27 de março de 2011

"Vigiai e Orai, para não cairdes em tentação". (Mateus, 26,41)



REFLEXÃO

O SILÊNCIO EM NOSSAS VIDAS

O silêncio é doçura:
Quando não respondes às ofensas,
Quando não reclamas os teus direitos,
Quando deixas à Deus a defesa da tua honra.
O silêncio é misericórdia:
Quando te calas diante das faltas de teus irmãos,
Quando perdoas sem remoer o passado,
Quando não condenas, mas intercedes em segredo.
O silêncio é paciência:
Quando sofres sem te lamentares,
Quando não procuras consolação junto aos homens,
Quando não intervéns, esperando que a semente germine lentamente.
O silêncio é humildade:
Quando te apagas para deixar aparecer teu irmão,
Quando, na discrição, revelas dons de Deus,
Quando suportas que tuas ações sejam mal interpretadas,
Quando deixas os outros a glória da obra inacabada.
O silêncio é fé:
Quando te apagas, sabendo que é Ele quem age...
Quando renuncias às vozes do mundo para permanecer na Sua presença...
Quando te basta que só Ele te compreenda.

MUTIRÃO DE CONFISSÕES
Forania N.S. da Piedade

Estamos no tempo da quaresma. Esse é um tempo privilegiado para os cristãos. Nele recordamos a paixão morte e ressurreição de Cristo. A Igreja nos convida a uma verdadeira conversão. Converter é mudar de vida. É retomar o caminho de volta para Deus. Por isso, é tão importante uma boa confissão. Confissão, no entanto, não é magia. É um sacramento por meio do qual o fiel é reintegrado à sua Comunidade de Fé ou Igreja. O pecado sempre traz rupturas. O perdão reintegra e harmoniza a pessoa consigo mesmo com o próximo e com Deus. Agende a melhor data e compareça para sua confissão. As confissões iniciarão às 15 horas e terminarão às 20. Após esse horário os padres atenderão apenas os fiéis que já estiverem na Igreja. Em S. José da Varginha, as confissões iniciarão às 17 horas. Nesse ano, os padres atenderão apenas nas matrizes. A exceção fica por conta de Igaratinga. Lá os padres dividirão o atendimento com Antunes e Torneiros.

Veja o calendário de 2011:

Dia 16/03 - Paróquia Santo Antônio – Santos Dumont
Dia 17/03 – Paróquia Nossa Senhora Auxiliadora
Dia 23/03 – Paróquia São José da Varginha
Dia 24/03 – Paróquia São Pedro
Dia 30/03 – Paróquia Santo Antônio – Igaratinga
Dia 31/03 – Paróquia São Francisco
Dia 06/04 – Paróquia Nossa Senhora da Piedade
Dia 07/04 – Paróquia São Sebastião – Florestal
Dia 13/04 – Paróquia Nossa Senhora da Conceição

Fonte: http://www.santacruzam.com/

26 de março de 2011

SEMANA SANTA

INSTRUÇÕES SEGUNDO RUBRICAS DO MISSAL ROMANO

As escritas de preto foram tiradas do Missal Romano, a partir da Tradução Portuguesa da 2ª edição típica para o Brasil realizada e publicada pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil com acréscimos aprovados pela Sé Apostólica. 6ª ed. Paulus, 1992. Os textos tirados do Missal estão designados pela sigla “MR”, seguidas da página de onde foi tirada a citação.
As escritas em azul foram tiradas do Livro Semana Santa ABC, Edições Paulinas, 1989 e estão designadas pela sigla “ABC”, seguidas da página de onde foi tirada a citação.
As escritas de vermelho são comentários sobre a celebração ou citação da qual estão próximas.


DOMINGO DE RAMOS DA PAIXÃO DO SENHOR

Neste dia a Igreja recorda a entrada de Cristo em Jerusalém para realizar o seu mistério pascal. Por isso, em todas as Missas comemora-se esta entrada do Senhor: na missa principal, pela procissão ou pela entrada solene: em todas as outras, pela entrada simples. Em uma ou outra missa celebrada com grande número de fiéis, pode-se repetir a entrada solene, mas não a procissão (MR, p. 220).

Cada pessoa leve o seu ramo enfeitado para a procissão. Na hora da bênção, se há que não os tenha, a comunidade cuide que uns partilhem com os outros, assim todos podem ter ramos. Os coordenadores cuidem do visual, bonito, como forma de louvor a Deus (ABC, p. 8).


É bom que a procissão venha de uma capela para a matriz ou igreja maior. A unidade entre a procissão festiva e a missa marcada pela celebração da Paixão pode ser feita através da cruz processional que conduz a procissão e, na celebração eucarística, é colocada no altar (ABC, p. 9).

Procissão: Na hora conveniente, reúne-se a assembléia numa igreja menor ou outro lugar apropriado, fora da igreja para onde se dirige a procissão. Os fiéis trazem ramos nas mãos. O sacerdote e os ministros, com paramentos vermelhos para a Missa, aproximam-se do lugar onde o povo está reunido. O sacerdote poderá usar capa em vez de casula durante a procissão (MR, p. 220).

O sacerdote saúda o povo como de costume. Em seguida, por breve exortação, os fiéis são convidados a participar ativa e conscientemente da celebração deste dia. (ABC, p. 10). Após a oração da bênção, o sacerdote, sem nada dizer, asperge os ramos com água benta (MR, p. 221).

O diácono ou, na falta dele, o sacerdote, proclama, conforme o costume, o Evangelho da entrada de Jesus em Jerusalém (MR, p. 221).

Após o Evangelho, poderá haver breve homilia. O celebrante ou outro ministro idôneo dá inicio à procissão. Inicia-se a procissão para onde será celebrada a Missa. À frente, vai o turiferário, caso se julge oportuno o uso de incenso; em seguida o cruciferário com a cruz ornamentada, entre dois acólitos com velas acesas, depois, o sacerdote com os ministros, seguido pelo povo com seus ramos (MR, p. 225).

Durante a procissão, o coro e o povo entoam cantos apropriados (MR, p. 225).

Chegando ao altar, o sacerdote o saúda e, se for oportuno, o incensa. Dirige-se à cadeira (tira a capa e veste a casula) e, omitindo os ritos iniciais, diz a oração do dia da missa, prosseguindo como de costume (MR, p. 228).

Entrada solene: Onde não se possa realizar a procissão fora da igreja, a entrada do Senhor será celebrada dentro da Igreja, pela entrada solene da Missa principal (MR, p. 229).

Os fiéis reúnem-se à porta da igreja ou no seu interior, trazendo ramos nas mãos. O sacerdote, os ajudantes e uma delegação de fiéis dirigem-se para um ponto da igreja, fora do presbitério, de onde o rito possa ser visto pela maioria dos fiéis (MR, p. 229).

Realiza-se a bênção dos ramos e a proclamação do Evangelho da entrada de Jesus em Jerusalém, como delegação dos fiéis dirige-se processionalmente pela Igreja até o presbitério, enquanto se canta um canto apropriado (MR, p. 229).

Chegando ao altar, o sacerdote o saúda e, omitindo os ritos iniciais, diz a oração do dia da missa, prosseguindo como de costume (MR, p. 229).

Entrada simples: Em todas as outras Missas neste domingo, nas quais não haja entrada solene, faz-se a memória da entrada do Senhor em Jerusalém pela entrada simples (MR, p. 229).

Enquanto o sacerdote se dirige ao altar, canta-se a antífona de entrada ou um canto com o tema. Chegando ao altar o sacerdote o saúda, dirige-se à cadeira e cumprimenta o povo, prosseguindo a Missa como de costume. Nas outras Missas em que não se possa cantar a antífona da entrada, o celebrante saúda o altar, cumprimenta o povo e, após a recitação da antífona da entrada, prossegue a Missa como costume (MR, p. 229).

Onde não se possa celebrar a procissão nem a entrada solene, faça-se uma celebração da Palavra de Deus, sábado à tarde ou domingo à hora mais oportuna, tendo por tema a entrada do Messias e a paixão do Senhor (MR, p. 230).

O diácono ou, na falta dele, o sacerdote, lê a história da Paixão, sem velas, incenso, saudação ou sinal da cruz sobre o texto. Pode também ser lida por leigos, reservando-se a parte de Cristo para o sacerdote, se possível. Após a história da Paixão, se for oportuno, haja uma breve homilia. Diz-se o Creio (MR, p. 230).

Na despedida, o celebrante convida a assembléia a intensificar a oração e a vida comunitária nestes dias de preparação à Páscoa. Até a Vigília Pascoal, a nossa Igreja se priva de dizer ou cantar o aleluia, canto que voltaremos a entoar na Páscoa (ABC, p.44).

QUINTA-FEIRA SANTA – MISSA DA CEIA DO SENHOR


Esta é uma celebração festiva. A Igreja deve estar festivamente enfeitada e arrumada. O altar, com toalhas brancas. Que na medida do possível se pense na missa em ressaltar a verdade dos sinais eucarísticos, que se viva a relação entre Eucaristia e o serviço dos irmãos, que se manifeste no lava-pés e se concretize a cada ano na Campanha da Fraternidade (ABC, p. 67).

Na hora mais oportuna da tarde, seja celebrada a Missa da Ceia do Senhor com plena participação de toda comunidade local, desempenhando todos os sacerdotes e ministros suas respectivas funções (MR p. 247).

O tabernáculo esteja totalmente vazio. Para a comunhão do clero e do povo, hoje a amanhã, consagre-se na própria Missa a quantidade de pão suficiente (MR p. 247). A reserva eucarística deve ser levada para outro local antes do início da celebração.

Durante o canto do Glória, tocam-se os sinos, que permanecerão depois silenciosos até a Vigília Pascal (MR p. 247). Portanto, não se deve tocar o sino durante a consagração.

Após a homilia, [...] procede-se o lava-pés, se as razões pastorais aconselharem (MR p. 248). A escolha das pessoas cujos pés vão ser lavados pode estar ligada à Campanha da Fraternidade. Em várias comunidades têm participado do lava-pés tanto homens como mulheres. Outras têm feito, no primeiro momento com doze pessoas e depois ampliam para mais gente da comunidade – e até coordenadores e não só o celebrante fazem o gesto: no primeiro momento, só o padre; depois outros o fazem, na obediência a palavra do Senhor (ABC, p. 72).

Logo após o lava-pés, após a homilia, faz-se a oração dos fiéis. Omite-se o Creio (MR p. 249).

Dando início à liturgia eucarística, poder-se-á organizar uma procissão dos fiéis com donativos para os pobres, durante a qual se entoa um canto adequado (MR p. 249).

Liturgia Eucarística – a Oração Eucarística I tem dizeres próprios.

Distribuída a comunhão, a reserva eucarística para comunhão do dia seguinte é deixada sobre o altar, e conclui-se a Missa com a oração depois da comunhão (MR p. 251).

Transladação do Santíssimo Sacramento: Terminada a oração, o sacerdote, de pé ante o altar, põe incenso no turíbulo e, a ajoelhando-se, incensa três vezes o Santíssimo Sacramento. Recebendo o véu umeral, toma o cibório e o recobre com o véu (MR p. 252).

Forma-se a procissão, precedida pelo cruciferário, para conduzir o Santíssimo Sacramento, com tochas e incenso, pela Igreja até o local da reposição, preparando uma capela devidamente ornada. Durante a procissão, canta-se Vamos todos (exceto as duas últimas estrofes – Tão sublime sacramento – ou outro canto eucarístico (MR p. 252).

Quando a procissão chega ao local da reposição, o sacerdote deposita o cibório no tabernáculo. Colocado o incenso no turíbulo, ajoelha-se e incensa o Santíssimo Sacramento enquanto canta o Tão sublime sacramento. Em seguida fecha-se o tabernáculo (MR p. 253).

Após alguns momentos de adoração silenciosa, o sacerdote e os ministros fazem genunflexão e voltam à sacristia (MR p. 253).

Retiram-se as toalhas do altar e, se possível, as cruzes da Igreja. Convém velas as que não possam ser retiradas (MR p. 253). A desnudação do altar acontece porque o esposo não está lá, não vai haver o sacrifício eucarístico. Retiram-se as toalhas e, se possível, cobrem-se as imagens, para ressaltar a ausência.

Os fiéis sejam exortados a adorarem o Santíssimo Sacramento, durante algum tempo da noite, segundo as circunstâncias do lugar. Contudo, após a meia-noite esta adoração seja feita sem nenhuma solenidade (MR p. 253). A vigília é um momento de agradecimento, de estar com Jesus. Após a meia-noite a vigília é silenciosa.

SEXTA-FEIRA DA PAIXÃO DO SENHOR


Hoje e amanhã, segunda antiqüíssima tradição, a Igreja não celebra os sacramentos (MR p. 254).

O altar esteja totalmente despojado: sem cruz, castiçais ou toalha (MR p. 254).

Na tarde da sexta-feira, pelas três horas, [...] proceder-se-á à celebração da Paixão do Senhor, que consta de três partes: liturgia da Palavra, adoração a cruz e comunhão eucarística. Neste dia, a sagrada comunhão só pode ser distribuída aos fiéis durante a celebração da paixão do Senhor, mas poderá ser levada a qualquer hora aos doentes que não possam participar da celebração (MR p. 254).

O sacerdote e o diácono, de paramentos vermelhos como para a Missa, aproximam-se do altar, fazem-lhe reverência e prostam-se ou ajoelham-se. Todos rezam em silêncio por alguns instantes (MR p. 254). Não se deve cantar para a entrada (ABC, p. 80).

O sacerdote, com os ministros, dirige-se para a sua cadeira. Voltado para o povo de mãos unidas, diz a oração (MR p. 254).

I. Liturgia da Palavra e Oração Universal: a liturgia da Palavra é encerrada com a oração universal, do modo: o diácono, de pé junto aà mesa da palavra, propõe a intenção especial; todos oram um momento em silêncio; em seguida o sacerdote, de pé junto à cadeira ou se for oportuno, do altar, de braços abertos, diz a oração. Durante todo o tempo das orações, os fiéis podem permanecer de joelhos ou de pé (MR p. 255). Um ministro ou alguém da comunidade anuncia as intenções, todos se ajoelham em silêncio. Após alguns momentos, o celebrante se levanta e proclama a oração, enquanto a comunidade permanece ajoelhada. (ABC, p. 93).

As conferências episcopais podem propor aclamações do povo antes da oração do sacerdote, ou determinar que se mantenha o tradicional convite do diácono “Ajoelhomo-nos – Levantemo-nos”, ajoelhando-se todos para a oração em silêncio.

II. Adoração da Cruz: Terminada a oração universal, faz-se a solene adoração da santa Cruz, escolhendo-se, das duas formas propostas, a mais conveniente segundo razões pastorais (MR p. 256).

Primeira forma: A cruz velada é levada ao altar, acompanhada por dois ministros com velas acesas. O sacerdote, de pé diante do altar, recebe a cruz, descobre-lhe a parte superior e eleva um pouco, começando a antífona “Eis o lenho da cruz”, sendo ajudado, no canto, pelo diácono, ou mesmo se convier, pelo coro. Todos respondem: “Vinde adoremos!”. Terminado o canto, ajoelham-se e permanecem um momento adorando em silêncio, enquanto o sacerdote de pé, continua com a cruz erguida. Em seguida, o sacerdote descobre o braço direito da cruz, elevando-a de novo e começando a antífona “Eis o lenho da cruz”, tudo como a cima. Enfim, descobre toda a cruz e levantando-a, começa pela terceira vez a antífona “Eis o lenho da cruz”, prosseguindo como acima (MR p. 260).

Segunda forma: O sacerdote ou diácono, com os ministros (ou outro ministro idôneo), dirige-se à porta da Igreja, onde toma nas mãos a cruz sem véu. Acompanhado pelos ministros com velas acesas, vai em procissão pela nave até o presbitério. Junto à porta principal, no meio da igreja e à entrada do presbitério, de pé, ergue a cruz, cantando a antífona “Eis o lenho da cruz” a todos que respondem: “Vinde adoremos!” ajoelhando-se e adorando um momento em silêncio, como acima (MR p. 260).

Acompanhado de dois ministros com velas acesas, o sacerdote leva a cruz à entrada do presbitério ou a outro lugar conveniente, onde a coloca ou entrega aos ministros, que a sustentam, depondo os castiçais à direita e à esquerda. Faz-se então a adoração como adiante (MR p. 260).

Para a adoração da cruz aproximam-se, como em procissão, o sacerdote, o clero e os fiéis, exprimindo sua reverência pela genunflexão simples ou outro sinal apropriado, conforme costume da região, por exemplo, beijando a cruz. Durante a adoração, cantam-se cantos apropriados (MR p. 261).

Deve-se apresentar à adoração do povo uma só e mesma cruz. Se, por causa da grande quantidade de fiéis, não for possível aproximarem individualmente, o sacerdote toma a cruz e, de pé diante do altar, convida o povo em breves palavras a adorá-la em silêncio, mantendo-a erguida por um momento (MR p. 261).

Terminada a adoração, a cruz é levada para o altar, em seu lugar habitual. Os castiçais acesos são colocados perto do altar ou da cruz (MR p. 261).

III. Comunhão: Sobre o altar estende-se a toalha e colocam-se o corporal e o livro. Pelo caminho mais curto, o diácono ou, na falta dele, o sacerdote traz o Santíssimo Sacramento do local da reposição, pelo trajeto mais curto e coloca-o sobre o altar, estando todos de pé e em silêncio. Dois ministros com velas acesas acompanham o Santíssimo Sacramento e colocam os castiçais perto do altar ou sobre ele (MR p. 267). A toalha do altar deve ser branca.

Tendo o diácono colocado o Santíssimo Sacramento sobre o altar e descoberto o cibório, o sacerdote aproxima-se e, feita a genunflexão, sobe ao altar. Inicia-se o rito da comunhão, com a oração do Pai-Nosso.

O sacerdote comunga e dá a comunhão aos fiéis. Durante a comunhão pode-se entoar um canto apropriado (MR p. 268).

Terminada a comunhão o cibório é transportado por um ministro competente para um lugar preparado fora da igreja ou, se não for possível, para o próprio tabernáculo (MR p. 268).

Se oportuno, observa-se um momento de silêncio. E o sacerdote diz a oração depois da comunhão. À despedida, o sacerdote estende as mãos sobre o povo e diz a oração (MR p. 268).

Todos se retiram em silêncio. O altar é oportunamente desnudado. No sábado santo a Igreja permanece junto ao sepulcro do Senhor, meditando sua Paixão e Morte, e abstendo-se (desnudado o altar) do sacrifício da missa até que, após a solene Vigília em que espera a Ressurreição, se entregue às alegrias da Páscoa, que transbordarão por cinqüenta dias. Neste dia, a Sagrada Comunhão só pode ser dada como viático (MR p. 269).

VIGÍLIA PASCAL


“Esta vigília é a mãe de todas as vigílias da Igreja” (Santo Agostinho). Nenhuma comunidade cristã deveria deixar de se reunir e celebrar nesta noite o louvor ao Pai pela ressurreição de Jesus Cristo, nossa Páscoa. Mesmo as comunidades sem padre se reúnam, e da maneira que puderem se unam à alegria pascal de toda a Igreja nesta noite santa” (ABC, 102).

Segundo antiqüíssima tradição, esta noite é “uma vigília em honra do Senhor (Ex 12,42). Assim os fiéis, segundo a advertência do Evangelho (Lc 12,35ss), tendo nas mãos lâmpadas acesas, sejam como os que esperam o Senhor, para que ao voltar os encontre vigilantes e os faça sentar à sua mesa (MR p. 270).

Deste modo se realiza a vigília desta noite: após breve celebração da luz (primeira parte da vigília), medita a Igreja sobre as maravilhas que Deus realizou desde o início pelo seu povo, que confiou em sua palavra e sua promessa (segunda parte ou liturgia da palavra), até que, aproximando-se a manhã da ressurreição, seja convidado, com os membros que lhe nasceram pelo batismo (terceira parte), a participar da mesa que o Senhor lhe preparou por sua morte e ressurreição (quarta parte) (MR p. 270).

Toda vigília pascal seja celebrada durante a noite, de modo que não comece antes do anoitecer e sempre termine antes da aurora do domingo. Mesmo celebrada antes da meia-noite, a Missa da vigília é a verdadeira Missa do domingo da Páscoa. Quem participar da Missa da noite pode comungar também na segunda Missa da Páscoa (MR p. 270).

O sacerdote e os ministros vestem paramentos brancos, como para a Missa. Preparem-se velas para todos que participam da vigília (MR p. 270).

Bênção do Fogo: apagam-se as luzes da igreja. Em lugar conveniente, fora da igreja, prepara-se a fogueira. Estando o povo reunido em volta, aproxima-se o sacerdote com os ministros, trazendo um deles o círio pascal (MR p. 271-272).

A bênção do fogo e o rito da luz podem tomar o aspecto de verdadeira festa da luz. Se as condições permitem é bom que se faça fora, no pátio da igreja, ao redor de uma fogueira. Esta pode já estar preparada ou pode também ser armada na hora mesmo, como sinal litúrgico, por várias pessoas da comunidade. Há até experiências dos grupos e comunidades virem em procissão e trazerem, cada pessoa, um galho seco para o fogo, uma vela apagada e ainda rosa ou flor. As flores são recolhidas em bacias ou cestos e, no fim da vigília, abençoadas e distribuídas como sinal de alegria e união comunitária entre todos (ABC, p. 103-104).

Onde, por qualquer dificuldade, não se possa acender uma fogueira, a bênção do fogo seja adaptada às circunstâncias. Estando o povo reunido, como de costume, no interior da igreja, o sacerdote dirige-se à porta com os ministros, trazendo um deles o círio pascal. O povo, tanto quanto possível, volta-se para o sacerdote. Depois da saudação e da exortação como acima, benze-se o fogo e caso se prefira, pode-se preparar e acender o círio (MR p. 273).

Terminada a bênção do fogo novo, o acólito ou um dos ministros traz o círio pascal ao sacerdote o prepare conforme orientações do Missal Romano, p. 272.

Segue a procissão com o círio cantando “Eis a luz de Cristo”, orientações p. 273 do Missal Romano. Sugere-se que as luzes da igreja sejam acesas após o terceiro “Eis a luz de Cristo”.

Nas comunidades mais populares, é válido que a função de diácono do círio possa ser feita por agente de pastoral leigo preparado para esta função. É importante que esta procissão possa ser vivida pelo povo em sua cultura, como uma procissão alegre e não como um cortejo triste. Neste sentido é difícil o povo compreender por que procissão tão curta. Se a bênção do fogo foi feita no pátio, percorra-se certo itinerário para entrar na igreja (evitar percorrer diversas ruas). Em lugares onde tradicionalmente há procissão da Ressurreição, poder-se-á procurar, com o tempo, unificar essa devoção com a liturgia da luz e a procissão. Durante a procissão, enquanto não se chega dentro da igreja poder-se-ia cantar um ou dois cânticos de caminhada das comunidades que expressarem a continuidade da caminhada pascal (ABC, p. 107-108).

Proclamação da Páscoa: Chegando ao altar, o sacerdote vai para sua cadeira. O diácono coloca o círio pascal no candelabro no centro do presbitério ou junto dda mesa da palavra. Depois de colocado o incenso se for o caso, o diácono, como para o Evangelho da Missa, pede a bênção ao sacerdote (MR p. 273).

O diácono ou, na falta dele, o sacerdote, incensa, se for o caso, o livro e o círio. Faz a proclamação da Páscoa, dda mesa da palavra, ou no púlpito, estando todos de pé e com velas acesas (MR p. 274).

Esta proclamação, se necessário, poderá ser feita por cantor que não seja diácono, que omitirá as palavras “E vós, que estais aqui” até o fim do convite, como também a saudação “O Senhor esteja convosco” (MR p. 274).

Liturgia da Palavra: Nesta vigília, mãe de todas as vigílias, propõem-se nove leituras: sete do Antigo Testamento e duas do Novo Testamento (Epístola e Evangelho). Por razões de ordem pastoral, pode-se diminuir o número de leituras do Antigo Testamento, tendo-se porém em conta que a leitura da Palavra de Deus é o principal elemento desta vigília. Leiam-se pelo menos três leituras do Antigo Testamento ou, em casos especiais, ao menos duas. A leitura do Exôdo, cap. 14, nunca pode ser omitida (MR p. 279). Essa é a parte mais importante da celebração, seria apropriado colocar todas as leituras, escolhendo bem os leitores e os salmistas. Esse movimento (salmo – leitura – oração) não torna a celebração cansativa.

Apagando-se as velas, sentam-se todos. E antes de começarem as leituras, o sacerdote dirige-se ao povo falando sobre o mistério a ser proclamado nas leituras (MR p. 279).

Seguem-se as leituras. O leitor dirige-se à mesa da palavra, onde faz a primeira leitura. Em seguida, o salmista ou cantor diz o salmo, ao qual o povo se associa pelo refrão. Depois todos se levantam e o sacerdote diz “Oremos”. Após um momento de silêncio, diz a oração. Pode-se também substituir o salmo responsorial por um certo tempo de silêncio; neste caso, omite-se a pausa depois do oremos (MR p. 279).

Após a oração e o responsório da última leitura do Antigo Testamento, acendem-se as velas do altar e o sacerdote entoa o hino Glória a Deus nas alturas, que todos cantam, enquanto tocam os sinos, segundo o costume do lugar (MR p. 279).

Lê-se a epístola e logo após entoa-se solenemente o Aleluia (MR p. 283).

Ao evangelho não se levam velas, mas só o incenso, quando se usar (MR p. 283).

Após o Evangelho, faz-se homilia e procede-se à liturgia batismal (MR p. 283).

Liturgia Batismal: O sacerdote e os ministros dirigem-se ao batistério, se este pode ser visto pelos fiéis. Caso contrário, coloca-se o recipiente com água no próprio presbitério. Se houver batismo, chamam-se os catecúmenos, que são apresentados pelos padrinhos à Igreja reunida. Se houver crianças, serão apresentadas pelos pais e padrinhos (MR p. 283).

Dois cantores entoam a ladainha, à qual todos respondem de pé (por ser tempo pascal) (MR p. 284).

Se o batistério é distante, canta-se a ladainha durante a procissão, sendo-os antes chamados que vão receber o batismo. A procissão é precedida pelo círio pascal, seguido pelos catecúmenos e padrinhos, e depois pelo sacerdote e os ministros. Neste caso, a exortação é feita antes da bênção da água (MR p. 284).

Se não houver batismo nem bênção da água batismal, omite-se a ladainha e procede-se logo à benção da água para a aspersão (MR p. 284).

Observar orientações sobre o batismo de crianças ou catecúmenos, conforme e o Ritual para o Batismo e o Ritual da Iniciação Cristã de Adultos.

Após o rito do batismo (e confirmação – no caso dos catecúmenos), ou se não houver batismo, após a bênção da água, todos, de pé e com velas acesas, renovam as promessas do batismo (MR p. 287).

Após a renovação das promessas batismais, o sacerdote asperge o povo com a água benta, enquanto todos cantam (MR p. 290).

Enquanto isso, os neobatizados são conduzidos ao seu lugar entre os fiéis. Se a bênção da água batismal não foi feita no batistério, os ministros transportam-na ao batistério com reverência. Se não houver bênção da água batismal, a água para a aspersão será colocada em lugar conveniente. Terminada a aspersão o sacerdote volta à cadeira, onde omitido o Creio, preside a oração dos fiéis, da qual os neobatizados participam pela primeira vez (MR p. 290).

O sacerdote vai ao altar e começa a liturgia eucarística como de costume. Convém que o pão e o vinho sejam apresentados pelos neobatizados. (MR p. 290). Os neófitos devem fazer a procissão com as ofertas.

(Seminarista Rodrigo)

25 de março de 2011

A Força da Ressurreição

D. Demétrio Valentini

O dia de páscoa celebra a ressurreição de Cristo. Nisto está toda sua força, e toda sua importância. Sem a ressurreição de Cristo, não teria havido história de Cristo, nem teria existido história do cristianismo.
Se tudo tivesse terminado na cruz, a morte de Cristo teria sido esquecida. Teria se perdido no turbilhão de tantas outras, anônimas, inúteis e igualmente injustas.
Mas tudo mudou com sua ressurreição. A partir dela, inclusive, passou a tomar sentido novo tudo o que a precedeu, e passam a receber significado diferente todas as mortes, mesmo que continuem parecendo anônimas e injustas.
A ressurreição de Cristo é o fato fundante da fé cristã. Fato tão verdadeiro, que sem ele não se explica a grande transformação ocorrida nos apóstolos, e o surpreendente processo desencadeado na história.
Nunca é demais enfatizar o impacto causado pela constatação objetiva do túmulo vazio, na madrugada daquele "primeiro dia da semana", com os subseqüentes desdobramentos vivenciados pelos apóstolos ao longo daquele mesmo dia.
Aquele "primeiro dia da semana", se tornou, na realidade, em símbolo da própria missão da Igreja, em símbolo também da história humana, que muda de sentido a partir da ressurreição de Cristo.
O que os Evangelhos narram daquele dia, tudo é muito verdadeiro, mas também tudo é muito simbólico. Pois a verdade testemunhada é maior do que a realidade onde ela se reflete. Ela ultrapassa os acontecimentos onde se revela. Por isto, os fatos são verdadeiros. Mas não se limitam àquele dia. Projetam seu significado para toda a história humana.
Foi um dia intenso, da madrugada até a noite. Impressiona constatar como os Evangelhos carregam o dia com episódios, que costurados cobrem por inteiro, tanto a madrugada, como a manhã, a tarde e a noite do dia da Páscoa.
Nada mais escapa à luz da ressurreição.
Começa pelo símbolo da madrugada. Jesus morreu no entardecer. Mas ressurgiu de madrugada. Pela frente estava a longa jornada, a ser preenchida com intensa atividade.
A partir de Cristo a história toma novo alento. Não é que ela termina com Cristo. Ela recomeça. Há muito que fazer. Existe uma grande empreitada a assumir. 0s que madrugam, como as mulheres naquele dia, descobrem o segredo da história, e são alentados pela certeza esperança.
Depois da madrugada, vem a manhã. Para usar a palavra em voga hoje na pastoral, a manhã foi toda ela dedicada ao "anúncio". Assim como a paciente caminhada dos discípulos de Emaús, naquela tarde, pode ser identificada com o desafio da "formação", do amadurecimento na fé, da busca de consistência e de maturidade. E as aparições de Jesus à naquela noite simbolizam a "celebração", onde Cristo é reconhecido na partilha do pão.
Todas etapas indispensáveis, a serem percorridas por aqueles que guardam a memória do Cristo ressuscitado. Foi assim que ele se mostrou naquele primeiro dia.
Portanto, cada momento deste dia simboliza uma dimensão da Igreja, simboliza igualmente um aspecto da história humana.
Em meio a tantas ameaças de morte, a Páscoa nos diz que podemos confiar na força da vida.
Em meio a tantas incertezas, que hoje levam as pessoas a se sentirem inseguras e perdidas, o episódio de Emaús nos adverte a necessidade de buscar as razões de nossa esperança.
A refeição do Ressuscitado com seus discípulos, a quem transmite a paz e renova a missão, nos mostra a urgência de refazer o ambiente de segurança e de confiança no íntimo de nossos corações e no seio de nossas instituições iluminadas pela fé cristã.
O dia de Páscoa é paradigma de todos os dias. "Páscoa não é só hoje, Páscoa é todo dia!"

21 de março de 2011

O que é Oração?


O que é oração? A oração é a nossa linha direta com o céu. A oração é um processo de comunicação que nos permite falar com Deus! Ele quer que nos comuniquemos com Ele, assim como uma ligação telefônica entre duas pessoas. Os telefones celulares e outros dispositivos eletrônicos se tornaram uma necessidade para algumas pessoas na sociedade de hoje. Temos blue tubes, blackberries e computadores que falam! Estes são os meios de comunicação que permitem que duas ou mais pessoas possam interagir, conversar e responder um ao outro.

Para muitos, a oração parece ser algo complicado, mas é simplesmente falar com Deus. Aqui estão alguns pontos sobre o que a oração é:

O que é Oração? – As Logísticas
Muitas pessoas querem saber mais sobre a oração porque têm o desejo de orar, mas não sabem como. Considere as dicas a seguir:

• O que devo dizer? Orar é como falar com o seu melhor amigo! É fácil falar com alguém quando você sabe que essa pessoa o ama incondicionalmente!

1. Peça a Jesus que perdoe os seus pecados e faça de você uma nova criatura nEle! “Arrependei-vos, pois, e convertei-vos, para que sejam apagados os vossos pecados “ (Atos 3:19).

2. Diga a Ele sobre suas necessidades! “...lançando sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós“(1 Pedro 5:7).

3. Agradeça a Ele por ter morrido na cruz do Calvário por nós! “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (João 3:16).

• Como posso me expressar? Veja a seguir como aprendi a me aproximar do Salvador da minha vida.

1. Com confiança e certeza de que Ele vai libertar: “pelo qual temos ousadia e acesso com confiança, mediante a fé nele” (Efésios 3:12). “Acheguemo-nos, portanto, confiadamente, junto ao trono da graça, a fim de recebermos misericórdia e acharmos graça para socorro em ocasião oportuna” (Hebreus 4:16).

2. Com alegria por saber que Ele pode libertar. “Fizeste-me conhecer os caminhos da vida, encher-me-ás de alegria na tua presença” (Atos 2:28).

3. Com a expectativa por saber que Ele vai libertar. “De manhã, SENHOR, ouves a minha voz; de manhã te apresento a minha oração e fico esperando” (Salmo 5:3). “Eu te invoco, ó Deus, pois tu me respondes; inclina-me os ouvidos e acode às minhas palavras” (Salmo 17:6).

O que é Oração? – O que a Bíblia diz?

Ore uns pelos outros. Jesus nos deu um exemplo de como orar. Ele orou por Seus discípulos e por todas as gerações que iriam segui-lo. Sua oração era para que Deus os protegesse e fortalecesse enquanto estivessem neste mundo. Jesus também orou por aqueles que viriam a crer nEle através da mensagem do Evangelho (João 17).
Ore com fé. “De fato, sem fé é impossível agradar a Deus, porquanto é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe e que se torna galardoador dos que o buscam” (Hebreus 11:6).
Ore com louvor e reverência. “Exaltai ao SENHOR, nosso Deus, e prostrai-vos ante o escabelo de seus pés, porque ele é santo!” (Salmo 99:5). “Então, afirmou ele: Creio, Senhor; e o adorou” (João 9:38).
Você pode ter certeza de que Deus o ouve quando você ora, então abra essa linha de comunicação! Ore, sabendo que não importa onde você estiver, a sua ligação com Ele nunca pode cair!
“E também faço esta oração: que o vosso amor aumente mais e mais em pleno conhecimento e toda a percepção” (Filipenses 1:9).

20 de março de 2011

TIPOS DE ORAÇÃO

a) Oração de Ações de Graças – (Jo. 11.41; Sl. 35.18, 50.23, 69.30; Jr. 33.11; II Co. 4.15; Ef. 5. 4,20; Fp.4.6) – atitudes ou atos de gratidão não é o simples fato de agradecer ou dizer obrigado, mas a expressão de um coração agradecido.

b) Oração de Louvor – (Mt. 6.13c; Sl. 18;19; 75; 81; 84) – Significa elogio. Portanto, aplicando isto a Deus é justamente elogiá-LO por tudo quanto Ele fez e é. (Ele é Poderoso, Santo, Tremendo, Misericordioso, Rei de toda a Terra, Maravilhoso, me deu vida, me dá paz, me livra do mal, me sustenta, etc.)

c) Oração de Adoração – (I Cr. 29.10-12; Ne. 9.5-6) – O homem foi criado para adorar ao Criador – (Ef. 1.5-12), e nunca estará completo se não for nesta posição. E neste tipo de oração estão envolvidas quatro atitudes:
1) quebrantamento
2) humildade
3) amor
4) dádiva

d) Oração de Petição ou Súplica – É o tipo de oração mais usada, a mais comum; arriscamos dizer até que na maioria das vezes não fazemos outro tipo de oração. Mas o Senhor Jesus a ensinou (Mt. 7.7; Jo. 14.13,14 e 16.23,24) e seus apóstolos também (Fp. 4.6; Tg. 4.2,4; I Pe. 5.6,7).
Com certeza temos que respaldar os nossos pedidos na legislação do Reino de Deus: a Bíblia. É bom que tenhamos uma promessa na Palavra para cada pedido que fizermos. Antes de pedir, defina e identifique a necessidade, certifique-se de que ela é real e de que a Palavra de Deus lhe dá a garantia quanto à tal necessidade.
Destaquemos duas atitudes necessárias ao orar, pedindo alguma benção:
1º) Fé – (Mt. 21.22; Mc. 11.23,24; Hb. 4.16)
2º) Persistência – (Lc. 18.1-7)

e) Oração de Dedicação – (Gn. 22.1-18; Mt. 26.39). É o tipo de oração que expressa renúncia, quando estamos em conflito em relação à vontade de Deus voluntariamente nos consagramos e começamos a orar “se for a Tua vontade” e mais adiante estamos orando “seja feita a Tua vontade” e mais adiante estamos orando “seja feita a Tua vontade e não a minha” e mais um pouco estamos orando “Senhor eu só quero fazer a Tua vontade” e chegamos a dizer: “Pai, eu consagro a Ti o meu livre-arbítrio”.

f) Oração de Entrega – Quando os ataques do mundo coincidem com os da carne, resultando angústia, frustração e desânimo, gerando um conflito entre o homem interior e o homem exterior, e a preocupação parece não ter fim, é a hora de entregar tudo ao Senhor, tomar os fardos e colocá-los ao pé da cruz e descansar n'Ele – (Sl. 37.5; Lc. 23.46; Fp. 4.6,7; I Pe. 5.6,7).

g) Oração de Intercessão – (Jo. 17.9). É tomar o lugar de alguém numa necessidade ou problema, pleiteando a sua causa como se fosse própria. Esta é uma arma muito eficaz na batalha espiritual. Quando alguém está desanimado e até pensando em desistir de seguir a Jesus, levanta-se o intercessor – (Jr. 1.12). A intercessão muda as circunstâncias – (Gn. 18.22,23). Ela faz parte do viver diário dos santos – (Ef. 6.18).

Podemos citar outros tipos de oração como de consagração, de renúncia, de libertação, de guerra, etc. precisamos oferecer o sacrifício específico para o momento específico porque orarei com o espírito, mas também orarei com o entendimento. ( I Cor. 14:15 ).

19 de março de 2011

Oração de Fé

de Mozart Correia Lima
Você já foi interrompido subitamente no meio de uma oração? Foi o que aconteceu comigo, quando orava por um homem no hospital. Ele era jovem, mas muito doente. Ele foi internado com AIDS. Eu fui visitar o rapaz a pedido do irmão dele. Preocupado com seu estado de saúde e mais preocupado ainda com sua alma, o irmão do enfermo me chamou para fazer uma visita.

Depois de conversar por algum tempo com o jovem, eu perguntei se ele queria que fizesse uma oração por ele. Ele disse que queria e aí eu comecei a orar.
Enquanto orava por sua cura, tudo bem. O rapaz evidentemente gostou do meu pedido para que ele fosse curado. Mas, como é meu costume, sempre peço a Deus que Ele faça o que é melhor. Mal pronunciei as palavras: “Senhor, seja feita a tua vontade”, e o jovem me interrompeu bruscamente. Seu semblante estava visivelmente transtornado. Ele exclamou “Não quero essa oração, pois está errada. Está faltando fé!”
O jovem queria que orasse apenas para que ele fosse curado, e mais nada. Nada de “se for da vontade do Senhor”. Nenhuma palavra para Deus de “seja feita a tua vontade”. Para este jovem, qualquer reconhecimento da possibilidade dele não ser curado seria uma falta de fé. Para ele Deus não iria responder a tal tipo de oração.
Será que ele estava certo? Há pessoas que entendem que Deus só responde a orações feitas com plena convicção que Ele fará o que o orador pedir. Qualquer dúvida quanto a isso é falta de fé e motivo para Deus não responder àquela oração. Há pessoas que até alegam que outros não foram curados porque faltou a plena fé que era isso mesmo que Deus queria.
Jesus ao passar por um momento crucial da sua vida, orou assim, lá no jardim do Getsêmani: “Pai, se queres, passa de mim este cálice; contudo, não se faça a minha vontade, e sim a tua” (Lucas 22.42 ARA). Será que estava faltando fé em Jesus? O que é realmente orar com fé?
Observamos ainda Hebreus 5.7 “Durante os seus dias de vida na terra, Jesus ofereceu orações e súplicas, em alta voz e com lágrimas, àquele que o podia salvar da morte, sendo ouvido por causa da sua reverente submissão.” (NVI)
Como podemos orar assim como Jesus orou: com toda fé e ao mesmo tempo com toda submissão à vontade de Deus? O que requer mais fé ¬ pedir um milagre, ou se submeter e aceitar a vontade de Deus quando aquela vontade pode significar a ausência do milagre? O que foi mais difícil para Jesus: Acreditar no poder do Pai, ou aceitar o cálice amargo da cruz?
Porque Jesus orou assim, ele levantou-se pronto para fazer a sua parte. E você, como tem orado a Deus? Com essa fé submissa?
Se estivermos orando assim, não ficaremos revoltados como aquele homem no hospital. E sim, estaremos prontos para aceitar e fazer a vontade de Deus, não como um peso, mas com aquela certeza resoluta e gratificante, com a qual Jesus se levantou do jardim para abraçar a cruz.
Que o Senhor nos ajude a sermos tão confiantes em nosso Deus e Pai como Jesus foi; e ao mesmo tempo, submissos, obedientes e resolutos para aceitar a sua vontade. E assim o nosso Deus seja glorificado por essa fé que, sem imposições ou exigências, confia e se submete sempre à vontade de Deus. Pessoas que possuem essa fé, realmente confiam em Deus e fazem a oração de fé.

18 de março de 2011

"Senhor, ensina-nos a orar”.

A oração do Senhor no jardim de Getsêmani

Jesus era um homem de oração e freqüentemente fazia súplica a seu Pai em favor de outros. No jardim de Getsêmani, poucas horas antes de sua morte, encontramo-lo orando por si mesmo, mostrando-nos que é certo descarregarmos nossas mais profundas inquietações e ansiedades sobre um carinhoso Pai Celestial.
Nosso Senhor, além de ser divino era um ser humano. Nossas mentes frágeis não podem compreender como pode existir tal ser nem como esta dupla natureza se encaixou em sua vida. Simplesmente acreditamos que é assim. Uma das peças de evidência que Jesus foi realmente humano foi aquele choro angustiado na tranqüila noite no Getsêmani: "Aba, Pai... passa de mim este cálice". Quando ele enfrentava a horrível perspectiva da crucificação, ele chorou profundamente e orou fervorosamente para que não precisasse beber o cálice amargo do sofrimento. Sua humanidade, naquela cena, deveria ficar impressa definitivamente em nossos corações.
Quando ele continua a orar, ele reconhece que todas as coisas são possíveis para o Pai, entretanto sua atitude é: "Contudo, não seja o que eu quero, e sim o que tu queres". Ele reconhece que na boa providência de Deus não pode haver modo de escapar da crucificação, entretanto, em sua humanidade, ele anseia pela possibilidade remota. Ele repete a oração três vezes e não é vã repetição. Seu coração está profundamente perturbado, e seu pedido em lágrimas enche o silêncio da noite.
Não há afirmação definitiva, mas sabemos qual foi a resposta de Deus. Sua resposta foi: “Não, Filho, não pode escapar desta experiência horrível”. Tem que beber o cálice até o fim. Embora Deus amasse seu Filho unigênito, ele não o pouparia deste grande trauma. O plano da eternidade para a redenção do homem estava em jogo e não poderia haver nenhum ponto de retorno agora. Pelo bem-estar do mundo, Deus disse "não" a Jesus naquela noite fatídica. E devemos ser gratos.
Ao dizer "não" ao seu Filho, ele estava dizendo "sim" a nós!
Isso também me faz lembrar que, algumas vezes, Deus pode ter que me dizer "não". Há provações e aflições que preferiria não experimentar. Eu peço ao Pai para afastá-las, mas algumas vezes ele diz "não".
Façamos como Jesus fez! Ele se levantou de sua posição de oração, estendeu suas mãos para serem atadas e pregadas, e completou a tarefa que seu Pai lhe havia dado para fazer. Obrigado, Jesus, por nos mostrar como aceitar o "não" de Deus com dignidade e graça.

17 de março de 2011

O BEM ESTAR DOS OUTROS

Alegrar-se com o bem-estar e o sucesso dos outros eis que traz paz interior e felicidade profunda. Querer o bem-estar dos outros faz bem para nós próprios. É a suprema emoção, é a satisfação mais plena, cuja lei máxima é “não prejudicar”. Precisamos de treino, esforço, disciplina e conduta ética para o desapego de nós mesmos e colocar em primeiro lugar os interesses e o bem-estar dos outros. É assim que nos tornamos altruístas. Para que experimentamos a felicidade pelo bem-estar alheio precisamos de: paciência, compaixão, humildade, tolerância, perdão. Estas virtudes facilitam a empatia que nos leva a ocupar-nos com outros. Que adianta sermos religiosos e não ocuparmo-nos com o bem-estar dos outros?
A lei é esta; “quanto mais consideração pelos outros, tanto mais felicidade genuína teremos”. O altruísmo é componente essencial da felicidade. A sensibilidade, a compaixão, a ternura e a compreensão, fortalecem em nós o sentimento de confiança, isso tudo traz as maiores alegrias e satisfações.
Cada vez que acordamos para começar um novo dia, precisamos reavivar a decisão de querer o bem dos outros. O que pensamos, dizemos, fazemos, desejamos, omitimos é que condiciona a paz interior ou gera emoções aflitivas. Quem desvia o foco de atenção de si mesmo para os outros, conquista a liberdade e a paz. A preocupação excessiva consigo mesmo, aumenta o sofrimento.
Para viver bem o tempo e sentir o significado na vida, é preciso tratar os outros como irmãos, não prejudicar a vida, fazer tudo pelo seu bem. As religiões que ajudam a amar o próximo, a ter atitudes altruístas, a ter compaixão e respeito, são remédio para as dores da vida e chave para um mundo melhor.
A nossa realização pessoal é fruto da saída de nós mesmos, da transcendência até ao outro, do altruísmo, do voluntariado e da gratuidade. A atenção exagerada sobre nós mesmos alimenta a hipertensão e a depressão. O amor altruísta é remédio que faz nossa vida saudável, salva e santa. Quem faz da sua existência, uma pró-existência, faz de sua vida um monumento. Todo o bem que fazemos aos outros, não morre. Portanto, é o bem e o amor que conferem sentido à vida e nos enchem de esperança, nos projetam na eternidade.
Querer o bem estar dos outros é ajudar os quer perderam o rumo, servir os necessitados, consolar os aflitos, dar abrigo aos peregrinos, proteger os desamparados, socorrer os que estão em perigo. Esta é a lógica da gratuidade que traz a felicidade e o sentido da vida. Nascemos para ajudar os outros a viverem bem. Mais que vizinhos ou amigos, somos irmãos. A maior pobreza da vida é a reclusão sobre nós mesmos, o fechamento, o isolamento, o egocentrismo.
No mundo somos uma grande família, cujo segredo está na interação, na relação, na integração e reciprocidade entre as pessoas e os povos. Somos uma só carne. O capital mais precioso e autêntico é o ser humano. É preciso então criar riqueza para todos porque as desigualdades sociais indicam que somos egoístas, dominadores, exploradores. Os povos da fome se dirigem de modo dramático aos povos da opulência, para que se implante a prática do bem comum, que leva ao cuidado do outro e pelo outro. A lógica da dádiva e o principio da gratuidade superam o espírito mercantil agressivo e destruidor dos fracos. Toda a questão social e econômica é antes de tudo uma questão antropológica cujo principio é a dignidade e a centralidade da pessoa. Temos tanta tecnologia e pouca sabedoria, tanto hiperdesenvolviemento material e tanto subdesenvolvimento ético, espiritual e humanitário.
Quem pensa no bem estar dos outros, não destrói o meio ambiente, não se vale da corrupção, não explora nem exclui. A miséria maior é aquela espiritual que desconhece e rejeita a verdade e o amor. Não haverá bem comum, nem o bem-estar dos outros, sem o desenvolvimento ético e espiritual. O amor nos dá coragem para procurar o bem de todos e por todos sofrer e lutar.

Dom Orlando Brandes

8 de março de 2011

QUARESMA

Como viver bem esse tempo forte de meditação, oração, jejum, esmola?

Neste tempo especial de graças que é a Quaresma devemos aproveitar ao máximo para fazermos uma renovação espiritual em nossa vida. O Apóstolo São Paulo insistia: "Em nome de Cristo vos rogamos: reconciliai-vos com Deus!" (2 Cor 5, 20); "exortamo-vos a que não recebais a graça de Deus em vão. Pois ele diz: Eu te ouvi no tempo favorável e te ajudei no dia da salvação (Is 49,8). Agora é o tempo favorável, agora é o dia da salvação." (2 Cor 6, 1-2).
Cristo jejuou e rezou durante quarenta dias (um longo tempo) antes de enfrentar as tentações do demônio no deserto e nos ensinou a vencê-lo pela oração e pelo jejum. Da mesma forma a Igreja quer ensinar-nos como vencer as tentações de hoje. Daí surgiu a Quaresma.
Na Quarta-Feira de Cinzas, quando ela começa, os sacerdotes colocam um pouquinho de cinzas sobre a cabeça dos fiéis na Missa. O sentido deste gesto é de lembrar que um dia a vida termina neste mundo, "voltamos ao pó" que as cinzas lembram. Por causa do pecado, Deus disse a Adão: "És pó, e ao pó tu hás de tornar". (Gênesis 2, 19)
Este sacramental da Igreja lembra-nos que estamos de passagem por este mundo, e que a vida de verdade, sem fim, começa depois da morte; e que, portanto, devemos viver em função disso. As cinzas humildemente nos lembram que após a morte prestaremos contas de todos os nossos atos, e de todas as graças que recebemos de Deus nesta vida, a começar da própria vida, do tempo, da saúde, dos bens, etc.
Esses quarenta dias, devem ser um tempo forte de meditação, oração, jejum, esmola ('remédios contra o pecado'). É tempo para se meditar profundamente a Bíblia, especialmente os Evangelhos, a vida dos Santos, viver um pouco de mortificação (cortar um doce, deixar a bebida, cigarro, passeios, churrascos, a TV, alguma diversão, etc.) com a intenção de fortalecer o espírito para que possa vencer as fraquezas da carne.
Na Oração da Missa de Cinzas a Igreja reza: "Concedei-nos ó Deus todo poderoso, iniciar com este dia de jejum o tempo da Quaresma para que a penitência nos fortaleça contra o espírito do Mal".
Sabemos como devemos viver, mas não temos força espiritual para isso. A mortificação fortalece o espírito. Não é a valorização do sacrifício por ele mesmo, e de maneira masoquista, mas pelo fruto de conversão e fortalecimento espiritual que ele traz; é um meio, não um fim.
Quaresma é um tempo de "rever a vida" e abandonar o pecado (orgulho, vaidade, arrogância, prepotência, ganância, pornografia, sexismo, gula, ira, inveja, preguiça, mentira, etc.). Enfim, viver o que Jesus recomendou: "Vigiai e orai, porque o espírito é forte mas a carne é fraca".
Embora este seja um tempo de oração e penitência mais profundas, não deve ser um tempo de tristeza, ao contrário, pois a alma fica mais leve e feliz. O prazer é satisfação do corpo, mas a alegria é a satisfação da alma.
Santo Agostinho dizia que "o pecador não suporta nem a si mesmo", e que "os teus pecados são a tua tristeza; deixa que a santidade seja a tua alegria". A verdadeira alegria brota no bojo da virtude, da graça; então, a Quaresma nos traz um tempo de paz, alegria e felicidade, porque chegamos mais perto de Deus.
Para isso podemos fazer uma confissão bem feita; o meio mais eficaz para se livrar do pecado. Jesus instituiu a confissão em sua primeira aparição aos discípulos, no mesmo domingo da Ressurreição (Jo 20,22) dizendo-lhes: "a quem vocês perdoarem os pecados, os pecados estarão perdoados". Não há graça maior do que ser perdoado por Deus, estar livre das misérias da alma e estar em paz com a consciência.
Jesus quis que nos confessemos com o sacerdote da Igreja, seu ministro, porque ele também é fraco e humano, e pode nos compreender, orientar e perdoar pela autoridade de Deus. Especialmente aqueles que há muito não se confessam, têm na Quaresma uma graça especial de Deus para se aproximar do confessor e entregar a Cristo nele representado, as suas misérias.
Uma prática muito salutar que a Igreja nos recomenda durante a Quaresma, uma vez por semana, é fazer o exercício da Via Sacra, na igreja, recordando e meditando a Paixão de Cristo e todo o seu sofrimento para nos salvar. Isto aumenta em nós o amor a Jesus e aos outros.
Não podemos esquecer também que a Santa Missa é a prática de piedade mais importante da fé católica, e que dela devemos participar, se possível, todos os dias da Quaresma. Na Missa estamos diante do Calvário, o mesmo e único Calvário. Sim, não é a repetição do Calvário, nem apenas a sua "lembrança", mas a sua "presentificação"; é a atualização do Sacrifício único de Jesus. A Igreja nos lembra que todas as vezes que participamos bem da Missa, "torna-se presente a nossa redenção".
Assim podemos viver bem a Quaresma e participar bem da Páscoa do Senhor, enriquecendo a nossa alma com as suas graças extraordinárias; podendo ser melhor e viver melhor.
Prof. Felipe Aquino

TEMPO DE JEJUAR E DE FESTEJAR

  • jejuar de julgar os outros e festejar porque Deus habita neles.
  • jejuar do fixarmo-nos sempre nas diferenças e fazer festa por aquilo que nos une na vida.
  • jejuar das trevas da tristeza e celebrar a luz.
  • jejuar de pensamentos e palavras doentias e alegrarmo-nos com palavras carinhosas e edificantes.
  • jejuar de desilusões e festejar a gratidão.
  • jejuar do ódio e festejar a paciência santificadora.
  • jejuar de pessimismos, e viver a vida com otimismo como uma festa contínua.
  • jejuar de preocupações, queixas e egoísmos; festejar a esperança e a Divina Providência.
  • jejuar de pressas e angústias; fazer festa em oração contínua à Verdade Eterna

7 de março de 2011

"Quando chegou a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de uma mulher..."(Gl 4,4)

É o único texto, que fala de Maria, Mãe de Jesus, de forma tão explícita.
Maria aparece como testemunha de que Jesus, nascido de uma mulher, é o próprio Filho de Deus. Sendo Filho de Deus, recebe a humanidade de uma mulher.
A plenitude dos tempos é o centro da história. Maria pertence a essa plenitude. É a mulher que ofereceu seu corpo e sua vida para realizar o plano da salvação.
Maria realiza a própria maternidade divina com a força do amor vivido na mais pura modalidade feminina. A sua presença feminina cria o ambiente familiar, o desejo de acolhimento, o amor e o respeito à vida. É uma realidade humana e santa que desperta em nossas orações ternura, confiança e esperança.
Tudo isso aumenta a nossa estima, devoção e culto à mulher Maria de Nazaré - que é a mãe de Jesus e também a nossa mãe na ordem da graça - e justifica nossa estima por toda mulher e mãe.
Que Maria, a "Bendita entre todas as mulheres", não nos deixe esquecer as outras mulheres às quais devemos nossa solidariedade, assumindo com elas a prática do Estatuto da Mulher na defesa de seus direitos e de seu espaço na sociedade e na igreja.
Fonte: Revista Ecoando/ ano VII  /nº 25

 MULHER!

Sede como MARIA - Mãe de Jesus - Bem Aventurada

Bem aventurada a mulher que cuida do próprio perfil interior e exterior, porque a harmonia da pessoa faz mais bela a convivência humana.
Bem aventurada a mulher que, ao lado do homem, exercita a própria insubstituível responsabilidade na família, na sociedade, na história e no universo inteiro.
Bem aventurada a mulher chamada a transmitir e a guardar a vida de maneira humilde e grande.
Bem aventurada quando nela e ao redor dela acolhe faz crescer e protege a vida.
Bem aventurada a mulher que põe a inteligência, a sensibilidade e a cultura a serviço dela, onde ela venha a ser diminuída ou deturpada.
Bem aventurada a mulher que se empenha em promover um mundo mais justo e mais humano.
Bem aventurada a mulher que, em seu caminho, encontra Cristo: escuta-O, acolhe-O, segue-O, como tantas mulheres do evangelho, e se deixa iluminar por Ele na opção de vida.
Bem aventurada a mulher que, dia após dia, com pequenos gestos, com palavras e atenções que nascem do coração, traça sendas de esperança para a humanidade.
                                                                                                        G. Quablini
8 de março- Dia internacional da Mulher

6 de março de 2011

Como fazer uma boa Confissão

Convertei-vos e arrependei-vos porque Deus vos acolhe de braços abertos
(Santo Afonso Maria de Ligório)

1 - Oração pessoal

Jesus é a nossa Salvação. Verdadeiro Deus, ele traz o perdão de Deus até o mais profundo de nossa vida. Verdadeiro Homem, ele é o caminho para recomeçarmos uma vida nova. Suas palavras e seu modo de viver são espelho que Deus nos oferece, para que possamos verificar como vai indo nossa vida humana e cristã.


A) Jesus e Deus = Eu e Deus.

Jesus viveu sempre unido a Deus seu Pai. Realizou seu projeto de amor para os homens e mulheres, mesmo à custa de agonia e morte na cruz. Rezou sempre e foi fiel, por isso Deus o ressuscitou e lhe deu uma Vida nova.

Amo a Deus como meu Pai? Só me lembro dele quando preciso? Preocupo-me em perguntar qual é a sua vontade antes de decidir fazer alguma coisa? Conheço o seu Evangelho? Rezo e respeito o domingo como "Dia do Senhor"? Falto às missas, deixo-me atrair por outras religiões, seitas e superstições?

B) Jesus e os outros = Eu e os outros.

Jesus veio ao mundo para servir por amor. Acolheu a todos sem discriminação. Ensinou seu caminho, curou quem sofria e perdoou até na cruz. Rejeitou a violência, Ofereceu a vida para nos reconciliar ente nós e com seu Pai. Seu testamento: "Amai-vos uns aos outros, como eu vos amei " (Jo 15,12).

Em minha família, no meu trabalho, na escola, no bairro eu busco ser servido do que servir? Acho difícil aceitar as pessoas como são? gosto de ser valorizado, mas valorizo os outros? Provoco tensões e até violência dentro de casa e com outras pessoas? Não é fácil perdoar nem pedir perdão. Sinto-me distante do mandamento maior de Jesus?

C) Jesus como homem = eu como pessoa humana.

Jesus foi um homem perfeito, tal como Deus sonha para todo ser humano. Ele era livre, convicto de suas idéias, comprometido com sua missão, transparente, cheio de ternura e de misericórdia, aberto a todos e sempre servindo. Não bajulou e nem se deixou amedrontar. Sempre manso e humilde de coração. Amou a vida, viveu e morreu amando.

Eu me sinto tantas vezes falso, orgulhoso e desleal com os outros. Deixo-me levar pela onda do momento ou pela cabeça dos amigos, contrariando a minha fé e os meus compromissos? Costumo avaliar à luz da minha fé os fatos da vida e o que o Rádio, a TV e os jornais nos propagam? Sexo irresponsável, aborto, infidelidades, uso de drogas e abuso de bebidas, etc, parecem-me coisas normais? Tenho aperfeiçoado o meu caráter e multiplicado as talentos que Deus me deu?

D) Jesus e a sociedade = Eu e a sociedade.

Jesus jamais deixou-se corromper pelo poder, pelo dinheiro e pelo prazer. Não quis tirar vantagens e nunca fez conta da sua posição social. Buscou valores mais profundos. Ensinou a tomar o último lugar e a sentir a grandeza de ser o primeiro a servir. Teve predileção pelos pequeninos e pobres da sociedade.

Vivo em uma sociedade caracterizada pela corrupção e pela injustiça. Tenho tirado minhas vantagens? Deixo-me levar pela ganância do dinheiro e pela ambição da posição social ? Sou de ajudar os outros? Gosto das aparências e gasto dinheiro com coisas supérfluas? Sou solidário na luta pela justiça social em favor dos que são explorados: os mal assalariados, os sem terra, os sem teto, os sem instrução, etc? Uso da política mais para interesses pessoais ou partidários do que pensando no bem comum e principalmente nos que sofrem?

E) Jesus e sua Igreja = Eu e minha paróquia, minha comunidade.

Jesus veio até nós, conviveu solidariamente conosco, ofereceu-se na cruz e ressuscitou para dar-nos o reino de Deus. Ele permanece conosco "até o fim dos tempos " (Mt 28,20) para que o sigamos e formemos a sua Igreja.

Sou batizado como cristão: sinto-me concretamente responsável pela minha Igreja? Falo mal dela como se não pertencesse à Igreja? Participo ativamente, ajudo? Caminho junto com minha paróquia, minha comunidade? Interesso-me pelas reuniões e colaboro como os ministérios e pastorais de minha paróquia? Valorizo os sacramentos como sinais de Jesus Ressuscitado para minha salvação? Fico afastado principalmente dos sacramentos do perdão e da comunhão?

F) Ato de contrição.

Senhor Jesus, que quisestes ser amigo dos pecadores, livrai-me dos meus pecados pelo mistério de vossa morte e ressurreição.
Que vossa paz permaneça em mim, para que eu possa produzir frutos de caridade, justiça e verdade.
"Não importa quantas passos errados deste até agora. O importante é quantos passos certos darás daqui por diante".

Fonte: http://www.eternamisericordia.com.br/artigo/como-fazer-uma-boa-confissao

5 de março de 2011

O cristão pode brincar o carnaval?

Quero responder citando um dos maiores santos da Igreja:
"Ame a Deus e faça o que quiseres" 
- S. Agostinho.
Quando temos nossa vida centrada em Jesus Cristo como nossa opção fundamental e primeira, nosso agir moral será todo ele o reflexo dessa opção. Sigo a Jesus e o seu Evangelho. Esforço-me por praticar os mandamentos da Lei de Deus em minha vida. Tenho claro que o pecado ofende a Deus, a mim mesmo e o próximo. Portanto, a resposta é clara: sim, posso brincar o Carnaval... desde que esse Carnaval não seja razão para deixar o pecado dominar o meu ser.
São João Bosco dizia: "Nós fazemos consistir a santidade em estarmos
sempre alegres".
A verdadeira alegria é fruto de um consciência que está serena em Deus.
Sim. Podemos valorizar a beleza da arte e das tradições carnavalescas.
Podemos nos divertir em família ou entre amigos... mas jamais troquemos Jesus pelo pecado.

Pe. Sérgio Lúcio Alho da Costa - sdb
Coordenador Diocesano de Pastoral

RELIGIÕES ANTES DE JESUS

A natureza tem proposto ao homem perguntas sobre o criador. Todos os povos, de alguma maneira, orientam-se para a descoberta de Deus. Os caminhos para essa descoberta podem variar bastante.
Os povos antigos adoravam como deuses o sol e a lua. Havia grupos que acreditavam num espírito para cada força da natureza: a chuva, o vento, os raios e o mar. Assim, os mistérios e as belezas da natureza falam e testemunham  o amor e o poder criador de Deus.
Criado por Deus e colocado para conviver com seus irmãos em meio a tanta beleza, o homem não se cansa de buscar no Criador as respostas mais profundas para o seu viver. Nessa busca incansável é que a humanidade começou a se organizar em torno de crenças comuns.
Surgiram assim, no decorrer da história, muitas religiões ou credos.

Vamos conhecer um pouco desses fatos para compreender como as pessoas expressavam sua religiosidade antes de Jesus Cristo. Como a humanidade começou a se organizar para prestar culto a seu Deus.

Sumérios: (4000 a.c.... 2000 a.c.)
Foram os primeiros a se organizar. Habitavam a região da Suméria, hoje Sul do Iraque. Acreditavam em vários deuses e viviam para prestar culto a eles. Com  as mesmas crenças surgiram os Babilônios: ( 1900 a.c. ... 1200 a.c)  e os  Assírios: (1200 a.c. ... 612 a.c).
 

Caldeus: (612 a.c. ...59 a.c.)
 Habitavam a Mesopotâmia. Adoravam diversas divindades e acreditavam que os deuses eram capazes de fazer tanto o bem quanto o mal. Cada cidade tinha um deus próprio. A divindade feminina mais importante  era  Ishtar, deusa da natureza e da fecundidade.
 Imagem: (Réplica do templo da antiga deusa Ishtar )

Egípcios: (3200 a.c....30 a.c.)
 Acreditavam numa vida após a morte e na imortalidade do faraó e o adoravam como deus. Prestavam cultos a Íris e Osíris. Este foi o culto mais popular do antigo Egito. Era uma religião repleta de simbolismos religiosos.
Imagem: (Templo construído pelo faraó)



Judaísmo: (sem data)
Surgiu com o povo hebreu, também conhecidos como israelitas e judeus.
 Foram os primeiros a afirmar sua fé num Deus único. Os hebreus acreditavam na vinda de um Salvador, o Messias. Deixaram um documento muito importante para a compreenção de sua história e suas crenças. A Bíblia.

Politeísmo: (1700 a.c. ... 30 a.c.)
Religião professada entre os gregos. Acreditavam num grande número de deuses com aspéctos humanos e que estes eram imortais. Vejamos alguns: Zeus, Hera, Atena, Afrodite, Hermes, Artemis, Apolo e Hefesto.
Os romanos também praticavam a religião entre os anos 10 a.c. a 14 d.c. Para eles, os doze grandes deuses de Roma correspondiam aos principais deuses gregos.
Imagem: (Os doze grandes deuses  de Roma)

Islamismo: (570 a.c. ...632 d.c.)
Religião fundada por Maomé, que era considerado um grande profeta inspirado por Deus. Proclamava que
todos os homens eram iguais perante Alá (Deus). A palavra Islamismo significa submissão a Deus. Os adeptos do islamismo são os muçulmanos. A religião crê a aceita um só Deus,  prega a imortalidade da alma e tem seus preceitos morais e religiosos bem definidos no livro sagrado, o Alcorão.



Budismo: (560 a.c. )
Religião fundada na índia pelo príncipe Siddhartha Gautama, o Buda, que significa " o iluminado, aquele que acordou". Buda foi famoso por sua santidade e amor a todas as criaturas. Em vida, suas pregações e exemplos conquistaram muitos discípulos. Depois de sua morte, surgiram templos em sua honra e a religião que ensinava espalhou-se por grande parte da Ásia. No Japão, o budismo exerce grande influência na cultura nacional. A meditação budista tem chamado a atenção dos ocidentais desde a II Guerra Mundial.

Hinduísmo: (1000 a.c. )
Surgiu na Índia e não se sabe quem o idealizou. É uma religião politeísta. Para eles tudo é divindade, embora considere "Brahman" o primeiro e grande deus, do qual provém todos os deuses. Tem como máxima a teoria de que "viver é sofrer e deixar de viver é alcançar a paz eterna, no Nirvana" (céu).
Imagem: (Brahman, o deus da criação)


Bramanismo: (sem data)
Surgiu como uma reação contra a clássica religiosidade do budismo.É uma religião mais requintada e procura as elites, que, por se manter no poder, julgam-se mais virtuosas.

Fonte: Texto retirado do livro "Sementes de participação", preparação para a crisma, 4ª fase, catequista/ Pastoral Catequética-São Paulo: Editora Ave- Maria, 1999- (Coleção sementes).
(As imagens foram retiradas da internet)

4 de março de 2011

O ano de 2011 é ANO A (São Mateus) e as datas das festas móveis são as seguintes:
  • Epifania do Senhor ( Domingo - 02 de Janeiro)
  • Batismo do Senhor (Domingo -09 de Janeiro)
  • Quarta-feira de Cinzas 09 de Março.
  • Páscoa da Ressurreição – 24 de Abril
  • Ascensão do Senhor (Domingo) - 05 de Junho
  • Pentecostes- 12 de Junho
  • SS.Trindade - 19 de Junho
  • SS. Corpo e Sangue de Cristo (Quinta-feira) - 23 de Junho
  • Sagrado Coração de Jesus ( Sexta-feira) - 01 de julho
  • São Pedro e São Paulo (Domingo) - 03 de Julho
  • Assunção de Nossa Senhora (Domingo) - 21 de Agosto
  • Todos os Santos - 06 de Novembro
  • Solenidade de Cristo – Rei - 20 de Novembro
  • 1º Domingo do Advento - 27 de Novembro
  • Sagrada Família (Sexta-feira) - 30 de Dezembro

POEMA

Ecologia
Vou falar de ecologia
Pra quem sabe um dia
A gente possa ver

A nossa mãe Natureza
Com sua grandeza
Nos agradecer

Vou despoluir os rios
E sua nascentes
Quero proteger

Quero ver nossas florestas
Numa grande festa
Por poder crescer

Quero ver o arco-íris
Desenhar no céu
Um grande coração

Como se estivesse
Nos dizendo obrigado
Pela boa ação

Quero respirar ar puro
Me sentir seguro
Para contemplar

Um futuro de alegria
Terra mais sadia
Pra nos abrigar

Um mundo novo
Pra gente poder viver
A Natureza a gente tem que defender

Um mundo novo
Pra gente poder brincar
A Natureza a gente deve ajudar

(Danny Pink e Frank Ranier)