.
No batismo, recebemos o Espírito Santo. Não costumamos dizer “fogo quente”, pois, trata-se de uma redundância, já que só será fogo se for quente; nem “gelo frio”, pelo mesmo motivo. Mas, podemos afirmar que o Espírito que recebemos no Batismo é Santo, pois este tem como função santificar. A função do fogo é aquecer. A do gelo, esfriar. A do Espírito, santificar.
No livro do Êxodo vemos uma bela passagem que nos pode ajudar a entender a santidade: “Moisés notou que sarça estava em chamas, mas não se consumia” (Êxodo 3, 2). Deus disse a esse profeta: “Tira as sandálias dos pés, porque o lugar onde estás é uma terra santa” (Êxodo, 3, 5).
Passemos o Novo Testamento à nossa vida.

1. A chama que queima e não se consome é o Espírito Santo, que recebemos em nosso batismo. Ele é Deus. Está em nós. É uma chama divina que habita em nosso interior e jamais se consome. Quando acendemos um fogo, se não pusermos lenha sempre que necessário, ele apagará. Consumida a lenha, termina o fogo. A chama do fogo do Espírito Santo é esta “sarça” que queima sem parar em nosso interior. Ela é capaz de queimar o tempo todo e não se consumir. Isso ocorre porque se trata de uma chama divina, portanto, não necessita que “se reponha a lenha”.

2. Esta terra é santa. Quem a santifica é a presença da chama ardente, que não se consome. Que permanece acessa. A terra torna-se santa devido à chama que nela está queimando. Aqui nos damos conta de que há verdadeiramente a possibilidade de sermos santos. A santidade é possível não porque sejamos uma terra santa por nós mesmos. Somos e continuamos pecadores, mas em nós arde uma chama, “a chama do amor”, a chama do Espírito Santo. Quem se deixa iluminar, é aquecido por ela. Quem segue este conselho da Palavra de Deus “deixai-vos conduzir pelo Espírito e não satisfareis os apetites da carne” (cf. Gálatas 5,16), crescerá em santidade, tornar-se-á “uma terra santa”.
Santidade é uma obra do Espírito Santo em nós. Assim como o fruto é uma “obra” da árvore; a pintura, do pintor; a escultura, do escultor; a santidade é uma ação do Espírito Santo Paráclito. Esta santidade poderá ser percebida pelos frutos daquela “terra” na qual arde a “sarça” do Espírito: “o fruto do Espírito é caridade, alegria, paz, paciência, afabilidade, bondade, fidelidade, brandura, temperança” (cf. Gálatas 5, 22).

3. “Tira as sandálias dos pés”. Posso pisar sobre um fio elétrico e levar um grande choque ou não. Depende do isolante que eu tenha em meu calçado. Deus diz a Moisés: “Tira o 'isolante' dos teus pés”. Tira as sandálias! Pisa na terra! Entra em contado direto com ela. Sente o calor da terra. Deus deu-nos o Espírito Santo. Quis colocá-Lo tão em contato conosco que acabou colocando-O dentro de nós. Somos por Ele habitados para estarmos em contato direto o tempo todo e totalmente com Ele. Onde há isolante, a energia não chega. A cinza que se acumula sobre a brasa não permite que ela aqueça o churrasco. É preciso soprá-la. Jesus “soprou sobre eles dizendo-lhes: recebei o Espírito Santo” (cf. João 20, 22). O calor do Espírito nos aquece. Com esta força podemos progredir na santidade.

Se até hoje buscamos a santidade pelas nossas boas obras, renúncias, sacrifícios, podemos continuar. Mas, vamos acrescentar nessa busca a súplica constante para que o Pai dos Céus, que nos adotou como filhos, continuamente, sopre sobre “as brasas do Espírito” que recebemos no batismo. Que a chama da sarça do Espírito cresça sempre mais nesta terra, templos do Espírito, que somos, como nos diz a Palavra: “Não sabeis que o vosso corpo é templo do Espírito Santo, que habita em vós, o qual recebestes de Deus e que, por isso mesmo, já não vos pertenceis?” (I Coríntios 6,19). Desta forma nos tornaremos cada dia mais santos, porque possuídos, fortificados e guiados pelo Espírito Santo.
Peçamos todos os dias: Sarça ardente do Divino Espírito, que habitas em mim, e que me tornastes santo pelo Batismo, ajuda-me a progredir no caminho da santidade e a produzir os frutos do Espírito. Então não precisarei dizer para ninguém: “sou santo!”. Essa declaração vai se tornar dispensável, pois, “pelos seus frutos os conhecereis. Colhem-se, porventura, uvas dos espinhos e figos dos abrolhos?” (Mateus 7,16).

Padre Alir Sanagiotto, SCJ

3 de janeiro de 2011

MUDANÇA

Para começar o novo ano, resolvi mudar tudo, inclusive o visual do blog.
Não sei se ficou melhor ou pior, só sei que ficou diferente!
Espero que vocês tenham gostado porque por enquanto, vai ficar assim.
Agora vou fazer uma mudança radical em minha casa no clima desta mensagem...

Casa arrumada

Casa arrumada é assim:
Um lugar organizado, limpo, com espaço livre pra circulação e uma boa entrada de luz.
Mas casa, pra mim, tem que ser casa e não um centro cirúrgico, um cenário de novela.
Tem gente que gasta muito tempo limpando, esterilizando, ajeitando os móveis, afofando as almofadas...
Não, eu prefiro viver numa casa onde eu bato o olho e percebo logo:
Aqui tem vida...
Casa com vida, pra mim, é aquela em que os livros saem das prateleiras e os enfeites brincam de trocar de lugar.
Casa com vida tem fogão gasto pelo uso, pelo abuso das refeições fartas, que chamam todo mundo pra mesa da cozinha.
Sofá sem mancha?
Tapete sem fio puxado?
Mesa sem marca de copo?
Tá na cara que é casa sem festa.
E se o piso não tem arranhão, é porque ali ninguém dança.
Casa com vida, pra mim, tem banheiro com vapor perfumado no meio da tarde.
Tem gaveta de entulho, daquelas que a gente guarda barbante, passaporte e vela de aniversário, tudo junto...
Casa com vida é aquela em que a gente entra e se sente bem-vinda.
A que está sempre pronta pros amigos, filhos...
Netos, pros vizinhos...
E nos quartos, se possível, tem lençóis revirados por gente que brinca ou namora a qualquer hora do dia.
Casa com vida é aquela que a gente arruma pra ficar com a cara da gente.
Arrume a sua casa todos os dias...
Mas arrume de um jeito que lhe sobre tempo pra viver nela...
E reconhecer nela o seu lugar.

Carlos Drummond de Andrade (1902-1987)

Casa arrumada é assim...
igual a casa da vovó!

1 de janeiro de 2011

DIA MUNDIAL DA PAZ


No dia 1º de Janeiro celebra-se o Dia Mundial da Paz. Não poderia haver data melhor. A cada ano que começa é como se zerássemos tudo e começássemos de novo. Tudo pode ser esquecido e, sobretudo, perdoado, condição essencial para a paz.

Em uma época de tantos conflitos, de tanta desigualdade e sofrimento, o novo ano surge como uma possibilidade de fazermos tudo diferente e melhor. 
Além da paz mundial e da paz em nossa sociedade, precisamos também exercê-la em nossas relações, cultivando a paz de espírito.
Como o dia 1º de janeiro foi escolhido pela ONU como o dia da Confraternização Universal, muitos países também comemoram essa data com esse sentido de confraternização.
Fonte: www2.portoalegre.rs.gov.br

Reflexão:

O dia mais belo? Hoje.
A coisa mais fácil? Olhar para vocês.
O maior obstáculo? O medo.
O maior erro? Abandoná-los.
A raíz de todos os males? O egoismo.
Os melhores professores? O tempo.
A primeira necessidade? Comunicar-se
A maior felicidade? Ver minha família sorrindo.
O maior mistério? A morte.
O pior defeito? O mau humor.
A coisa mais perigosa? A mentira.
O pior sentimento? O rancor.
O presente mais belo? Minha família.
A sensação mais grata? Um sorriso.
O melhor remédio? O otimismo.
A maior satisfação? O dever cumprido.
A força mais potente do mundo? A fé.
As pessoas mais necessárias? Meus pais.
A coisa mais bela de todas?
O amor que sinto pela minha família.
(Autor Desconhecido)