19 de janeiro de 2010

O SACRAMENTO DO BATISMO

O primeiro sacramento pelo qual Deus nos chama a participar da Igreja como seus filhos, unidos à vida de Cristo. Celebrando o Batismo, a pessoa se compromete a ser fiel a Deus Pai, Filho e Espírito Santo, na Igreja.
Deve ser celebrado conforme o rito próprio depois da preparação de pais e padrinhos e catequese bem cuidada para os adultos, conforme a organização da paróquia. Em caso de necessidade, porém, qualquer pessoa pode e deve batizar, despejando água sobre a cabeça de quem está sendo batizado, pronunciando o seu nome enquanto diz: Fulano, “eu te batizo em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo”.
O batizado de cada pessoa é uma festa para a comunidade e a sua celebração deve ser bem preparada: leituras e cantos próprios, círio aceso, água limpa na jarra, bacia, toalhas e velas para cada batizando, óleo para unção, registro no livro da paróquia com os dados da pessoa, dos pais e padrinhos.
A pessoa só se batiza uma única vez.

Leituras bíblicas: Mt 3,13-17 Mt 28,29 Mc16,16 Mc1,4-8

O Batismo é o primeiro e o mais importante dos Sacramentos.
O Batismo, assim como todos os outros Sacramentos, foi deixado por nosso Senhor Jesus Cristo.
Certa vez, Jesus disse aos seus apóstolos: “Ide por todo o mundo, pregai o Evangelho e batizai. Quem crer e for batizado será salvo”.
Pelo Batismo, a semente da Fé e da Salvação é plantada em nosso coração.
O Batismo nos faz filhos de Deus.
Em primeiro lugar, o Batismo nos faz herdeiros do céu. Jesus é o Filho de Deus que se fez homem. Pela sua paixão, morte e ressurreição, ele nos salvou, fazendo de nós filhos de seu Pai eterno. Abriu as portas do céu a todos os homens de boa vontade. Deu-nos o direito de participar da salvação, já neste mundo, e depois eternamente no paraíso. Jesus é nosso irmão mais velho. O Batismo nos dá direito de participarmos da filiação divina e da fraternidade de Jesus. Somos Filhos de Deus pela graça do Batismo que recebemos.
O Batismo nos faz membros da Igreja.
Sendo Filhos de Deus, entramos na família em que Deus é o Pai e nós todos somos irmãos. A família de Deus, como já sabemos, chama-se Igreja. Igreja é o nome da grande família de Deus, espalhada pelo mundo inteiro. O Batismo, pois, nos dá o direito de fazermos parte da Igreja. Nós, que somos batizados, devemos amar e servir a Igreja, esta grande família da qual somos membros.
O Batismo nos dá o Espírito Santo.
No Batismo, pela primeira vez, recebemos o Espírito Santo em nós. Quando Jesus foi batizado por São João Batista no rio Jordão, o Espírito Santo desceu sobre Ele. Assim também o Espírito Santo vem habitar no coração daquele que é batizado. Somos templos em que Deus habita. Todo o bem que fazemos a alguém é a Deus que estamos fazendo, porque o Espírito Santo nele habita. Todo o mal que causamos a alguém é a Deus que estamos causando, porque Jesus disse: “Tudo o que fizestes ao menor dos meus irmãos, foi a mim que tereis feito”. Por isso é que devemos nos respeitar e amar uns aos outros como irmãos, pois Deus habita em nosso coração.
O Batismo nos faz cristãos.
É pelo Batismo que nos tornamos cristãos. Desde o momento do Batismo, a pessoa pode ser chamada de cristão. Para ser verdadeiro cristão não basta apenas receber o Batismo. É necessário ter fé. Uma fé viva e verdadeira, não uma fé fraca e vazia que muitos têm. A fé e dom de Deus. Deus dá a Fé, a quem a pede. Todos os dias devemos rezar: “ Eu creio, Senhor, mas aumentai a minha fé”. Para ser um bom cristão, além de ser batizado e de ter fé, é necessário também praticar a fé, isto é, praticar a religião. De que adianta o cristão ser batizado, dizer que tem fé, se não pratica a sua religião? Nós devemos praticar a religião, como a Igreja nos ensina.
Portanto, para ser um bom cristão, são necessárias três coisas:
- Ser batizado
- Ter fé na Palavra de Deus
- Praticar a Religião.
O Batismo apaga em nós a mancha do pecado original
(Pecado original é a tendência natural que nasce com o homem, para romper com Deus. É uma inclinação natural para praticar o mal, e assim contrariar a finalidade para a qual foi criado).
Todos nós nascemos com o pecado original. Com a vinda do Espírito Santo no Batismo, ficamos limpos da mancha do pecado. A água, que é derramada sobre nossa cabeça, é símbolo da purificação interior à qual somos submetidos pelo Batismo.
Vemos como é importante o Sacramento do Batismo. Por ele morremos para o pecado e renascemos para a vida de Jesus. Por isso diz-se que o Batismo é um renascimento, é um nascer de novo, crescer para o bem e morrer para o pecado.
São Paulo nos ensina que pelo Batismo fomos sepultados em Cristo, para com ele poder renascer. Pelo Batismo nascemos para a vida nova. Aquela vida que Jesus prometeu a Nicodemos. Vida que se inicia neste mundo e continua pela eternidade sem fim.

Os símbolos principais do Batismo são:
A água: Simboliza a vida, a limpeza do pecado.
A vela: Simboliza o Cristo (Luz do mundo). O batizando é chamado a ser luz do mundo.
A veste branca: Significa a pureza, renascimento de uma vida nova em Cristo.





Oração
Senhor, pelo Sacramento do Batismo nos fazeis participantes de vossa Igreja. Fazei-nos fiéis ao Batismo que recebemos e ensinai-nos a viver e dar testemunho da fé, que por ele foi plantada em nossa vida. Assim seja. Amém!



Rito do Batismo
1. Canto de entrada.
2. Acolhida aos pais, padrinhos, familiares e amigos
3. Diálogo inicial:

S - Queridos pais e mães, vocês transmitiram a vida a estas crianças e as receberam como um dom de Deus, um verdadeiro presente. Que nome vocês escolheram para elas?
S - Queridos pais e mães, o que vocês pedem à Igreja de Deus para os seus filhos?
Resposta: o Batismo.
S - Pelo Batismo essas crianças vão fazer parte da Igreja. Vocês querem ajuda-las a crescer na fé, observando os Mandamentos e vivendo na comunidade dos seguidores de Jesus?
Resp. Sim, queremos.
S - Padrinhos e madrinhas, vocês estão dispostos a colaborar com os pais em sua missão?
Resp. Sim, estamos.
S - E todos vocês, queridos irmãos e irmãs aqui reunidos, querem ser uma comunidade de fé e de amor para essas crianças?
Resp. Sim, queremos.
4. SINAL DA CRUZ - as crianças são marcadas com o sinal da Cruz.
5. Rito da Palavra.
- Gl 3, 26-28 - `Vós todos que fostes batizados em Cristo vos revestistes de Cristo...`
- Salmo Responsorial - Sl 22 - O bom Pastor.
- Evangelho - Jo 3,1-6 - `Em verdade Eu vos digo se alguém não nasce da água e do Espírito não podeentrar no Reino de Deus`
6. UNÇÃO PRÉ BATISMAL - O celebrante unge o peito da criança com o óleo, o que simboliza a força de Cristo entrando na vida dos batizados.
7. Rito Sacramental
- Exortação do celebrante
- Oração sobre a água (se a água deve ser abençoada)
- Promessas do Batismo - renúncia a Satanás e Creio.
- Batismo
8. ritos complementares
- Unção pós batismal - Unção com o óleo do Crisma, significa que as crianças pelo Batismo, se tornaram Sacerdotes (consagraram suas vidas a Deus), Profetas (anunciadores do Evangelho) e Reis (herdeiros do Reino dos Céus).
9. Veste batismal - simboliza que a criança no Batismo é revestida de Cristo, nova criatura, livre da escravidão do pecado e do demônio, filho de Deus.
10. Rito da luz - iluminados pela Luz de Cristo, os batizados podem, com a ajuda dos pais e padrinhos, tornar-se luz do mundo. S - Recebam a luz de Cristo!
Resp. Demos graças a Deus!
11. Entrega do sal (opocional) - Vocês são o sal da terra e a luz do mundo.
12. Éfeta (opcional) - O celebrante tocando a boca e os ouvidos da criança diz: ` O Senhor Jesus que fez os surdos ouvirem e os mudos falarem, lhes conceda que possa logo ouvir sua Palavra e professar a fé para louvor e glória de Deus Pai.` Amém.

Ritos finais
- Oração pelas crianças, pais, padrinhos. Benção final
- Despedida.

18 de janeiro de 2010

O SACRAMENTO DA CRISMA

Crisma ou Confirmação: Na nossa vida física na família, vamos crescendo fisicamente nos tornamos adolescentes e adultos. Na Igreja temos o Sacramento da Crisma que é a celebração da presença do Espírito Santo, que nos ajuda a viver como cristãos conscientes e atuantes.
É o sacramento da maturidade cristã. Para o batismo fomos levados ao colo, para a Eucaristia, muitas vezes, somos conduzidos por nossos pais. Mas no Crisma deve ser diferente: o jovem procura a Igreja e, numa decisão própria afirma: “Eu quero ser crismado, estou apto a assumir a responsabilidade cristã”. Daí que a nossa Arquidiocese só admite o fiel para crismar após aos 15 anos. É ministrado naquela pessoa que quer realmente assumir o seu amor por JESUS Cristo e sua obra.
Crisma é o sacramento que, conferindo os dons do Espírito Santo em plenitude, inaugurado no batismo, põe o fiel no caminho da perfeição cristã e assim o faz passar da infância para a idade adulta, pois é o Sacramento da maturidade Cristã.
Podemos então dizer que a Crisma é o Sacramento da Confirmação do Batismo. É o Sacramento da Juventude. É o Sacramento por excelência do Espírito Santo.
Ao sairmos da cerimônia da Crisma, como soldados de Cristo, temos nossos corações dilatados, abertos para muitas novas graças, capazes de amar a DEUS com muito mais forças. É a ação do Divino Espírito Santo que realiza isso em nós.
Devemos estar atentos em deixá-Lo agir em nós, pois Ele vai nos guiar pelos difíceis caminhos da vida, vai nos encher o coração com muitas alegrias espirituais, com o gosto pela oração, com as forças para vencer as tentações. Só assim poderemos estar cada dia mais próximos do Coração de Nosso Senhor, para servi-Lo e amá-Lo para sempre.
Ser crismado é ser confirmado no Batismo. Ser crismado é ser construtor do Reino de DEUS. No Sacramento da Crisma o Espírito Santo desce sobre nós como desceu no Dia de Pentecostes sobre os Apóstolos e Maria Santíssima.
A Igreja nos garante que o Sacramento da Crisma nos concede: “O Espírito Santo”. Olhando para a Bíblia, descobrimos que o Espírito Santo tem duas funções:
1º) O de dar a vida através do Batismo.
2º) E o de levar a vida até sua perfeição (santidade) = Crisma.
A confirmação nos dá, pois, o Espírito Santo para levarmos até a perfeição o que recebemos no Batismo. Chegar à perfeição segundo a vontade do Pai.
Talvez possamos dizer que o Batismo constitui mais o aspecto estático ao passo que a Crisma expressa mais os aspectos dinâmicos, evolutivos da vida cristã. Uma coisa é ser cristão simplesmente, outra é chegar a plenitude de santidade. Evoluir, é tomar novo impulso, crescer constantemente na vida iniciada no Batismo.
Não podemos permanecer semente; é preciso que a semente germine, cresça e dê frutos em abundância. (At 8, 14 - 19 – At 2, 1-47)
A palavra crisma também quer dizer unção, ungido. A unção do óleo e a imposição das mãos têm o significado de envio missionário.
Pelo Sacramento da Crisma nos tornamos verdadeiros soldados de Cristo.

Matéria e Forma
A matéria do Sacramento da Crisma é o Santo Crisma, o óleo da oliveira (azeite), misturado com um bálsamo perfumado e abençoado solenemente pelo Bispo na Quinta-feira Santa. Essa matéria é usada pelo Bispo na cerimônia da Crisma.

Três coisas são necessárias na administração da Crisma:
 A imposição das mãos sobre a cabeça do crismando;
 A unção com o óleo do Crisma na fronte do crismando;
 As palavras que o Bispo diz: Dora,(o nome) recebe por este sinal os Dons do Espírito Santo, ao que o crismando responde: Amém.

Normalmente é o Bispo que ministra o sacramento da Crisma, porém ele pode delegar esse poder a um sacerdote em sua ausência.
Após realizar este gesto, o Bispo dá um leve tapa no rosto da pessoa, para significar que ela é soldado de Cristo, tendo o dever de suportar pacientemente, em nome de JESUS toda sorte de sofrimentos e de injúrias, defender a Fé quando atacada e conhecer a doutrina.

Frutos do Sacramento da Crisma
 Enraíza-nos mais profundamente na filiação divina, que faz dizer “Abba, Pai” Rom8,15;
 Une-nos mais solidamente a Cristo;
 Aumenta em nó os dons do Espírito Santo;
 Torna mais perfeita nossa vinculação com a Igreja;
 Dá-nos uma força especial do Espírito Santo para difundir e defender a fé pela palavra e pela ação, como verdadeiras testemunhas de Cristo, para conversar com valentia o nome de Cristo e para nunca sentir vergonha em ralação à cruz.

A Crisma não é absolutamente necessária para a salvação (uma pessoa não crismada pode ir para o Céu), mas é muito importante receber a Crisma desde cedo: só com a Crisma teremos no Céu a proximidade de DEUS e a intensidade de amor que Ele quer nos dar. Além disso, só com a Crisma teremos todas as forças necessárias para vencer as tentações e caminharmos firmemente no caminho da perfeição. De modo que seria grave negligência dos pais se não preparassem seus filhos para receber este Sacramento da perfeição cristã.
Ministro da Crisma: O bispo ou o Padre (Sacerdote) com autorização do bispo.
Padrinhos e compromissos dos pais e padrinhos: São as mesmas condições exigidas para o batismo.

O que é o Sacramento da Crisma?

Nascidos para a vida da graça pelo Batismo, é pelo Sacramento da Crisma que recebemos a maturidade da vida espiritual. Ou seja, somos fortalecidos pelo Divino Espírito Santo, que nos torna capazes de defender a nossa Fé, de vencer as tentações, de procurarmos a santidade com todas as forças da alma.Pelo Batismo nós nascemos, pela Crisma nós crescemos na vida da graça.
Pelo Batismo nós nascemos, pela Crisma nós crescemos na vida da graça.

Instituição da Crisma
Como sabemos que Jesus Cristo instituiu este Sacramento, se não aparece este fato no Evangelho?
Sabemos que verdadeiramente Jesus Cristo instituiu o Sacramento da Crisma porque os Apóstolos administraram este Sacramento, como aparece nos Atos dos Apóstolos (Atos, 8, 14) e porque a Igreja sempre ensinou esta verdade. Vejam o que já ensinava S. Cripriano, Bispo martirizado no ano 258: “Os batizados serão conduzidos aos Bispos, a fim de, por sua oração e imposição das mãos, receberem o Espírito Santo, e pelo selo do Senhor, serem perfeitos.”

Quais são as graças que recebemos pelo Sacramento da Crisma?
Aumento da graça santificante.
Recebemos de modo novo e especial o Divino Espírito Santo, com seus sete dons sagrados.
Imprime o caráter de Soldados de Cristo.

A crisma, como o Batismo e a Ordem, imprime caráter, ou seja, marca de modo indelével nossa alma, de modo que nunca mais perdemos a marca de crismados. Por essa razão não podemos receber a Crisma mais de uma vez, como também o Batismo e a Ordem.


Quais são os sete dons do Espírito Santo que recebemos de modo especial na Crisma?
São eles:
1 – Temor de Deus
2 – Piedade
3 – Fortaleza
4 – Conselho
5 – Ciência
6 – Inteligência
7 – Sabedoria


Mais tarde, no estudo das Virtudes, vamos estudar cada um deles em particular. Por enquanto basta sabermos seus nomes.

Por que existem padrinhos para a Crisma?
Porque, como no caso do Batismo, é bom termos pais espirituais que nos apresentem à Igreja nesta ocasião tão importante, nos aconselhem nas lutas da vida, e rezem por nós. Por isso os padrinhos da Crisma devem ser bons católicos, terem sido crismados, tendo já idade suficiente para aconselhar seus afilhados.

Para terminar, devemos considerar que a Crisma é o Sacramento que aumenta o Amor de Deus em nosso corações. Aos sairmos da cerimônia da Crisma, como soldados de Cristo, temos nossos corações dilatados, abertos para muitas novas graças, capazes de amar a Deus com muito mais forças. É a ação do Divino Espírito Santo que realiza isso em nós.
Devemos estar atentos em deixá-Lo agir em nós, pois Ele vai nos guiar pelos difíceis caminhos da vida, vai nos encher o coração com muitas alegrias espirituais, com o gosto pela oração, com as forças para vencer as tentações. Só assim poderemos estar cada dia mais próximos do Coração de Nosso Senhor, para servi-Lo e amá-Lo para sempre.

15 de janeiro de 2010

SACRAMENTO DA EUCARISTIA

Eucaristia: Para nosso corpo físico temos o alimento material. O que acontece se não comer? Para alimentar a nossa fé temos a Eucaristia que é a celebração da morte e ressurreição de JESUS que se faz alimento da vida Cristã. Eucaristia é o sacramento em que, sob as espécies de pão e do vinho, JESUS Cristo está verdadeiramente, real e substancialmente presente, com o seu corpo, sangue, alma e a sua divindade para o nosso alimento espiritual. O Sacramento da Eucaristia é o centro da nossa salvação. Começamos a nossa vida Cristã no batismo, fortalecemos na Crisma e, na Eucaristia, encontramos o momento que é o maior de toda a vida Cristã. Eucaristia é o nosso maior Sacramento. É o sacramento dos sacramentos. É o Santíssimo Sacramento.
O modo de presença de Cristo sob as espécies eucarísticas é único. Ele eleva a Eucaristia acima de todos os sacramentos e faz com que da seja "como que o coroamento da vida espiritual e o fim ao qual tendem todos os sacramentos". No santíssimo sacramento da Eucaristia estão "contidos verdadeiramente, realmente e substancialmente o Corpo e o Sangue juntamente com a alma e a divindade de Nosso Senhor JESUS Cristo e, por conseguinte, o Cristo todo" . "Esta presença chama-se 'real' não por exclusão, como se as outras não fossem 'reais', mas por antonomásia, porque é substancial e porque por ela Cristo, DEUS e homem, se toma presente completo." CIC 1374

Tão Sublime Sacramento! JESUS Sacramento do Amor de DEUS!
Frutos do Sacramento da Eucaristia
 A Sagrada Eucaristia nos mantém na graça e nos faz participantes da vida eterna com DEUS.
 Aumenta a Graça Santificante, isto é, a filiação divina – ficamos em contato com o próprio DEUS.
 Aumenta em nós a capacidade de amar.
 Une a Cristo e aos irmãos.
 Purifica das faltas leves, nos preserva dos pecados graves, curando assim as fraquezas da alma.
 É o penhor da vida eterna Jo6,54.

O que é viático? É a Eucaristia dada ao doente em estado grave (a última viagem) como alimento e força para o caminho em preparação à morte. Devemos ter o cuidado de chamar o Sacerdote em tempo hábil, isto é, que o doente esteja em condições de receber a Sagrada Eucaristia consciente. Somente uma vida de fé poderá dar sentido à morte.

OBS.: Temos várias maneiras de expressar ou dizer da Sagrada Eucaristia: Eucaristia, Ceia do Senhor, Fração do Pão, Assembléia Eucarística, Memorial da Paixão e da Ressurreição do Senhor, Santo Sacrifício do Senhor, Santa e Divina liturgia, Comunhão e o mais conhecido é o da Santa Missa.
Na Eucaristia JESUS vem ao meu encontro e eu vou ao encontro de JESUS.
Eucaristia é o Sacramento do Amor de DEUS.

O VALOR DA SANTA MISSA

A missa é a renovação do sacrifício de Cristo na Cruz.
É o mais importante ato que podemos participar.
A missa começa por um ato penitencial, um pedido de perdão pelos nossos pecados.
Louvamos a Deus pelo Glória e professamos nossa fé pelo Credo.
No ofertório apresentamos a Deus nossas ofertas que são o pão e o vinho. Elas, simbolizam, toda nossa vida; nossos trabalhos, nossas canseiras, nossos desejos.
A Consagração é o momento em que o presidente da assembléia repete as palavras de Jesus na última ceia.
Na Comunhão recebemos em nosso coração o Senhor Jesus.
São 4 os fins principais da Missa:
- Dar culto de adoração ao Pai;
- Agradecer os benefícios recebidos;
- Pedir-lhe perdão dos pecados cometidos;
- Implorar seus dons, graças e benefícios.

Na hora da morte, as missas a que tivermos assistido serão nossa maior consolação.

O mérito da Missa é infinito, pois infinitos são os méritos de Jesus. Ela nos perdoa nossos pecados veniais não confessados, dos quais nos arrependemos. Diminui o império de Satanás sobre nós e sufraga as almas do purgatório da melhor maneira possível.
Uma só Missa a que houvermos assistido na vida nos será mais salutar do que muitas a que outros assistirão por nós, depois da morte, diminuindo nosso purgatório.
"As graças que não se alcançam na Missa, dificilmente se obtém fora dela. Muito grande é o poder dos pedidos feitos na Missa". (S.Afonso)

Toda Missa nos alcança um maior grau de glória no céu, e nos atrai muitas graças e bênçãos temporais. Preserva-nos de muitas desgraças e fortifica-nos contra as tentações.
A benção do sacerdote é ratificada nos céus por Nosso Senhor.
"Se conhecêssemos o valor da Santa Missa que zelo não teríamos em participar dela". (S.Crua D'Ars)
"Mais se merece em participar de uma só Missa do que distribuir todas as riquezas aos pobres e peregrinar toda a Terra".(S.Bernardo)
A Missa é a fonte de todos os bens. É a melhor das ORAÇÕES, é a rainha, como a chama S.Francisco de Salles.

A Missa é a maior, a mais completa e a mais poderosa oração da qual dispõe o católico.

Nos dias de hoje, muitos irmãos e irmãs católicos, ainda não sabem o verdadeiro significado e o valor de uma Santa Missa. Alguns vão apenas por um sentido de obrigação ou convenção social, talvez imposta pelos pais na infância. Grande parte deles acabam por abandonar a Igreja por acharem uma coisa repetitiva, desconhecendo o verdadeiro conteúdo de uma Celebração da Eucaristia.
Evangelizar também é ensinar o verdadeiro sentido dos sacramentos da Igreja e portanto, aprenda você também a mostrar o sentido da Santa Missa aos seus parentes, familiares, amigos e vizinhos. Eduque seus filhos na fé! Fale de Deus com todos! Não tenha medo nem vergonha!
Entenda que Deus realmente está presente na missa e fala diretamente conosco. É preciso tornar-se criança no sentido de inocência e humildade para participar bem e aproveitar todas as bençãos que provém dos céus durante a missa. Ao entrar na igreja deixe de lado seus problemas e preocupação com o mundo e se entregue totalmente nas mãos do Nosso Senhor.

Porque ir à Igreja?

O individualismo não tem lugar no Evangelho, pois a Palavra de Deus nos ensina a viver fraternalmente. O próprio céu é visto como uma multidão em festa e não como indivíduos isolados. A Igreja é o povo de Deus. Com ela, Jesus fez a Nova e Eterna Aliança no seu Sangue. A palavra Igreja significa Assembléia. É um povo reunido na fé, no amor e na esperança pelo chamado de Jesus Cristo.
A Missa foi sempre o centro da comunidade e o sinal da unidade, pois é celebrada por aqueles que receberam o mesmo batismo, vivem a mesma fé e se alimentam do mesmo Pão. Todos os fiéis formam um só "corpo". São Paulo disse aos cristãos: "Agora não há mais judeu nem grego, nem escravo, nem livre, nem homem, nem mulher. Pois todos vós sois um só em Cristo Jesus" (Gl 3,28).

Gestos e atitudes
O homem é corpo e alma. Há nele uma unidade vital. Por isso ele age com a alma e com o corpo ao mesmo tempo. O seu olhar, as suas mãos, a sua palavra, o seu silêncio, o seu gesto , tudo é expressão de sua vida. Na Missa fazemos parte de uma Assembléia dos filhos de Deus, que tem como herança o Reino dos Céus. Por isso na Celebração Eucarística, não podemos ficar isolados, mudos, cada um no seu cantinho. A nossa fé, o nosso amor e os nossos sentimentos são manifestados através dos gestos, das palavras, do canto, da posição do corpo e também do silêncio.
Tanto o canto como o gesto, ambos dão força à palavra. A Oração não diz respeito apenas à alma do homem, mas ao homem todo, que é também corpo. O corpo é a expressão viva da alma.

Significado dos gestos e posições

SENTADO: É uma posição cômoda, uma atitude de ficar à vontade para ouvir e meditar, sem pressa.
DE PÉ: É uma posição de quem ouve com atenção e respeito. Indica a prontidão e disposição para obedecer. (Posição de orante)
DE JOELHOS: Posição de adoração a Deus diante do Santíssimo Sacramento e durante a consagração do pão e vinho.
GENUFLEXÃO (ajoelhar-se): É um gesto de adoração a Jesus na Eucaristia. Fazemos quando entramos na igreja e dela saímos, se ali existir o Sacrário.
INCLINAÇÃO: Inclinar-se diante do Santíssimo Sacramento é sinal de adoração.
MÃOS LEVANTADAS: É atitude dos orantes. Significa súplica e entrega a Deus.
MÃOS JUNTAS: Significam recolhimento interior, busca de Deus, fé, súplica, confiança e entrega da vida.
SILÊNCIO: O silêncio ajuda o aprofundamento nos mistérios da fé. Fazer silêncio também é necessário para interiorizar e meditar, sem ele a Missa seria como chuva forte e rápida que não penetra na terra.

Canto Litúrgico

A liturgia inclui dois elementos: o divino e o humano. Ela nos leva ao encontro pessoal com Deus, tendo como Mediador o próprio Cristo, que nascido de Maria, reúne em Si a Divindade e a Humanidade. Portanto, a Missa é mais do que um conjunto de orações: ela é a grande Oração do próprio Jesus, que assume todas as nossas orações individuais e coletivas para nos oferecer ao Pai, juntamente com Ele. O canto na Missa está a serviço do louvor de Deus e de nossa santificação. Não é apenas para embelezar a Missa, para nos ajudar a rezar. E cada canto deve estar em sintonia como momento litúrgico que se celebra. O canto penitencial deve nos ajudar a pedir perdão de coração arrependido; um canto de Ofertório deve nos ajudar a fazer a nossa entrega a Deus; um canto de Comunhão deve nos colocar em maior intimidade com Deus e expressar nossa adoração e ação de graças.

O Sacerdote
O Concílio Vaticano II diz que o padre age "in persona Christ", isto é, em lugar da pessoa de Jesus. O padre é presbítero e profeta. Como sacerdote, administra os sacramentos, preside o culto divino e cuida da santificação da comunidade, como profeta, anuncia o Reino de Deus e denuncia as injustiças e tudo o que é contra o Reino; como presbítero, o padre administra e governa a Igreja.

As Partes da Celebração:

1. Entrada e saudação
2. Ato Penitencial e hino de louvor
3. Liturgia da palavra
4. Profissão de Fé
5. Oração dos fiéis
6. Liturgia Eucarística
7. Rito da comunhão
8. Ritos finais
9. Considerações Gerais sobre a Santa Missa
10. Preparação do altar para celebração da Santa Missa
11. As Vestes Litúrgicas

O SIGNIFICADO E O VALOR DE CADA PARTE:

1. Entrada e Saudação
Na entrada a Comunidade recebe o celebrante, ao mesmo tempo que responde: "Eis me aqui Senhor!", vim para atender o vosso chamado, vim para louvar, agradecer, bendizer, adorar e estou inteiramente a seu dispor.
Na saudação inicial o Sacerdote ou Minístro da Eucarístia, invoca a Santíssima Trindade, onde Jesus já se faz presente na celebração, pois ele mesmo disse: "Onde dois ou mais estiverem reunidos em meu nome, ali estarei Eu no meio deles".
Livres das preocupações mundanas, nesse momento e nesse lugar sagrado que é a igreja, o ser humano se torna iluminado na medida em que se coloca totalmente nas mãos de Deus e se entrega a um momento sagrado de união com os irmãos e com a Santíssima Trindade.

O SINAL DA CRUZ

Vai começar a Celebração. É o nosso encontro com Deus, marcado pelo próprio Cristo. Jesus é o orante máximo que assume a Liturgia oficial da Igreja e consigo a oferece ao Pai. Ele é a cabeça e nós os membros desse corpo. Por isso nos incorporamos a Ele pra que nossa vida tenha sentido e nossa oração seja eficaz.
Durante o canto de entrada, o padre acompanhado dos ministros, dirige-se ao altar. O celebrante faz uma inclinação e depois beija o altar. O beijo tem um endereço:não é propriamente para o mármore ou a madeira do altar, mas para o Cristo, que é o centro de nossa piedade.
O padre dirige-se aos fiéis fazendo o sinal da cruz. Essa expressão "EM NOME DO PAI E DO FILHO E DO ESPÍRITO SANTO", tem um sentido bíblico. Nome em sentido bíblico quer dizer a própria pessoa. Isto é, iniciamos a Missa colocando a nossa vida e toda a nossa ação nas mãos da Santíssima Trindade.

2. Ato Penitencial
Nesse momento, toda a Comunidade, cada membro individualmente e todos nós temos nossas fraquezas, limitações e misérias, e, somos um povo Santo e Pecador.
O Ato Penitencial é um convite para cada um olhar dentro de si mesmo diante do olhar de Deus, reconhecer e confessar os seus pecados, o arrependimento deve ser sincero. É um pedido de perdão que parte do coração com um sentido de mudança de vida e reconciliação com Deus e os irmãos.
Quando em nosso dia-dia temos alguma obrigação a cumprir, seja ela profissional, social e lazer, nos preocupamos com nossa higiene pessoal e também com nossa aparência. Quando estamos para participar em corpo e alma de uma Santa Missa temos que nos preocupar com a limpeza de nosso coração alma e mente, pois mais importante que a aparência física, é ter uma alma limpa e livre de qualquer mal e pecado que possa impedir de nos aproximarmos de Jesus.
Assim fazemos um Ato Penitencial, onde a comunidade e cada um dos fiéis, reconhecendo a condição de pecador, com verdadeiro e profundo arrependimento e, com o firme propósito de não cometê-los mais, suplicamos a misericórdia de Deus e seu eterno amor, que pela intercessão de Jesus Cristo nosso Salvador, somos perdoados.
Após recebermos o perdão de Deus, concedido por sua infinita bondade através da invocação do Sacerdote, proclamamos com o coração aliviado o nosso hino de louvor e glória pela graça recebida.
Atenção: O perdão recebido no Ato Penitencial não significa que estamos isentos do sacramento da Confissão. Depois de fazer um completo exame de consciência, devemos nos confessar com um Sacerdote, principalmente quando cometemos um pecado grave ou mortal. E também não dá a ninguém que não faça a confissão, o direito a participar da Comunhão. Esse perdão é só para aqueles que se confessam sempre e que não estejam em pecado grave e que participam todos os domingos da Santa Eucarístia. Assumem o risco de aqueles que não tomam esses cuidados de cometer um pecado maior.

GLÓRIA A DEUS NAS ALTURAS

O Glória é um hino antiquissimo e venerável, pelo qual a Igreja glorifica a Deus Pai e ao Cordeiro. Não constitui aclamação trinitária. Louvamos ao Pai a ao Filho, expressando através do canto, a nossa alegria de filhos de Deus.

ORAÇÃO
OREMOS é seguido de uma pausa este é o momento que o celebrante nos convida a nos colocarmos em oração. Durante esse tempo de silêncio cada um faça mentalmente o seu pedido a Deus. Em seguida o padre eleva as mãos e profere a oração, oficialmente, em nome de toda a Igreja. Nesse ato de levantar as mãos o celebrante está assumindo e elevando a Deus todas as intenções dos fiéis. Após a oração todos respondem AMÉM, para dizer que aquela oração também é sua.

3. Liturgia da Palavra
Após o AMÉM da Oração, a comunidade senta-se mas deve esperar o celebrante dirigir-se à cadeira. A Liturgia da Palavra tem um conteúdo de maior importância pois é nesta hora que Deus nos fala solenemente. Fala a uma comunidade reunida como "Povo de Deus".

A liturgia da Palavra é composta das seguintes fases:
1. Primeira Leitura: geralmente é tirada do Antigo Testamento, onde se encontra o passado da História da Salvação. O próprio Jesus nos fala que nele se cumpriu o que foi predito pelos Profetas a respeito do Messias.
2. Salmo: após a Primeira Leitura, vem o "SALMO RESPONSORIAL", é uma resposta à mensagem proclamada para ajudar a Assembléia a rezar e a meditar na Palavra acabada de proclamar. Pode ser cantado ou recitado.
3. Segunda Leitura: Epistolas - é sempre tirada das Cartas de Pregação dos Apóstolos (Paulo, Thiago, João etc...) às diversas comunidades e também a nós, cristãos de hoje.
4. Canto de Aclamação: terminada a Segunda Leitura, vem a Monição ao Evangelho, que é um breve comentário convidando e motivando a Assembléia a ouvir o Evangelho. O Canto de Aclamação é uma espécie de aplauso para o Senhor que vai nos falar.
5. O Evangelho de Jesus segundo João, Marcos, Mateus e Lucas conforme o tema do dia, toda a Assembléia está de pé, numa atitude de expectativa para ouvir a Mensagem. A Palavra de Deus solenemente anunciada, não pode estar "dividida" com nada: com nenhum barulho, com nenhuma distração, com nenhuma preocupação. É como se Jesus, em Pessoa, se colocasse diante de nós para nos falar. A Palavra do Senhor é luz para nossa inteligência, paz para nosso Espírito e alegria para nosso coração.
6. Homilia: é a interpretação de uma profecia ou a explicação de um texto bíblico.A Bíblia não é um livro de sabedoria humana, mas de inspiração divina. Jesus tinha encerrado sua missão na terra. Havia ensinado o povo e particularmente os discípulos. Tinha morrido e ressuscitado dos mortos. Missão cumprida! Mas sua obra da Salvação não podia parar, devia continuar até o fim do mundo. Por isso Jesus passou aos Apóstolos o seu poder recebido do pai e lhes deu ordem para que pregassem o Evangelho a todos os povos. O sacerdote é esse "homem de Deus". Na homilia ele "atualiza" o que foi dito há dois mil anos e nos diz o que Deus está querendo nos dizer hoje.

Baseado nas leituras, sempre relacionadas entre sí, o Sacerdote faz a explicação e reflexão do que foi ensinado. Esta é uma hora muito importante da Santa Missa pois é quando aprendemos grandes lições de vida e fazemos o firme propósito de aplicá-las em nossas vidas. É também a hora em que podemos entender o poder da Palavra de Deus que nos liberta e faz de nós seus novos apóstolos.

As leituras são escolhidas pela Santa Igreja conforme o tempo que estamos vivendo, isto é, de acordo com o Calendário Litúrgico: tempo comum, Advento, Natal, Quaresma, Páscoa, Pentecostes e para missas espeçíficas como Batísmo, Primeira Comunhão, Crisma, etc..

4. Profissão de Fé
A comunidade professa sua fé em comunhão com os ensinamentos da Igreja e pela liturgia da palavra, confessando crer em toda doutrina Católica, no perdão dos pecados e na presença viva de Jesus. A fé é a base da religião, o fundamento do amor e da esperança cristã. Crer em Deus é também confiar Nele. Creio em Deus Pai, com essa atitude queremos dizer que cremos na Palavra de Deus que foi proclamada e estamos prontos para pô-la em prática.

5. Oração dos fiéis
A Comunidade unida em um só pensamento e desejo eleva a Deus seus pedidos e anseios, pedidos coletivos e também pessoais. As orações podem ser conforme o tempo litúrgico ou campanhas da igreja, como por exemplo a Campanha da Fraternidade. Depois de ouvirmos a Palavra de Deus e de professarmos nossa fé e confiança em Deus que nos falou, nós colocamos em Suas mãos as nossas preces de maneira oficial e coletiva. Mesmo que o meu pedido não seja pronunciado em voz alta, eu posso colocá-lo na grande oração da comunidade. Assim se torna oração de toda a Igreja.

6. Liturgia Eucarística
Na Missa ou Ceia do Senhor, o Povo de Deus é convidado e reunido, sob a presidência do sacerdote, que representa a pessoa de Cristo para celebrar a memória do Senhor. Iniciam-se com as oferendas. A comunidade oferece seus sacrifícios através do pão e do vinho entregues ao Sacerdote para a transformação.

Procissão das Oferendas
As principais ofertas são o pão e vinho. Essa caminhada, levando para o altar as ofertas, significa que o pão e o vinho estão saindo das mãos do homem e da mulher que trabalham. As demais ofertas representam igualmente a vida do povo, a coleta do dinheiro é o fruto da generosidade e do trabalho dos fiéis. Deus não precisa de esmola porque Ele não é mendigo e sim o Senhor da vida. A nossa oferta é um sinal de gratidão e contribui na conservação e manutenção da casa de Deus.
Na Missa nós oferecemos a Deus o pão e o vinho que, pelo poder do mesmo Deus, mudam-se no Corpo e Sangue do Senhor. Um povo de fé traz apenas pão e vinho, mas no pão e no vinho, oferece a sua vida.
O sacerdote oferece o pão a Deus, depois coloca a hóstia sobre o corporal e prepara o vinho para oferecê-lo do mesmo modo. Ele põe algumas gotas de água no vinho que simboliza a união da natureza humana com a natureza divina. Na sua encarnação, Jesus assumiu a nossa humanidade e reuniu, em si, Deus e o Homem. E assim como a água colocada no cálice torna-se uma só coisa com o vinho, também nós, na Missa, nos unimos a Cristo para formar um só corpo com Ele. O celebrante lava as mãos: essa purificação das mãos significa uma purificação espiritual do ministro de Deus.

Santo
Prefácio é um hino "abertura" que nos introduz no Mistério Eucarístico. Por isso o celebrante convida a Assembléia para elevar os corações a Deus, dizendo "Corações ao alto!" É um hino que proclama a santidade de Deus e dá graças ao Senhor.
O final do Prefácio termina com a aclamação Santo, Santo, Santo... é tirado do livro do profeta Isaías (6,3) e a repetição é um reforço de expressão para significar o máximo de santidade, embora sendo pecadores, de lábios impuros, estamos nos preparando para receber o Corpo do Senhor.

A Consagração do pão e do vinho,
é o momento mais importante da celebração.
Consagração do Pão e Vinho
Pelas mãos e oração do Sacerdote o pão e o vinho se transformam em Corpo e Sangue de Jesus. O celebrante estende as mãos sobre o pão e vinho e pede ao Pai que os santifique enviando sobre eles o Espírito Santo.
Por ordem de Cristo e recordando o que o próprio Jesus fez na Ceia e pronuncia as palavras "TOMAI TODOS E..." O celebrante faz uma genuflexão para adorar Jesus presente sobre o altar.
Em seguida recorda que Jesus tomou o cálice em suas mãos, deu graças novamente, e o deu a seus discípulos dizendo: "TOMAI TODOS E...
"FAZEI ISTO EM MEMÓRIA DE MIM!" aqui cumpre-se a vontade expressa de Jesus, que mandou celebrar a Ceia.

Novamente começa o Sacrifício de Jesus e diante de nós está o Calvário, e agora somos nós que estamos ao pé da Cruz. No silêncio profundo e no recolhimento do nosso coração adoramos o nosso Salvador, que está cruxificado diante de nós. Devemos oferecer a Jesus, nossa vida, dores, misérias e sofrimentos para ser cruxificado junto com Ele, na esperança da Salvação e da vida-eterna. Tudo isso não podemos ver com os olhos do corpo, mas temos que ver com os olhos do coração e da alma.
"Tudo isso é Mistério da fé "
"EIS O MISTÉRIO DA FÉ" - Estamos diante do Mistério de Deus. E o Mistério só é aceito por quem crê.

Orações pela Igreja
A Igreja está espalhada por toda a terra e além dos limites geográficos: está na terra, como Igreja peregrina e militante; está no purgatório, como Igreja padecente; e está no céu como Igreja gloriosa e triunfante. Entre todos os membros dessa Igreja, que está no céu e na terra, existe a intercomunicação da graça ou comunhão dos Santos. Uns oram pelos outros, pois somos todos irmãos, membros da grande Família de Deus.
A primeira oração é pelo Papa e pelo bispo Diocesano, são os pastores do rebanho, sua missão é ensinar, santificar e governar o Povo de deus. Por isso a comunidade precisa orar muito por eles.
Rezar pelos mortos é um ato de caridade, a Igreja é mais para interceder do que para julgar, por isso na Missa rezamos pelos falecidos
Finalmente, pedimos por nós mesmos como "povo santo e pecador".
POR CRISTO, COM CRISTO E EM CRISTO...
Neste ato de louvor o celebrante levanta a Hóstia e o cálice e a assembléia responde amém.

PAI - NOSSO
O Pai Nosso, não é apenas uma simples fórmula de oração, nem um ensinamento teórico de doutrina. Antes de ser ensinado por Jesus, o Pai-Nosso foi vivido plenamente pelo mesmo Cristo. Portanto, deve ser vivido também pelos seus discípulos. Com o Pai Nosso começa a preparação para a Comunhão Eucarística. Essa belíssima oração é a síntese do Evangelho. Para rezarmos bem o Pai Nosso, precisamos entrar no pensamento de Jesus e na vontade do Pai. Portanto, para eu comungar o Corpo do Senhor na Eucaristia, preciso estar em "comunhão" com meus irmãos, que são membros do Corpo Místico de Cristo.
Pai Nosso é recitado de pé, com as mãos erguidas, na posição de orante. Pode também ser cantado, mas sem alterar a sua fórmula. Após o Pai Nosso na Missa não se diz amém pois a oração seguinte é continuação.
A paz é um dom de Deus. É o maior bem que há sobre a terra. Vale mais que todas as receitas, todos os remédios e todo o dinheiro do mundo. A paz foi o que Jesus deu aos seus Apóstolos como presente de sua Ressurreição. Assim como só Deus pode dar a verdadeira paz, também só quem está em comunhão com Deus é que pode comunicar a seus irmãos a paz.

FRAÇÃO DO PÃO
O celebrante parte a hóstia grande e coloca um pedacinho da mesma dentro do cálice, que representa a união do Corpo e do Sangue do Senhor num mesmo Sacrifício e mesma comunhão.

CORDEIRO DE DEUS
Tanto no Antigo como no Novo Testamento, Jesus é apresentado como o "Cordeiro de Deus".Os fiéis sentem-se indignos de receber o Corpo do Senhor e pedem perdão mais uma vez.

7. Rito da Comunhão
Jesus agora está vivo e presente sobre o altar. É presença real no meio de nós e se manifesta em bondade e amor.
A Eucaristia é um tesouro que Jesus, o Rei imortal e eterno, deixou como Mistério da Salvação para todos os que nele crêem. Comungar é receber Jesus Cristo, Reis dos Reis, para alimento de vida eterna.

MODO DE COMUNGAR
Quem comunga recebendo a hóstia na mão, deve elevar a mão esquerda aberta, para o padre colocar a comunhão na palma da mão. O comungante imediatamente, pega a Hóstia com a mão direita e comunga ali mesmo na frente do padre ou ministro. Ou direto na boca. quando a comunhão é nas duas espécies, ou seja, pão e vinho é diretamente na boca.
Quando verdadeiramente preparados, somos convidados a participar do Banquete Celestial. Jesus novamente realiza o milagre da multiplicação, partilhando o seu Corpo e seu Sangue com a comunidade. Agora seu Corpo descido da cruz não irá mais para o sepulcro, mas vai ressucitar dentro de cada um de nós.
É o momento sagrado em que Jesus fala diretamente conosco, nos ilumina e dá forças para viver cada vez melhor para podermos refletir sua imagem onde quer que estejamos.
Terminada a comunhão, convém fazer alguns momentos de silêncio para interiorização da Palavra de Deus e ação de graças.

8. Ritos Finais
É hora da refexão final, tudo que sentimos e vivemos, será completado pela benção final, pelas mãos do Sacerdote, Deus nos abençoa.
É preciso valorizar mais e receber com fé a benção solene dada no final da Missa. E a Missa termina com a benção.
Ao deixarmos o interior da Igreja, a celebração deve continuar em cada momento de seu dia-dia, pois Jesus não ficou no altar, mas está dentro de cada um de nós.
Estamos fortalecidos e prontos para vivenciar a salvação . Olhando o mundo de nova maneira, acolhendo bem a todos os irmãos, praticando a caridade e fraternidade, principalmente com os excluídos deste mundo, aos doentes, presos, marginalizados e com aqueles que não conhecem a Jesus, ensinando-os a conhecê-lo. Só ai a Santa Missa terá o verdadeiro sentido e nos fará caminhar e aproximar-nos cada vez mais da vida eterna junto à Santíssima Trindade.

9. Considerações Gerais sobre a Santa Missa
A Missa é uma oração, a melhor das orações; a rainha, como dizia São Francisco de Sales. Nela reza Jesus Cristo, homem-Deus. Nós temos apenas de associar-nos. “O que pedirdes ao Pai em meu nome Ele vo-lo dará”, disse Jesus (Jo 16,23).
São João Crisóstomo disse: durante a Missa nossas orações apóiam-se sobre a oração de Jesus Cristo. Nossas orações são mais facilmente atendidas, eficazes, porque Jesus Cristo as oferece ao seu eterno Pai em união com a sua.
Os anjos presentes oram por nós e oferecem nossa oração a Deus. É o presente mais agradável que podemos oferecer à Santíssima Trindade. Cada Missa eleva nosso lugar no céu e aumenta nossa felicidade eterna. Cada vez que olhamos cheios de fé para a Santa Hóstia, ganhamos uma recompensa especial no céu.
Entretanto, se não conhecemos o seu valor e significado e repetimos as orações de maneira mecânica, não usufruiremos os imensos benefícios que a missa traz.
Reflitamos um pouco mais sobre a forma de como cada um participa da Missa lendo a seguinte história:
Numa certa cidade, uma bela catedral estava sendo construída. Ela era inteiramente feita de pedras, e centenas de operários moviam-se por todos os lados para levantá-la. Um dia, um visitante ilustre passou para visitar a grande construção. O visitante observou como aqueles trabalhadores passavam, um após o outro, carregando pesadas pedras, e resolveu entrevistar três deles. A pergunta foi a mesma para todos. O que você está fazendo?
- Carregando pedras, disse o primeiro.
- Defendendo meu pão, respondeu o segundo.
Mas o terceiro respondeu:
- Estou construindo uma catedral, onde muitos louvarão a Deus, e onde meus filhos aprenderão o caminho do céu.
Essa história relata que apesar de todos estarem realizando a mesma tarefa, a maneira de cada um realizar é diferente. Assim igualmente acontece com a Missa. Ela é a mesma para todos, contudo a maneira de participar é diferente, dependendo da fé e do interesse de cada um:

• Existem os que vão para cumprir um preceito;
• Há os que vão à Missa para fazer seus pedidos e orações;
• E há aqueles que vão à Missa para louvar a Deus em comunhão com seus irmãos.

Resumindo para compreender melhor cada parte da Missa:
• Na entrada, ato Penitencial, Glória, Oração, nós falamos com Deus.
• Na Liturgia da Palavra que compreende as 2 leituras, o Evangelho, a Homilia (Sermão), Deus fala conosco.
• A Liturgia Eucarística: Ofertório, Oração Eucarística e a Comunhão é o Coração, o Centro da Missa.

o No ofertório nós apresentamos nossas oferendas, o nosso amor, o nosso ser representados pelo pão e vinho.
o Na oração Eucarística, Jesus consagra nossas oferendas e nos leva consigo até Deus.
o Na comunhão, Deus nos devolve esse Dom. Ao nos unirmos à Cristo unimo-nos também a todos que estão “em Cristo”, aos outros membros da Igreja.
o Devemos medir a eficácia das nossas comunhões pela melhora no nosso modo de ser e agir. (Leituras recomendadas: Mt 26,26-28; Mc 14,22-24; Lc 22,19-20; I Cor 11,23-29)
• No Rito final Deus nos abençoa e Jesus vai conosco para termos uma vida santa, iluminada pelo Espírito Santo.

10. Preparação do altar para celebração da Santa missa

1. Altar: representa a mesa que Jesus e os Apóstolos usaram para celebrar a Ceia na Quinta-Feira Santa. O altar representa a mesa da Ceia do Senhor. Lembra também a cruz de Jesus, que foi como um "altar" onde o Senhor ofereceu o Sacrifício de sua própria vida. O altar deve ter o sentido de uma mesa de refeição para celebrar a Ceia do Senhor.
2. Toalha: lembra a dignidade e o respeito que devem ao altar. Geralmente branca, comprida. Deve ser limpa, condizente com a grandeza da Ceia do Senhor
3. Sacrário: é onde ficam guardadas as âmbulas com Hóstias Consagradas.
4. Ostensório: é onde se coloca a Hóstia Consagrada para Adoração dos fiéis.
5. Lâmpada do Santíssimo Acesa: indica Jesus presente no sacrário vivo e real, como está no céu.
6. Círio Pascal: é uma vela grande, benzida na cerimônia da Vigília Pascal (Sábado Santo). Indica “Cristo Ressuscitado”, “Luz do Mundo”.
7. Carrilhão (sino): é acionado para maior atenção no momento mais solene da Missa, a Consagração.
8. Cálice: Nele se deposita o vinho que vai ser transformado em sangue de Jesus. È feito de metal prateado ou dourado.
9. Patena: é como um pratinho que vai sobre o cálice. Na patena é colocada a Hóstia Grande, do Celebrante.
10. Sanguíneo: é uma toalhinha comprida, serve para enxugar o cálice onde estava o Sangue de Jesus.
11. Pala: é uma peça quadrada, que serve para cobrir o cálice com o vinho.
12. Hóstias: as hóstias grandes e pequenas são feitas de trigo puro, sem fermento. A grande o padre consagra para si, é a maior para que todos possam ver.
13. Âmbula: é igual ao cálice, mas fechada com uma tampa justa. Nela colocam-se as hóstias dos fiéis que depois serão guardadas no sacrário.
14. Galhetas: são duas jarrinhas que contém água e vinho. O vinho é para a consagração. A água serve para misturar no vinho antes da consagração, para simbolizar a união da humanidade com a Divindade em Jesus, lavar os dedos do celebrante e purificar o cálice e as âmbulas depois da comunhão.
15. Manustérgio: é para enxugar os dedos do celebrante no Ofertório.
16. Corporal: é uma toalha branca quadrada, que vai no centro no altar. Chama-se corporal porque sobre ela coloca-se a Hóstia consagrada que é o corpo do Senhor.
17. Missal: é o livro que o padre usa para ler as orações da Missa.
18. Crucifixo: colocado no centro do altar, para lembrar o sacrifício de Jesus.
19. Velas acesas: lembra Cristo luz do mundo. A Missa só tem sentido para quem tem fé.
20. Flores: as flores simbolizam beleza, amor e alegria.

11. As Vestes Litúrgicas
TÚNICA: É um manto geralmente branco, longo, que cobre todo do corpo. Lembra a túnica de Jesus.
ESTOLA: É uma faixa vertical, separada da túnica, a qual desce do pescoço, com duas pontas na frente. Sua cor varia de acordo com a Liturgia do dia. Existem quatro cores na Liturgia: verde, branco, roxo e vermelho. Representa o poder sacerdotal.
CASULA: Vai sobre todas as vestes. É uma veste solene, que deve ser usada nas Missas dominicais e dias festivos. a cor também varia conforme a Liturgia do dia.
A MITO: É um pano branco que envolve o pescoço do celebrante.
CÍNGULO: É um cordão que prende a túnica à altura da cintura.

12. Glossário Geral dos Objetos Litúrgicos
Eis a seguir uma relação de todos os objetos litúrgicos, é bom para que se conheça e entenda sua utilização no culto da missa. Alguns destes objetos talvez você nunca tenha visto e na verdade nem todos são sempre usados. Outros realmente já caíram em desuso. O importante é perceber o zelo litúrgico que está por trás da confecção destes objetos. Hoje estão aparecendo novos objetos litúrgicos: microfone, violão, toca-discos, etc. É importante que estes instrumentos sejam dignos de culto. Para Deus sempre o melhor!
Antigamente (e há ainda em alguns lugares) colocava-se um crucifixo pequeno em cima do altar, no meio de duas velas, ou do lado direito ou uma em cada lado. Agora procura-se deixar somente a toalha no altar; há no lado esquerdo do altar um local para se colocar a CRUZ PROCESSIONAL e até os candelabros podem ficar fora do altar no outro lado.
Alfaias: Designam todos os objetos utilizados no culto, como por exemplo, os paramentos litúrgicos.
Altar: Mesa onde é realizada a Ceia Eucarística. Na liturgia, esta mesa representa o próprio Jesus Cristo.
Ambão: Estante na qual é proclamada a Palavra de Deus.
Alva: Veste litúrgica comum dos ministros ordenados.
Âmbula: Uma espécie de cálice maior, onde são guardadas as hóstias consagradas. Possui tampa.
Andor: Suporte de madeira, enfeitado com flores. Utilizado para levar a imagem dos santos nas procissões.
Asperges: Utilizado para aspergir o povo com água-benta. Também conhecido pelos nomes de aspergil ou aspersório.
Bacia: Usada com o jarro para as purificações litúrgicas.
Báculo: Bastão utilizado pelos bispos. Significa que ele está no lugar do Cristo Pastor.
Batina: Durante muito tempo foi a roupa, oficial dos sacerdotes.
Batistério: O mesmo que pia batismal. E onde acontecem os batizados.
Bursa: Bolsa quadrangular para colocar o corporal.
Caldeirinha: Vasilha de água-benta.
Cálice: Uma espécie de taça, utilizada para depositar o vinho que será consagrado.
Campainha: Sininhos tocados pelo acólito no momento da Consagração.
Capa: Usada pelo sacerdote sobre os ombros durante as procissões, no casamento, no batismo e bênção do Santíssimo. Também conhecida como CAPA PLUVIAL ou CAPA DE ASPERGES, ou ainda CAPA MAGNA.
Capinha: Utilizada pelas senhoras que exercem o ministério extraordinário da comunhão.
Castiçais: Suportes para as velas.
Casula: E a veste própria do sacerdote durante as ações sagradas. E usada sobre a alva e a estola. No Brasil, a CNBB aprovou em 1971 o uso de uma túnica ampla no lugar da casula.
Cadeira do celebrante: Cadeira no centro do presbitério que manifesta a função de presidir o culto.
Cibório: O mesmo que âmbula, conhecido por píxide.
Cíngulo: Cordão utilizado na cintura.
Círio Pascal: Uma vela grande onde se pode ler ALFA e ÔMEGA (Crista: começo e fim) e o ano em curso. Tem grãos de incenso que representam as cinco chagas de Crista. Usado na Vigília Pascal, durante o Tempo Pascal, e durante o ano nos batizados. Simboliza o Cristo, luz do mundo.
Colherinha: Usada para colocar gota de água no vinho e para colocar incenso no turíbulo.
Conopeu: Cortina colocada na frente do sacrário.
Corporal: Pano quadrangular de linho com uma cruz no centro. Sobre ele é consagrado o pão e o vinho.
Credência: Mesinha ao lado do altar, utilizada para colocar objetos do culto.
Cruz processional: Cruz com um cabo maior utilizada nas procissões. Cruz peitoral: Crucifixo dos bispos.,
Custódia: O mesmo que OSTENSORIO.
Estola: É uma tira de pano colocada no ombro esquerdo, como faixa transversal, pelo diácono, e pendente sobre os ombros pelo presbítero e bispo. E distintivo dos ministros ordenados. As Estolas são de quatro cores: branca, verde, vermelha, e roxa, de acordo com a liturgia.
Galhetas: Recipientes onde ficam a água e o vinho durante a Celebração Eucarística. Podem ser levadas ao altar durante a procissão das ofertas.
Genuflexório: Faz parte dos bancos da Igreja. Sua única finalidade é ajudar o povo na hora de ajoelhar-se.
Hóstia: Pão Eucarístico. A palavra significa “vítima que será sacrificada”.
Hóstia grande: E utilizada pelo celebrante. É maior apenas por uma questão de prática. Para que todos possam vê-la na hora da elevação, após a consagração.
Incenso: Resina de aroma suave, O incenso produz uma fumaça que sobe aos céus, simbolizando nossa oração.
Jarro: Usado, durante a purificação.
Lamparina: E a lâmpada do Santíssimo.
Lecionários: Livros que contêm as leituras da missa.
Livros litúrgicos: Todos os livros que auxiliam na liturgia: lecionários, missal, rituais, pontifical, gradual, antifonal.
Luneta: Objeto em forma de meia-lua utilizado para fixar a hóstia grande dentro do ostensório.
Manustérgio: Toalhinha utilizada para purificar as mãos antes, durante e depois da ação litúrgica.
Matraca: Instrumento de madeira que produz um barulho surdo. Substitui os sinos durante a semana santa.
Mitra: Uma espécie de chapéu alto e pontudo usado pelos bispos. É símbolo do poder espiritual.
Naveta: Recipiente onde é depositado o incenso a ser usado na liturgia. Tem a forma de um pequeno navio.
Opa: Roupa que distingue os ministros extraordinários da Comunhão.
Ostensório: Utilizado para expor o Santíssimo, ou para levá-lo em procissão. Também conhecido como custódia.
Pala: Cobertura quadrangular do cálice.
Patena: Um tipo de pratinho sobre o qual são colocadas as hóstias para a celebração.
Píxide: O mesmo que âmbula.
Planeta: O mesmo que CASULA.
Pratinho: Recipiente que sustenta as galhetas.
Relicário: Onde são guardadas as relíquias dos santos.
Sacrário: Caixa onde é guardada a Eucaristia após a celebração. Também é conhecida como TABERNÁCULO.
Sanguinho: Pequeno pano utilizado para o celebrante enxugar a boca, os dedos e o interior do cálice, após a consagração.
Solidéu: Um pequeno barrete em forma de calota, usada pelos bispos sobre a cabeça.
Teca: Pequeno recipiente onde se leva a comunhão para os doentes.
Túnica ampla: Veste aprovada pela CNBB para o Brasil. Substitui o conjunto da alva e casula. Deve ser realmente ampla.
Turíbulo: Vaso de metal utilizado para queimar incenso.
Véu do cálice: Pano utilizado para cobrir o cálice.
Véu dos ombros: Usado pelo sacerdote ou diácono na bênção do Santíssimo e nas procissões para levar o ostensório. Também é conhecido como VEU UMERAL.
Véu: E aquele paninho usado para cobrir as âmbulas com as hóstias consagradas.

A missa explicada por padre Pio

"Padre Pio era o modelo de cada padre... Não se podia assistir "à sua Missa", sem que nos tornássemos, quase sem perceber, "participantes" desse drama que se vivia a cada manhã sobre o altar. Crucificado com o Crucificado, o Padre revivia a paixão de Jesus com grande dor, da qual fui testemunha privilegiada, pois lhe ajudava, na missa .
Ele nos ensinava que nossa Salvação só se poderia obter se, em primeiro lugar, a cruz fosse plantada na nossa vida. Dizia: "Creio que a Santíssima Eucaristia é o grande meio para aspirar à Santa Perfeição, mas é preciso recebê-La com o desejo e o engajamento de arrancar, do próprio coração, tudo o que desagrada Àquele que queremos ter em nós".(27 de julho 1917). Pouco depois da minha ordenação sacerdotal, explicou-me ele que, durante a celebração da Eucaristia, era preciso era preciso colocar em paralelo a cronologia da Missa e a da Paixão. Trata-se, antes de tudo, de compreender e de realizar que o Padre no altar É Jesus Cristo. Desde então, Jesus, em seu Padre, revive indefinidamente a mesma Paixão.
Do sinal da cruz inicial até o Ofertório, é preciso ir encontrar Jesus no Getsemani, é preciso seguir Jesus na Sua agonia, sofrendo diante deste "mar de lama" do pecado. È preciso unir-se a Jesus em sua dor de ver que a Palavra do Pai, que Ele veio nos trazer, não é recebida pelos homens, nem bem, nem mal. E, a partir desta visão, é preciso escutar as leituras da Missa como sendo dirigidas a nós, pessoalmente .
O Ofertório: É a prisão, chegou a hora...
O Prefácio: É o canto de louvor e de agradecimento que Jesus dirige ao Pai, e que Lhe permitiu, enfim, chegar a esta "Hora".
Desde o início da oração Eucarística até a Consagração : Nós nos unimos (rapidamente!...) a Jesus em Seu aprisionamento, em Sua atroz flagelação, na Sua coroação de espinhos e Seu caminhar com a cruz nas costas, pelas ruelas de Jerusalém e, no "Memento", olhando todos os presentes e aqueles pelos quais rezamos especialmente.
A Consagração nos dá o Corpo entregue agora, o Sangue derramado agora. Misticamente, é a própria crucifixão do Senhor. E é por isso que Padre Pio sofria atrozmente neste momento da Missa.
Nós nos uníamos em seguida a Jesus na cruz, oferecendo ao Pai, desde esse instante, o Sacrifício Redentor. Este é o sentido da oração litúrgica que segue imediatamente à consagração.
"Por Cristo com Cristo e em Cristo" corresponde ao grito de Jesus: "Pai, nas Tuas Mãos entrego o Meu Espírito!" Desde então, o sacrifício é consumado pelo Cristo e aceito pelo Pai. Daqui por diante, os homens não mais estão separados de Deus e se encontram de novo unidos. É a razão pela qual, nesse instante, recita-se a oração de todos os filhos: "Pai Nosso...".
A fração da hóstia indica a Morte de Jesus...
A Intinção, instante em que o Padre, tendo partido a hóstia (símbolo da morte...), deixa cair uma parcela do Corpo de Cristo no cálice do Precioso Sangue, marca o momento da Ressurreição, pois o Corpo e o Sangue estão de novo reunidos e é ao Cristo Vivo que vamos comungar. A Benção do Padre marca os fiéis com a cruz, ao mesmo tempo como um extraordinário distintivo e como um escudo protetor contra os assaltos do Maligno...
Depois de ter escutado uma tal explicação dos lábios do próprio Padre e sabendo bem que ele vivia dolorosamente tudo aquilo, compreende-se que me tenha pedido segui-lo neste caminho... o que eu fazia cada dia... E com que alegria!
Pe Jean Derobert.

Palavras do padre Pio
Jesus me consolou. Em 18 de abril de 1912, depois de uma luta terrível contra o inferno, a consolação do Senhor me veio depois da Missa: "Ao final da missa, conversei com Jesus para a ação de graças. Oh quanto foi suave o colóquio mantido com o paraíso nessa manhã!... O coração de Jesus e o meu se fundiram. Não eram mais dois que batiam, mas um só. Meu coração tinha desaparecido como uma gota de água se dissolve no mar... - Padre Pio chorava de alegria.- Quando o paraíso invade um coração, esse coração aflito, exilado, fraco e mortal não pode suporta-lo sem chorar...". Ao Pe Agostinho, 18/04/1912, em "Padre Pio, Transparent de Dieu", J.Derobert.

Confidências a seus filhos espirituais
"Minha missa é uma mistura sagrada com a Paixão de Jesus. Minha responsabilidade é única no mundo", disse ele chorando.
"Na Paixão de Jesus, encontrarão também a minha".
"Não desejo o sofrimento por ele mesmo, não; mas pelos frutos que me dá. Ele dá glória a Deus e salva meus irmãos, que mais posso desejar?". "A que momento do Divino Sacrifício mais sofreis?". - Da consagração à comunhão." "Durante o ofertório?. - É neste momento que a alma é separada das coisas profanas." "A consagração?". - É verdadeiramente aí que advém uma nova admirável destruição e criação." "A Comunhão? Na comunhão, sofreis a morte? - Misticamente, sim. - Por veemência de amor ou de dor? - Por uma e outra: mas mais por amor." "Sofreis toda e sempre a Paixão de Jesus?". - Sim, por Sua bondade e Sua condescendência, tanto quanto é possível a uma criatura humana. - E como podeis trabalhar com tanta dor? - Encontro o meu repouso sobre a cruz." "Como nós devemos ouvir a Santa Missa?". - Como a assistiam a Santa Virgem Maria e as Santas mulheres. Como São João assistiu ao Sacrifício Eucarístico e ao Sacrificio sangrento da cruz "". Pe. Tarcísio, Congresso de Udine, 1972.

14 de janeiro de 2010

O SACRAMENTO DA UNÇÃO DOS ENFERMOS

Pelos sacramentos da iniciação cristã, o homem recebe a vida nova em Cristo. Ora, esta vida nós trazemos " em vasos de argila" (2Cor 4,7). Agora, ela se encontra "escondida com Cristo em Deus", estamos ainda em "nossa morada terrestre" (2Cor 5,1) sujeitos ao sofrimento, à doença e à morte. Esta nova vida de filhos de Deus pode se tornar debilitada e até perdida pelo pecado.

O Senhor Jesus Cristo, médico de nossa alma e de nosso corpo, que remiu os pecados do paralítico e restituiu-lhe a saúde do corpo, quis que sua igreja continuasse, na força do Espírito Santo, sua obra de cura e de salvação, também junto de seus próprios membros. É esta a finalidade dos dois sacramentos de cura: o da Penitência e da Unção dos Enfermos.

O Sacramento da Reconciliação cristã que mediante a oração e a unção com óleo santo feita pelo sacerdote, concede ao doente a graça e o alívio espiritual e muitas vezes o conforto corporal, isto é, concede a saúde da alma e do corpo.

O óleo utilizado neste sacramento é um dos óleos que o Bispo abençoa na Quinta-feira Santa. O sacerdote unge a fronte e as mãos do enfermo. o corpo do homem ungido pelo Batismo é santo e por meio deste fazemos o bem. O Sacramento da Unção dos Enfermos faz com que estes tenham forças para testemunhar Jesus Cristo em meio ao sofrimento que passam unindo-se a obra redentora do Filho de Deus.

Quem pode receber a Unção dos Enfermos?
Todos os que estão gravemente doentes.
As pessoas que tem mais de 60 anos.

Condições para receber a Unção dos Enfermos:
Estar em estado de graça, isto é, sem pecado;
Receber a Unção com fé, esperança, caridade e resignação à vontade de Deus.

Os sinais sensíveis da Unção dos Enfermos, oração-unção produção de graça, instituição divina, são ministrados pelo sacerdote, de preferência pelo pároco. A matéria usada para a unção é o óleo de oliveira ou planta que é abençoado na Quinta-feira Santa. No ato da unção o sacerdote profere as seguintes palavras: "Por esta santa unção o Senhor venha em teu auxílio com a graça do Espírito Santo. Deus em sua infinita bondade quis".
O Projeto de Deus para o homem e para a mulher é uma proposta de vida plena, realizada e feliz na comunhão com ele e com os irmãos. No entanto, constantemente esse projeto se encontra ameaçado, ora pela violência, ora pelo egoísmo, ora pela doença.
A doença não é da vontade de Deus, tampouco se trata de um castigo enviado por ele em conseqüência dos nossos pecados. Ela deve ser compreendida como conseqüência da limitação, da fragilidade humana. A enfermidade pode levar a pessoa a angustia, a fechar-se sobre si mesma, e às vezes até ao desespero e à revolta contra Deus. Mas também pode tornar a pessoa mais madura, ajudá-la a discernir em sua vida o que não é essencial, para voltar-se àquilo que é essencial. Não raro, a doença provoca uma busca de Deus, um retorno a ele.
É neste contexto que o sacramento da Unção dos Enfermos tem o seu lugar. Ele deve contribuir para que o enfermo compreenda que o amor de Deus é infinito. E se não for possível vencer a doença, que todo cristão, a partir da fé, seja capaz de vencer a morte, a exemplo de Cristo. Deus prometeu a continuidade da vida a seu lado, junto com os santos e santas, para todos aqueles que acreditarem. Ele ama a todos com amor sem igual, mesmo antes do nascimento; portanto não abandona ninguém. Ele é o bom Pastor; por águas tranqüilas conduz os seus filhos bem amados ( Sl 22).

"A Sagrada Unção dos Enfermos, como a Igreja Católica professa e ensina, é um dos sete sacramentos do Novo Testamento, instituído por nosso Senhor Jesus Cristo, sugerido em São Marcos (Mc 6,13), promulgado e recomendado aos fiéis por São Tiago, apóstolo e irmão do Senhor. Algum de vós está enfermo? Pergunta ele. Chame os presbíteros da Igreja, para que orem sobre ele, ungindo-o com óleo em nome do Senhor. A oração da fé salvará o doente, o Senhor o aliviará; e se tiver pecado, receberá o perdão" (Tg 5,14-15 e Ritual p. 9).
• Mc 6,13: "Expulsavam muitos demônios e ungiam com azeite a muitos enfermos e os curavam".
• Tg 5,14: "Existe algum enfermo entre nós? Façamos a unção do mesmo em nome do Senhor...”

O SACRAMENTO DA PENITÊNCIA OU CONFISSÃO

Chama-se sacramento da Conversão, pois realiza-se sacramentalmente o convite de Jesus para o caminho de volta ao Pai, do qual a pessoa se afastou pelo pecado. Chama-se sacramento da Penitência porque consagra um esforço pessoal e eclesial de arrependimento e de satisfação do cristão pecador.
Chama-se sacramento da Confissão porque à declaração dos pecados diante do sacerdote Deus concede o perdão e a paz.
É também chamado de sacramento da Reconciliação porque dá ao pecador o amor de Deus que reconcilia: "Reconciliai-vos com Deus" (2Cor 5,20).
Quem vive do amor misericordioso de Deus, está pronto a responder ao apelo do Senhor: "Vai primeiro reconciliar-te com teu irmão" (Mt 5,24).
É no sacramento do perdão que Deus reconhece nossas falhas, nossa limitação, mas reconhece também nossa boa vontade. Jesus disse: "Eu detesto o pecado mas amo o pecador".
O próprio Cristo no dia da Ressurreição (Domingo de Páscoa) conferiu aos apóstolos o poder de perdoar os pecados: "Recebei o Espírito Santo, aqueles a quem perdoardes os pecados ser-lhes-ão perdoados; e aqueles aos quais não perdoardes ser-lhes-ão retidos" (Jo 20, 21-23).
Devemos contar todos os nossos pecados ao padre para receber o perdão, pois com isso nos restitui a vida na graça e nos dá novo vigor para não mais pecar.

LER Jo 20, 21-23
Jesus transmitiu aos apóstolos o poder e a missão de continuar perdoando e devolvendo a paz e a reconciliação às pessoas e à comunidade. Os padres, sucessores dos apóstolos, têm a missão e o poder de perdoar os pecados. E, quando confessamos, podemos ficar em paz, com a certeza de que Deus nos deu o seu perdão.

LER Mt 13,24-30. O que é para você o Trigo? E o Joio?
Vencer o mal com o bem é um desafio para todos nós. Vamos ler Rm12,9-21 e descobrir o que São Paulo nos diz.

VAMOS LER Lc 15,11-24 - Jesus veio revelar o grande amor que o Pai tem por nós. Jesus nos deu a certeza de que Deus é o Pai que nos ama e nos perdoa sempre, mesmo quando nos afastamos Dele.

O pecado é o rompimento de nossa amizade com Deus. Mas, Deus está sempre a nossa espera, para nos receber de braços abertos, com muito carinho, quando voltamos arrependidos e desejosos de corrigir o nosso erro, como vimos na história.

Veja o que Jesus disse aos fariseus e a alguns pecadores:
“Quem diz que ama a Deus, ame também seu irmão.” “Quem quiser ser perdoado, perdoe.” “Não julgue e não será julgado.” “Quem não tiver pecado, atire a primeira pedra.”“Vá em paz e não peque mais.”

A conversão é resultado de uma escolha pessoal. Vamos ler Lc 19,1-10
O que Zaqueu fez para corrigir seus erros?

A Igreja celebra o perdão no Sacramento da Reconciliação (da Penitência ou da Confissão).
O perdão é a cura de um mal que impede a pessoa de ser feliz. Pelo Sacramento da Reconciliação voltamos a participar da comunidade, da família de Deus, da Igreja.

Há 2 tipos de confissão:
- Confissão individual: o pecador fica a sós com o padre e confessa seus pecados
- Confissão comunitária: várias pessoas juntas fazem um exame de consciência conduzido pelo padre, na igreja. Se o pecador sentir necessidade, faz em seguida a confissão individual.

Precisamos nos preparar para receber o Sacramento da Reconciliação, refletindo e rezando:
- 1º momento: EXAME DE CONSCIÊNCIA
Diante de Deus: Tenho qualidades ou dons.
De que maneira eu uso cada uma dessas qualidades para crescer como filho de Deus?
Diante de mim mesmo: Que filho estou sendo para Deus?
Como eu demonstro meu amor por Deus? Eu converso com Ele? Onde? Quando?
Diante dos irmãos: Que necessidades eu tenho percebido: de meus irmãos? Da comunidade?
O que tenho feito para ajudar?
- 2º momento: ARREPENDIMENTO: É o pedido de perdão a Deus, pensando no mal que causou a si próprio e aos outros. Este é o momento de rezar pedindo perdão.
- 3º momento: PROPÓSITO: É a promessa, diante de Deus, de que vai mudar de vida, se afastando daquilo que te leva a pecar.
- 4º momento: CONFISSÃO: É o encontro com o padre, confessando as falhas que cometeu, rezando o ato de contrição e recebendo, do padre, a absolvição ou perdão, e a penitência que poderá ser oração ou boa ação.
- 5º momento: SATISFAÇÃO: Neste momento, rezamos as orações recomendadas pelo padre, agradecendo o perdão e pedindo a Deus para permanecer na sua amizade.

O SACRAMENTO DA PENITÊNCIA OU CONFISSÃO

É o sacramento do perdão e da misericórdia de Cristo. É também conhecido como o “sacramento da volta”, retratado na parábola do filho pródigo, onde o filho reconhece o erro e retorna humildemente à casa paterna, e o Pai misericordioso o acolhe com tanto amor.
A confissão é o sacramento pelo qual o sacerdote, como ministro de Deus, perdoa os pecados, se o penitente deles se arrepender de coração, os confessar sinceramente com o propósito de mudar de vida.


PARA SE FAZER UMA BOA CONFISSÃO É NECESSÁRIO:

1º- Exame de consciência.
2º- Arrependimento sincero dos pecados cometidos.
3º- Propósito de não mais pecar.
4º- Confessar e acusar os pecados cometidos.
5º- Cumprir a penitência dada pelo sacerdote.

COMO SE CONFESSA?
1º- Ao aproximar-se do padre para confessar o cumprimentamos e fazemos o sinal da cruz.
2º- O padre nos acolhe e faz uma oração.
3º- E nós dizemos: Padre, eu pequei, me arrependi e peço perdão. Os meus pecados são:...
4º- O padre nos aconselha dizendo o que devemos fazer para mudar de vida, e nos pede para cumprir uma penitência que pode ser uma oração ou uma boa ação.
5º- O padre nos pede para rezar o ato de contrição.
6º- O padre faz uma oração impondo as mãos sobre nossa cabeça e diz: Eu te absolvo dos teus pecados em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.
7º- E nós respondemos: Amém. Muito obrigado.

DICAS PARA SE FAZER EXAME DE CONSCIÊNCIA.
• Coloco Deus em primeiro lugar em minha vida?
• Sei agradecer por tudo de bom que me acontece na vida ou me lembro de Deus somente nas horas difíceis?
• Culpo Deus por tudo de ruim que me acontece ou reconheço minhas fraquezas?
• Tenho preguiça ou vergonha de ir à missa e participar das coisas da igreja?
• Sou paciente e compreensivo com as pessoas que convivem comigo ou brigo por qualquer coisa?
• Sou motivo de alegria ou de desgosto para os meus pais?
• Sei respeitar o meu corpo e de meus semelhantes como templo e morada de Deus?
• Tenho vícios que prejudicam a mim e àqueles que convivem comigo?
• Levanto falso testemunho sem me importar se estou ou não prejudicando moralmente as pessoas?
• Tenho inveja da felicidade alheia?
• Já pratiquei aborto, estupro, pedofilia, roubo, adultério, tentativa de suicídio ou homicídio, prostituição, ou qualquer outro tipo de violência contra a vida humana?
• Sei perdoar as ofensas de meus irmãos e pedir perdão quando ofendo alguém, ou sou uma pessoa rancorosa e sem humildade?
• Estou realmente disposto a mudar de vida após receber este sacramento?
• Tenho consciência da minha responsabilidade diante do sacramento da confissão ou ainda não estou preparado para recebê-lo?

13 de janeiro de 2010

O SACRAMENTO DA ORDEM


É um sacramento social que Cristo instituiu na Última Ceia. É um sacramento no qual Ele concede ao candidato ao sacerdócio o poder sacerdotal e lhe dá as graças para exercê-lo santamente.

O que é um Sacerdote?
É um homem como nós, sujeito a fraquezas, porém separado dos demais para o exercício da doação de Deus aos homens. O Sacerdote é o dispensador do amor de Deus aos homens.
É chamado de Pontífice = ponte - artifice: construtor de pontes; pontes que ligam o Céu à Terra; os homens à Deus; o eterno ao temporal; o pecado à misericórdia.
O sacerdote administra os sacramentos, sinais do amor de Deus aos homens.
O ministro do sacramento da Ordem é o Bispo. Em caso de impossibilidade, o Bispo delega esse poder a outro sacerdote.
Jesus Cristo deu aos apóstolos a plenitude do poder sacerdotal e estes transmitiram essa plenitude a outros, pela imposição das mãos.
Desde o tempo dos apóstolos, têm-se sagrado bispos e ordenado sacerdotes pela imposição das mãos e oração.

Pela ordenação Sacerdotal, Jesus Cristo confere o poder de:
1º Celebrar a Santíssima Eucaristia;
2º Administrar os sacramentos: Batismo, Reconciliação, Eucaristia, Unção dos Enfermos, Matrimônio;
3º Administrar o sacramento da Crisma, quando receber delegação do senhor Bispo pela total impossibilidade deste;
4º Consagrar e benzer (pessoas e coisas).

Somente o sacerdote pode confessar e consagrar.

A ordenação Sacerdotal imprime caráter que nunca se apaga. Chamamos de sinal indelevel. Pela ordenação o sacerdote fica unido de modo especial a Jesus.
Ele é a extensão de Cristo entre os homens, amando-os e dispensando-lhes a salvação proporcionada por Jesus por meio da Igreja em seus Sacramentos.
O sacerdote jamais poderá perder o seu poder sacerdotal, a menos que seja dispensado pelos seus legítimos superiores através da ordem expressa do Santo Padre o Papa.
Jesus chama os jovens a seu serviço. Jovens de todas as nacionalidades, raças e cores. Eles devem ter requisitos básicos de cristãos verdadeiros: Fé viva e operante; Estar pronto ao sacrifício, até da própria vida, no serviço ao Deus que chama; Trabalhar pela salvação dos homens sem distinção de raça ou cor.